Férias da Páscoa: os 7 destinos mais concorridos

Os portugueses aproveitam as Férias de Páscoa para escapadelas mas procuram mais do que cerimónias religiosas. Também há praia, campo e ar puro.

Os feriados e férias da Páscoa surgem na altura ideal para justificar 3 ou 4 dias de escapadela dentro do nosso próprio país. De norte a sul, muitas cidades portuguesas celebram a sua religiosidade e comemoram a ressurreição de Cristo com procissões e cerimónias plenas de fervor e respeito. Ao mesmo tempo, a primavera também já colocou todos os seus atributos à vista de todos e é o combustível que nos mete na estrada, a devorar quilómetros, para que estes dias de lazer sejam gozados ao máximo.

Apesar de haver alguma justaposição, os destinos escolhidos pelos portugueses nas férias da Páscoa nem sempre coincidem com os pontos tradicionais de celebração religiosa: por cada turista fiel que escolhe participar na Procissão do Enterro do Senhor, há pelo menos um outro que se decide pelas praias alentejanas ou pela vida noturna algarvia. A Páscoa tem de tudo, para todos. Se lhe faltarem ideias para um reencontro com a Primavera deixamos-lhe aqui os 7 destinos mais visitados nas férias da Páscoa:

Braga

Começar o nosso roteiro pelo norte, implica também uma visita à cidade portuguesa que mais leva as tradições religiosas da Páscoa a sério. Braga, A Cidade dos Arcebispos, tem procissões noturnas que emocionam devotos e impressionam forasteiros, mas não tem só igrejas como motivo de visita. A cidade tem uma forte presença jovem, uma movida muito ativa, novas propostas culturais capazes de interessar a um público intelectual e urbano e, para lá da Porta Nova, uma zona antiga que convida a relaxados passeios pelas ruas empedradas. Se aqui vier, a nossa recomendação vai para uma mistura do sagrado e do profano, com uma subida no Elevador do Bom Jesus, o funicular mais antigo em Portugal, para uma agradável visita ao Santuário no meio da vegetação em flor.

Férias da Páscoa: os 7 destinos mais concorridos

Porto

Enquanto o Porto cresce nas preferências dos turistas estrangeiros, continua a manter o charme necessário para ser convidativo para portugueses em regime de escapadela de primavera ou fuga urbana. Tal como em Lisboa, não são as tradições religiosas ou populares que trazem os visitantes nesta época, mas a Semana Santa continua a receber muitos nacionais que aproveitam para conhecer a Foz do Douro, os primeiros sinais do bom tempo que nascem em locais como a Fundação de Serralves ou o Parque da Cidade, ou usar a cidade como base de partida para uma exploração do Litoral Norte. Apesar disso, locais como a Sé do Porto ou a Torre dos Clérigos, vestem as roupas adequadas à celebração pascal.

Serra da Estrela

De Loriga às Penhas Douradas, a Serra da Estrela é um dos nossos destinos preferidos de Primavera e, enquanto há possibilidade de ainda ver uns farrapos de neve na Torre ou na estância local (conheça a previsão aqui), o melhor mesmo é contar com longos passeios pelos vales e lagos, visitas aos produtores de queijo regional, ao Museu do Pão ou aos belíssimos restaurantes salpicados um pouco por todas as encostas da serra. Se só tiver tempo para ir a um, dê um salto até ao Largo do Pelourinho de Valhelhas, ignore a tradição da época, e prove o lombo de vitela do Vallécula.

Lisboa

Enquanto os turistas estrangeiros chegam em busca dos pastéis de nata e do fado, a verdade é que Lisboa continua a ser uma das cidades mais visitadas também pelos portugueses por altura da Páscoa. E são cada vez mais aqueles que aproveitam a época para uma escapadela urbana na capital porque, são os especialistas que o dizem, Lisboa é a cidade mais divertida da Europa. Assim, desde que haja dias de férias para se gozar, é sempre uma boa ideia dar um salto até à noite de Lisboa, esteja ela no Bairro Alto, desça para o Cais do Sodré ou suba para a Graça. Abriram, ou foram renovados, museus como o MAAT ou o Museu dos Coches, come-se cada vez melhor, e as ofertas culturais da cidade continuam a florescer. Antes que o calor aperte, esta é mesmo a melhor altura do ano para viver Lisboa.

Vila Nova de Milfontes

Surfistas, universitários, pares de namorados ou famílias relaxadas, todos conseguem encontrar alguma coisa na costa alentejana e Vila Nova de Milfontes é uma excelente base para partir à descoberta das praias da região ou ir para o interior em passeios por trilhos e riachos. O litoral alentejano celebra as tradições religiosas da Páscoa de forma discreta e a sua gastronomia aposta também nos borregos e folares característicos do resto do Alentejo, mas compensa a menor originalidade com uma primavera a despontar com toda a pujança e belíssimas praias, algumas esplanadas escondidas, o silêncio e o cheiro a maresia.

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Albufeira

É nas várias praias da região de Albufeira que se dá a versão portuguesa do “Spring Break”, com festas, discotecas cheias de gente e sunsets na companhia de gin, com um público maioritariamente jovem. Mas, como o tempo nesta altura do ano já pode convidar a passeios familiares até à praia, também aparece outro tipo de visitantes. Para esses, os dias de praia podem ser complementados com uma visita até ao interior, a São Brás de Alportel, onde se dá uma muito colorida procissão com tochas e ruas floridas, ou a São Marcos da Serra, para a feira de produtos tradicionais. Mesmo nesta altura do ano, o Algarve continua a ter oferta para uma série de públicos diferentes.

Funchal

O calendário da Madeira continua a ser fortemente marcado pelas festas religiosas e populares e a Páscoa não é, naturalmente, exceção. Se a isso juntarmos o clima ameno e as bonitas paisagens da ilha, facilmente se explica porque é que é um destino já tradicional nesta altura do ano. Entre o Domingo de Ramos e o Domingo da Ressurreição há várias cerimónias religiosas com o ponto alto na procissão do Enterro do Senhor, enquanto os espíritos mais terrenos se entretém com os manjares da região. Aqui, a juntar-se ao excelente cardápio que apresenta quando toca a frutos do mar, aparece um delicioso cabrito guisado com canela da Ponta do Sol com semilhas (batatas) e legumes, e o pão de ló de São Vicente para rematar a refeição.