5 dicas para aumentar a vida da caixa de velocidades

Evite dores de cabeça e custos de oficina com reparações da caixa de velocidades, aplicando estes 5 conselhos Goodyear muito simples

A Caixa de Velocidades é um elemento essencial de qualquer automóvel há muitas décadas e em Portugal ainda continuamos a preferir a versão manual, mesmo que se comecem a ver cada vez mais veículos com mudanças automáticas. Apesar da familiaridade, muitos condutores portugueses habituaram-se a recorrer a pequenas manhas, vícios e erros que, para além de reduzirem a vida útil de todas as peças envolvidas, podem resultar até em problemas de segurança rodoviária.

Depois de termos passado em revista 5 Erros e Equívocos comuns sobre a caixa de velocidades, deixamos-lhe agora 5 conselhos para estender a vida da transmissão do seu carro. Não queremos que se preocupe com o seu carro mais do que decidir qual será o seu próximo destino.

1. Comece por entender o que faz a caixa de velocidades no seu carro

Através de um sistema de engrenagens sucessivas, a caixa de velocidades aplica conhecimento que temos desde a Antiguidade sobre a multiplicação e desmultiplicação de forças. Conforme o número de dentes e diâmetro de uma engrenagem, é possível transformar as rotações do motor em energia que é transmitida pelo eixo, multiplicando o valor original. Quanto maior a rotação do motor em relação à rotação do eixo, maior será a força e, quanto menor a rotação do motor em relação à rotação do eixo, maior será a velocidade. É importante fixar que os diversos elementos do sistema rodam a velocidades diferentes, pois é isso que torna tão fulcral os procedimentos corretos de engate e desengate de mudanças.

2. O principal responsável pela saúde do seu automóvel é você!

Antes de qualquer outra dica que se possa troca entre condutores, o mais importante é que tenha a perfeita noção que, se a sua transmissão entregar a alma ao criador antes da hora marcada, o mais provável é que a culpa seja sua, do condutor. Assim recorde os ensinamentos da escola de condução e evite erros de palmatória como unicamente baixar a mudança para travar, manter o pé em cima da embraiagem ou fazer o “ponto de embraiagem” para se manter parado numa encosta enquanto espera que abra o sinal. A reposição das pastilhas de travão é mais barata do que resolver problemas de embraiagem, por isso é só uma questão de fazer as contas…

3. Assegure-se que a sua caixa tem os devidos cuidados

As avarias da caixa devido à lubrificação insuficiente dos seus elementos são infelizmente comuns. Os fabricantes recomendam lubrificantes específicos para os seus equipamentos e é essencial que tenha total confiança na oficina a que entregar o seu carro no caso de uma avaria com a caixa. O uso de fluídos com características incorretas poderá ser prejudicial para as engrenagens de bronze e reduzir substancialmente a sua vida útil. Por outro lado, as fugas de óleo em uniões desgastadas irão colocar as engrenagens a rodar em seco, com os problemas óbvios daí decorrentes. Se, a qualquer momento, encontrar “aquela” poça de óleo onde arrumou o seu carro, esta é uma das possíveis fontes de problemas e a sua oficina habitual poderá ajudá-lo.

O principal responsável pela saúde do seu automóvel é você!

4. Aprenda a identificar problemas com a caixa de velocidades

Por muitos cuidados que tenha, o azar bate inevitavelmente à porta e, desde que tenha e use o seu carro durante tempo suficiente, um dia destes irá deparar-se com alguma forma de problema com a caixa de velocidades ou com a embraiagem. Um sinal mais do que claro é o cheiro a queimado quando engata a primeira. Este fenómeno ocorre devido à diferença de velocidade entre o eixo e o volante, o que provoca atrito entre as peças e o consequente sobreaquecimento.

Se sente o pedal da embraiagem mais duro e precisa de o pressionar com mais força, é sinal de desgaste de algum dos elementos. Os culpados mais habituais são novamente as condições da estrada e o seu estilo de condução: acelerações excessivas, uso incorreto de marchas altas a baixas velocidades e vice versa.

Um último teste que pode fazer se sentir que o carro não apresenta o rendimento a que está habituado: numa mudança intermédia, 3ª ou 4ª, acelere o carro e verifique o seu comportamento. Se as rotações aumentarem sem o consequente aumento de velocidade e o carro demora a responder, é sinal de que tem problemas na embraiagem

5. Respeite também as suas mudanças automáticas

Apesar de mais simples de utilizar, as caixas automáticas têm também os seus próprios tipos de problemas e cuidados. Por exemplo, ao contrário do que alguns condutores pensam, a posição (P) – “Parking” não é um travão de mão, nem deve ser usado dessa forma em subidas, por exemplo. Por outro lado, mesmo que não vá abaixo se o deixarmos engatado, o motor agradece que o coloquemos em (N) – Neutro em qualquer paragem superior a alguns segundos. Se o condutor for daqueles que domina técnicas de condução mais agressivas e está habituado ao jogo de travão e acelerador para soltar a traseira, lembre-se que essa é uma técnica desaconselhada para as caixas automáticas e poderá danificar os moduladores de vácuo.