De barco em Salvaterra de Magos

De barco em Salvaterra de Magos: uma viagem de uma tarde pelas ilhas que se criam na foz do rio Tejo. Paisagem e vida selvagem.

De Barco em Salvaterra de Magos. Pode ser uma viagem inesquecível. Uma tarde para desfrutar em família por entre as ilhas que se formam na foz do Tejo. A oportunidade de ver, confortavelmente, as margens do rio de uma perspetiva inteiramente nova, as paisagens inebriantes, a magnífica natureza e a vida selvagem são motivos mais que suficientes para tirar partido deste passeio em família. Mas que mais atrativos tem este passeio? Que lugares únicos e secretos podemos esperar encontrar?

De barco em Salvaterra de Magos

O início do passeio começa no cais de Escaroupim, perto de Salvaterra de Magos, no Ribatejo. Irá ter oportunidade de ver uma composição única da natureza: rio, canais secundários, ilhas, recantos mágicos, lugares únicos, árvores e plantas sem fim, aves das mais diversas espécies e cavalos nas ilhas e praias.

Escaroupim é uma aldeia piscatória, banhada por água doce, rodeada de margens verdejantes. A aldeia foi construída na primeira metade do século XX por pescadores nómadas que, numa primeira fase passavam aqui temporadas regressando depois às suas casas, nas respetivas natais à beira-mar.

As aldeias, sobre estacas, para resistir às cheias, eram muitas. Hoje subsistem poucas, reconstruídas. Escaroupim é um exemplo repleto de casas típicas pintadas com cores vivas, algo que os seus filhos vão adorar. É o rio “das férteis planícies de aluvião do Borda d’Água”. É um rio cheio de vida, com uma grande riqueza natural, paisagística e ecológica e de um biodiversidade ímpar.

O rio, em frente, corre para o mar e ao navegar no barco de Salvaterra de Magos podemos vislumbrar a Ilha das Garças, a Ilha dos Cavalos, a Ilha dos Amores, a Ilha da Palhota, entre outras ilhas desabitadas.

As Ilhas

São ilhas criadas pelo rio, e em diferentes fases do ciclo de vida. Umas formadas pela acumulação de areias trazidas pela água onde, eventualmente, começam a crescer árvores, e outras formadas pelas cheias que deparam partes da margem que passam a estar no meio do rio.

Frente a Escaroupim fica a Ilha das Graças com a sua vegetação luxuriante e aves. Garças brancas, íbis-pretas e, mais abaixo no rio, garças cinzentas, milhafres, gansos do Egito e andorinhas-das-barreiras. No leito do rio, peixes.

Segue-se a passagem por Valada do Ribatejo, seguida de uma aldeia avieira de palhota. Finalmente, a Ilha dos Cavalos, altura em que os mais audazes podem aproveitar para tomar um banho no rio. O nome da ilha deriva, precisamente dos cavalos que ali estão a pastar livremente.

Ao final da tarde, o regresso a Escaroupim depois de ter visto o rio Tejo como provavelmente nunca o tinha visto antes.

Aves, aves e mais aves

Tão próximo de Lisboa e com tantas aves para observar. Este troço do Rio Tejo ao longo de todo o ano é um verdadeiro paraíso como refere a Rio-a-Dentro, empresa que organiza estes passeios de duas horas e meia.

“São muitas as espécies que se podem avistar. As mais comuns ao longo do ano são: Garça-Branca-Pequena, Garça-Real, Garça-Vermelha, Garça-Laranja (Papa-ratos), Garça-Nocturna (Goraz), Corvo-Marinho, Milhafre-Preto, Águia-Pesqueira, Águia-de-Asa-Redonda, Águia-Calçada, Cegonha-Branca, Colhereiro, Pato-Real, Íbis-Preta, Guarda-Rios, Abelharuco, Andorinha-das-Barreiras, e Bispo-de-Coroa-Amarela.

Entre março e julho, nidificam em colónia na Ilha das Garças, milhares de indivíduos de várias espécies: Garça-real, Garça-Boieira, Garça-Branca-Pequena, Colhereiro, Garça-Nocturna (Goraz), Garça-Laranja (papa-ratos), Íbis-Preta. Mas também se pode ver a nidificar Milhafre-Preto, Cegonha-Branca, colónias de Abelharucos e de Andorinha-das-Barreiras. É verdadeiramente incrível assistir a este espetáculo da única natureza que é poder ver a colónia durante a época da nidificação..

Uma ótima oportunidade para conhecer Salvaterra de Magos, e aproveitar uma tarde para conhecer as ilhas que se formam na proximidade do Rio Tejo.