8 dicas para crianças na feira Braga Romana

Braga Romana: 7 dicas para 4 dias de feira no centro da cidade. Teatro de rua e festas aprender qual a importância da presença dos romanos em Braga.

Qual é a soberana das terras da “Callaecia”? É a opulenta e eterna Bracara Augusta, mais conhecida por Braga, uma cidade com mais de 2000 mil anos. Por conseguinte, para assinalar esta história, realiza-se anualmente, a iniciativa Braga romana, onde “aprendemos, revisitamos, desfrutamos, choramos e rimos”, como tão bem descreve a organização, concluindo com um “Ave, Bracara Augusta”. Ou seja, há motivos para rumarmos a Braga, para apresentar as crianças à História.

A XV edição de “Braga Romana – Reviver Bracara Augusta” decorre de 23 a 27 de maio, no centro histórico. É aqui que terá lugar uma das expressões mais marcantes da vida das cidades do Império Romano: o mercado. “Os mercadores chegavam a Bracara Augusta de todos os pontos do Império para apresentar e vender os mais variados produtos. Afinal, na capital da Galécia o mercado era, também, um ponto de encontro de culturas e de saberes, e ocasião para a diversão e o lazer”.

1. Teatro Titus… Et Dierum computatio – Titus… e a conta dos dias

Em primeiro lugar, tendo por base gráfica o universo criado por César Figueiredo para o livro “Titus e os Legionários”, o teatro vai às escolas nos dias 23 a 27 de maio. , é uma peça que tem como objetivo partir à descoberta Bracara Augusta, conduzidos pelas questões fundamentais que o pequeno Titus nos coloca. A nós que o vemos e ouvimos, e ao Zethus, seu companheiro do quotidiano, como explica a programação da feira. Titus é um menino que vive em Bracara Augusta e que um dia acorda para um dia agitado, na companhia do seu primo Octávio, regressado de uma longa viagem.

23 de maio, 15h30, Spatium Ludicum, Escola Básica S. João do Souto
24 a 27 de maio, 11h00 e 15h30, no Spatium Ludicum, Escola Básica S. João do Souto

2. Estórias de Bracara Augusta

Em segundo lugar, as festas de Braga convidam a um percurso com visita encenada Fabellae Bracarae Augustae. Segundo explica o programa, Octávia Camulus conduzirá os visitantes durante duas horas, num percurso dramatizado entre a Fonte do Ídolo, a Domus e as Termas e contará estórias de uma família romana.
Visto que a entrada é livre e sujeita à lotação dos espaços, os interessados devem comparecer 15 minutos antes, na Fonte do Ídolo

23 a 25 de maio, 10h00 e 14h30, Ponto de Encontro: Fonte do Ídolo
26 e 27 de maio, 10h30 e 15h00, Ponto de Encontro: Fonte do Ídolo.

3. Teatro de Marionetas Fabula Caturi, a Lenda de Caturo

Há uma lenda galaico-romana que conta as aventuras de um rapaz galaico que um dia se tornou amigo de bracaros e romanos, elevando assim a união dos . Entretanto, na Gallaecia já se cultivavam os primeiros hábitos de união entre supostos rivais. Como consequência, esses rituais continuaram, ainda hoje, criando uma mescla étnica muito característica da região. A história é contada por Caturo que, nas suas aventuras irá, além disso, criar laços com os habitantes da capital da Gallaecia.

23 e 25 de maio, 11h00 e 15h00, Termas Romanas do Alto da Cividade
27 de maio, 11h30 e 17h00, Termas Romanas do Alto da Cividade

4. Teatro de Marionetas Romulus et Remus – Primus Rex Romae

Um segundo teatro de marionetas irá captar a atenção dos mais novos. Nesta encenação é contada a história dos gémeos Rómulo e Remo, que renascem na forma de marionetas para esclarecer, por fim, quem foi o primeiro rei de Roma.

24 a 27 de maio, 11h30, Largo D. João Peculiar

5. Teatro de marionetas Agripina

E como não há duas sem três, o programa conta ainda com mais uma peça de teatro de marionetas, com Agripina como personagem principal. A filha do imperador romano, Agripina, fazia uma viagem das paragens Asturianas para as termas em Olissipo. Foi assim que o terrível Hispanus a tenta raptar. Reza a história que Caio, jovem galaico justiceiro ouviu os gritos da jovem e, com a ajuda do seu burro, a liberta, expulsando o tirano Hispanus e os seus malfeitores pagãos. Por isso, a questão é: “que final terá esta batalha de amor entre romanos, galaicos e hispânicos?

24 de maio, 11h00 e 15h00, e 26 de maio, 11h30 e 17h00, Termas Romanas do Alto da Cividade

6. O casamento romano

Este e os próximos destaques que fazemos não são necessariamente vocacionados para crianças, mas serão certamente interessantes. É o caso da recriação de um casamento romano, um ritual qualificado de elevada importância. É composto por toda a cerimónia e a festa envolta em bons auspícios e que é protagonizado, em todo o seu esplendor, por um casal local da atualidade, no centro histórico de Braga.

7. Visita às termas romanas do Alto da Cividade

As termas romanas do alto da cividade foram descobertas no âmbito de uma intervenção arqueológica, conduzida pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, entre 1977 e 1999. As termas estão dentro de uma área vedada, no Alto da Cividade, União de Freguesias da Sé, Cividade e Maximinos. Recorde-se que a interpretação dos vestígios permite afirmar que o edifício remonta aos inícios do século II, sendo que, no interior existiam vários compartimentos frios e quentes ao serviço dos frequentadores, bem como uma “palestra”, ou seja, um espaço destinado a exercício físico. Vestígios arqueológicos identificados em 1999, permitem calcular que a norte do edifício existiria um teatro provavelmente associado às termas. Os visitantes são convidados a utilizar um dispositivo interativo que permite perceber a evolução do edifício e seus diversos espaços.

De 27 a 29 de maio (Braga Romana)

8. Centro de Divulgação da Rota da Prata

Por fim, no edifício da receção das Termas Romanas está também localizado o centro de divulgação da Rota da Prata. Esta era uma grande rota de comunicação cujo objetivo era ligar a cornija Cantábrica às terras do sul da Hispânia. Por esta rota circularam “mercadorias, tropas, comerciantes e viajantes, num contínuo tráfego que favoreceu a difusão da cultura romana, a sua língua e modos de vida, facilitando, simultaneamente, o controlo do território pela administração central do Império Romano”, explica a descrição no site das festas. A rota continuou a ser utlizada por árabes e cristãos durante a Idade Média.

Segunda a sexta-feira, 9h30/13h00 e 14h00/17h30, sábado, 11h00/17h30. Está encerrado aos domingos e feriados