Caminhadas na ilha da Madeira: um fim de semana no arquipélago

10 Maio | 2019 | Goodyear

Na Pérola do Atlântico, a Ilha da Madeira, não faltam locais para fazer boas caminhadas. Tome nota de cinco percursos que a Goodyear identificou para si. Para tomar contacto com os tons verdes e azuis que predominam no local: floresta e mar.

É um bom ano para visitar a Madeira, afinal estão a celebrar-se os 600 anos sobre a descoberta da ilha, com celebrações em todos os cantos da Pérola do Atlântico. Aproveite para fazer caminhadas. As opções são inúmeras. Selecionamos cinco, mas poderá encontrar muitas mais no site Walkmeguide.

Vereda da Ponta de São Lourenço

A Caminhada na Vereda da Ponta de São Lourenço tem 7,2 quilómetros, ida e volta e pode ser feito em duas a três horas. Parte do parque natural da Madeira, na zona este da Ilha, na ponta do Caniçal. Durante o percurso pode apreciar as paisagens da costa norte e sul da Ilha. Predomina a serenidade do mar do sul e a agressividade do mar do norte. Ao longe, podem vislumbrar-se, a sul, as ilhas desertas, e a norte, a ilha do Porto Santo. Saboreie o vento e as espécies únicas de fauna e flora da região. Há também formações rochosas curiosas. Termine com um mergulho e volte para trás.

Levada das 25 Fontes

Na Calheta, faça a volta pela Levada das 25 Fontes. São 9,9 quilómetros, fáceis de percorrer em três a quatro horas. A Levada das 25 Fontes tem o nome devido ao número de fontes e quedas de água que se podem contar no local. Parte-se da Calheta, passa-se por um túnel. Paisagens e sensações maravilhosas são sentidas.

É possível apreciar fauna e flora endémica e interagir com a natureza no seus estado mais puro. No final da caminhada encontra as quedas de água que convergem para uma lagoa. Se tiver coragem, dê um mergulho, mas fica o aviso: a água é gelada. Siga depois em direcção ao Risco para admirar a cascata. Finalmente, visite a casa do Rabaçal e recupere forças. Também aqui predominam cascatas, fontes e lagoas.

Levada do Caldeirão Verde


A caminhada da Levada do Caldeirão Verde é mais longa que as anteriores. São 11,8 quilómetros que se podem prolongar por três a cinco horas. Aqui a proposta é um conto de fadas num paraíso verde. A partida é da Casa das Queimadas.

A chegada uma majestosa cascata. Pelo caminho, vistas sobre a vila de São Jorge e as montanhas. A ilha da Madeira, por definição, está rodeada de água. Salgada. Mas, das suas entranhas sai água doce. Das paredes ou do céu em dias de chuva. Como vai encontrar túneis pelo caminho não se esqueça da lanterna e, já agora, de proteger a cabeça.

No final da caminhada irá encontrar a cascata do Caldeirão Verde que termina numa lagoa fria e cristalina. Relaxe, faça um piquenique e volte para trás.

Vereda do Areeiro/Pico Ruivo

O caminho Vereda do Areeiro/Pico Ruivo percorre as montanhas da ilha da Madeira. São 10,5 quilómetros que podem ser percorridos em duas a quatro horas. Mas, atenção, este percurso é considerado difícil não sendo, por isso, recomendável para principiantes. É necessária alguma preparação física e resistência.

Ao longo da caminhada poderá apreciar paisagens compostas por formações rochosas fora do comum. Por vezes estão cobertas pelas nuvens. Deverá parar de vez em quando para melhor usufruir do que a natureza tem para lhe oferecer. Irá visitar os três picos mais altos da Madeira ao longo deste passeio: Pico do Areeiro, Pico das Torres e o Pico Ruivo. O descanso será no final. Poderá lanchar no Pico Ruivo ou visitar a casa de abrigo. A vista do topo do pico é inigualável. Em dias de melhor visibilidade poderá ver uma enorme extensão da ilha e não só, incluindo Curral das Freiras, Porto Santo, Desertas ou a Ponta de São Lourenço.

Lagoa do Vento


Para terminar, uma caminhada circular de 6,7 quilómetros, difícil. Prepare-se para levar três a quatro horas. É a opção ideal para os mais aventureiros. O percurso começa na Levada do Alecrim, na zona do Rabaçal. Poderá seguir o curso da Levada até chegar ao desvio para a vereda que lhe servirá de caminho até à Lagoa do Vento.

Naturalmente deverá levar algum equipamento para se guiar ao longo deste percurso que inclui partes em que o piso é irregular e até escorregadio. Claro que o contacto com a natureza é mais próximo. As paisagens proporcionadas pelos miradouros são magníficos. No final, a recompensa: a Lagoa do Vento. Um lugar de inspiração. Irá encontrar-se no topo da já referida cascata do Risco. Depois, prossiga rumo à Casa do Rabaçal, onde poderá descansar um pouco ante de subir por uma nova vereda que o levará até ao Rabaçal.

Onde ficar

Poderá ficar no cinco estrelas Belmond Reid’s Palace, no topo de uma das falésias da ilha. Luxo e arte de bem receber combinados no Funchal. O hotel é histórico e recebe os viajantes há mais de um século.

Outra opção é a Estalagem Ponta do Sol onde, dizem os locais, mais horas de sol há por ano em toda a ilha. Fica no topo de um penhasco com vista para a vila homónima. Era uma quinta senhorial que foi adaptada e que inclui também bar e restaurante. Combina com um edificado mais recente, mas descontraído e sofisticado.

Onde comer

Às sugestões referidas no artigo sobre o que comer na Madeira acrescentamos o Restaurante DC Atelier. Em tempos o local onde se ergue agora o restaurante era um ilhéu. Aí nasceu a Fortaleza da Nossa Senhora da Conceição. Em 2015, o espaço foi transformado no Design Centre Nini Andrade Silva, onde se encontra, além de uma exposição permanente, uma loja, um bar e um restaurante. Aqui há uma vista em 360º sobre o Funchal e sobre o Atlântico. A cozinha combina inovação e tradição.

Good Year Kilometros que cuentan