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Pelos Caminhos de Santiago

15 Novembro | 2019 | Goodyear

Conheça os principais pontos de paragem no Caminho Português para Santiago de Compostela

Desde o século IX que todos os caminhos levam a Santiago de Compostela. Foi em plena Idade Média que o suposto sepulcro do apóstolo Santiago Maior se tornou num objeto de veneração e peregrinação, uma das mais concorridas da Europa medieval. Depois de vários séculos em que caiu em relativo esquecimento, a peregrinação recuperou a popularidade nas últimas décadas do século XX.

Hoje em dia, o Caminho, nome pelo qual ficou conhecida a peregrinação, é um itinerário espiritual e cultural de primeira ordem, que é percorrido todos os anos por por dezenas de milhares de pessoas, provenientes de toda a Europa. Foi, aliás, declarado Primeiro Itinerário Cultural Europeu em 1987 e Património da Humanidade (em Espanha em 1993 e em França em 1998).

Quando se fala de Caminho, temos de falar no plural. São muitos os caminhos para chegar a Santiago de Compostela, que começam um pouco por todo o continente europeu antes de se entroncarem nos caminhos espanhóis. Mas para o caso, o que nos interessa é o chamado Caminho Português.

Tui:  a derradeira etapa do Caminho Português 

Com origem em vários pontos do território nacional – Algarve, Lisboa, Porto – a derradeira etapa do Caminho Português começa em Tui, depois de ter atravessado em Valença a ponte sobre o Rio Minho. Este era o ponto preferencial de entrada na Galiza mas com a construção da ponte de Vila Nova de Cerveira-Goián e da criação do serviço de ferrys entre Caminha e A Guarda, estas localidades passaram também a ser usadas pelos peregrinos como ponto de entrada em Espanha.

Mas tomemos então Tui como ponto de partida para esta etapa final do Caminho Português até à catedral de Santiago de Compostela. A primeira paragem de destaque é feita em O Porriño, no centro do do amplo Vale da Louriña. Ali encontramos uma zona pantanosa chamada Gândaras de Budiño, área de nidificação de aves migratórias e um dos ecossistemas mais ricos da Europa.

A próxima paragem é em Redondela, já bem perto de Vigo, na margem esquerda da Ria. Conhecida como a “vila dos viadutos”, graças aos dois grandes viadutos ferroviários que foram construídos no século XIX, a localidade destaca-se também pelos muitos vestígios arqueológicos que remontam ao Neolítico e à Idade do Bronze.

Continuando a viagem para norte, chegamos então a Pontevedra, capital da província com o mesmo nome. Considerada em 2014 como uma das melhores cidades europeias para viver graças à sua qualidade de vida e às políticas de mobilidade urbana, Pontevedra é a cidade da Galiza com mais ruas pedonais e espaços verdes por habitante.

Prosseguindo a viagem em direção a Santiago de Compostela, a próxima paragem faz-se em Caldas de Reis, situada no noroeste da província de Pontevedra. É a terra do chamado tesouro de Caldas, valioso conjunto de peças de ouro datadas do século XVI que foi descoberto por acaso em 1940. Vale a pena provar as empanadas de lampreia e o pão de manteiga. 

O Caminho leva-nos a seguir até Padrón, deixando-nos a pouco mais de 20 km do destino final. O pequeno município da província da Corunha é rico em património histórico mas ficou conhecido mundialmente pelo famoso pimento de Padrón, que se devem comer fritos em azeite, e “uns picam e outros non”, reza o ditado galego.

E chegamos finalmente a Santiago de Compostela, o destino da peregrinação, que termina na Catedral de Santiago que, segundo a tradição, acolhe o túmulo do apóstolo Santiago Maior, padroeiro e santo protetor de Espanha. O centro histórico da cidade é, desde 1985, Património Mundial da UNESCO, tendo como ponto central a Praça do Obradoiro onde, para além da fachada mais famosa da Catedral, encontra-se o Paço de Raxoi, a sede do governo regional, a Junta da Galiza.

 

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