5 Perguntas que deve fazer para encontrar o carro ideal

Anda à procura do primeiro carro? A família cresceu e precisa de um veículo maior? Veja aqui 5 perguntas a que deve responder para encontrar o carro ideal.

Qual é o carro ideal para mim? Apesar das modas e tendências que de vez em quando parecem reger todo o mercado, a resposta a esta questão é diferente para cada um de nós. Temos todos hábitos e necessidades de condução diferentes, apreciamos estéticas diversas e gostamos de acreditar que somos um tipo muito singular de condutor. E, como podemos descobrir ao folhear qualquer revista do meio ou ao visitar um stand, a oferta é tão grande e diferenciada que não é difícil acabar por se comprar um carro que, afinal, não era bem aquilo de que estávamos à espera.

A compra de um carro, seja novo ou em 2ª mão, é um momento em que a emoção pode facilmente deixar a racionalidade para segundo plano. Enquanto alguns condutores se apaixonam pelos números que um carro esconde debaixo do capot, outros querem saber quantos porta-copos estão disponíveis para toda a família. Coloque a si próprio a lista de questões que lhe apresentamos de seguida e tente ser o mais racional possível em relação à sua escolha final. Contudo, não se surpreenda se, depois de tomada a sua decisão, acabar por se apaixonar pelo carro que escolheu. O ser humano é mesmo assim e conseguimos arranjar justificações (mesmo as mais alucinadas) para todas as nossas opções.

Que tamanho de carro estou confortável a conduzir?

O senso comum diz-nos que o melhor para os novos condutores é começar por carros pequenos. Os carros mais leves são mais ágeis e permitem melhores hipóteses de evitar um acidente: têm menos massa, travam mais depressa e apresentam menor superfície de impacto, só vantagens. São também uma opção mais cómoda para o trânsito urbano e estão já muito longe dos ovos apertados que eram os clássicos Mini e Cinquecentos dos anos 60 e 70. Até os utilitários mais pequenos como os Smart, apresentam hoje um espaço interior surpreendentemente confortável e espaçoso, tendo em conta o fim para os quais foram desenhados.

Se a sua dúvida em relação ao tamanho do carro prende-se com a experiência na condução e no facto de um carro maior ser mais difícil de conduzir, a verdade é que passado o período inicial, (quase) todos os condutores conseguem habituar-se ao carro que lhes calhou em sorte. Pense na condução de um veículo maior apenas como uma curva de aprendizagem mais abrupta, mas não impossível de ultrapassar.

Que tipo de carro necessito?

Que tipo de carro necessito?

Se é o seu primeiro carro, a pergunta está logo respondida à partida: o mais simples que encontrar dentro do orçamento que tem. Contudo, à medida que ganhar experiência e a vida se torna mais complicada, com filhos que precisam de ser levados todos os dias à escola ou hobbies que atafulham o porta-bagagens todos os fins de semana, as suas exigências passarão a ser um pouco mais complicadas. Passamos em revista os principais tipos e suas características:

1. Coupé: com acesso muito limitado (ou inexistente) aos bancos traseiros, são carros para quem não conta transportar passageiros regularmente, mas são uma das primeiras opções para quem sonha com um descapotável.

2. Sedan/Berlina: para o uso familiar diário, as quatro portas são o mínimo indispensável, de forma a que não tenha que estar permanentemente a contorcer-se para apertar cintos e dar assistência aos bancos traseiros.

3. Hatchback: os dois volumes apresentam um acesso ao porta-bagagens mais versátil, pois abrem toda a traseira para permitir mais facilidade de arrumação. Apesar disso, tem-se visto um crescimento do mercado na direção dos seus irmãos maiores, como os os SUV.

4. Station Wagons: se o espaço é mesmo a prioridade máxima para a sua família, as SW são aquilo que procura. Mais práticas e menos desportivas que os SUV, costumam apresentar uma condução mais cómoda e motorizações mais razoáveis para o uso urbano.

5. SUV: colocados a uma distância superior do chão e preparados para um uso mais versátil do que a maioria dos seus congéneres, são a principal tendência do mercado mas raras vezes são a melhor opção para o uso diário: as motorizações e tipo de pneus escolhidos, assim como o compromisso para criar um veículo mais pesado e resistente, resulta numa opção menos económica. Contudo, se os seus hobbies e percursos habituais assim o aconselham, são os carros que trazem todas as novas tecnologias e novidades que um apaixonado dos carros adora.

6. E os outros: claro que a oferta no mercado não se fica por aqui, mas se anda à procura de um todo-o-terreno, de uma mini-van ou qualquer outro tipo de veículo mais especializado, já respondeu antes a todas estas questões e sabe bem o que quer.

4×4 ou à frente? Qual tração ideal para o meu percurso

A tração integral é funcionalidade que todos gostaríamos de ter e é inclusive uma das modas do mercado nas últimas décadas. Contudo, a maioria dos veículos ainda chega às ruas com tração dianteira e os motivos são de racionalidade e economia. Um carro 4×4 consome mais combustível ao acionar 4 rodas ao mesmo tempo e são raras as vezes em que, no perímetro urbano, os ganhos em tração e capacidade de resposta compensam. No seu habitat natural (gravilha, areia solta e grandes buracos no piso) nada bate um sistema de tração integral e será sempre a melhor opção, mas no uso diário em asfalto, a matemática pende fortemente para o lado da comum tração à frente. Por seu lado, a tração traseira é motivo para um artigo por si só e não é, definitivamente, uma opção a equacionar por novatos.

Quanta potência posso realmente usar?

O raciocínio de “quanto mais cavalos melhor” parte de uma base racional mas chega a uma conclusão com um certo viés. É verdade que ter sempre alguma potência “guardada” para situações de emergência, como reagir rapidamente numa ultrapassagem por exemplo, é uma ideia correta mas que, na realidade, não é possível aplicar tantas vezes como julgaríamos possível. Só carros de elevado desempenho é que têm uma velocidade de resposta suficiente para que esse acrescento de potência seja significativo e, nesses casos, a cilindrada já lá estava à partida. Claro que o número e comprimento das viagens que conta fazer em autoestrada entram também nesta equação, mas se a maioria dos seus quilómetros vão ser passados a uma velocidade inferior a 120Km/h não se esqueça que mais potência só terá como resultado mais consumo.

Qual o tipo de motorização ideal para o meu uso?

Gasolina, gasóleo, híbrido, GPL e até elétrico: as opções são muitas, mas depende do seu uso perceber qual é a mais eficaz e racional para si. Os GPL apresentam um preço por quilómetro mais baixo enquanto os híbridos são a solução mais razoável para conduzir em cidade, com as velocidades baixas e travagens frequentes a fazerem com que se movam principalmente a bateria. Os condutores a diesel vão encontrar a maior vantagem da sua opção na autoestrada e no preço mais barato por litro. Mas isso não vem sem desvantagens, com os impostos a aumentarem sobre estes veículos e a necessidade de maior rodagem do que um motor a gasolina.