Carros elétricos em 2017: 5 vantagens e novidades

Portugal: dos benefícios fiscais a uma rede de abastecimento alargada, 5 excelentes motivos para apostarmos nos carros elétricos em 2017.

Com incentivos fiscais, novas estruturas de abastecimento e muitos modelos novos a chegar, os fabricantes e especialistas olham para 2017 como um ano de crescimento do mercado dos carros elétricos. Portugal não vai ficar de fora desta tendência e os nossos condutores começam também a adotar cada vez mais EVs e híbridos. O governo lançou novos programas, os construtores têm novas propostas e nós fomos descobrir 5 motivos para investir num veículo elétrico em 2017.

…economizam nos impostos

Os carros elétricos em Portugal estão isentos de Imposto Sobre Veículos e Imposto único de Circulação. Para além disso, no princípio de 2017 ao abrigo do Fundo Ambiental, o governo criou um programa de incentivo à introdução de veículos de baixas emissões que atribui até 2.250 euros na aquisição de um veículo novo 100% elétrico. As candidaturas estão abertas até 30 de Novembro, mas estão limitadas a 1000 veículos pelo que o melhor é apressar-se. Infelizmente, este incentivo ainda não está disponível para motas ou outros veículos.

…são cada vez mais

E, com o número, torna-se também cada vez mais fácil encontrar especialistas, oficinas adequadas e aumenta a pressão sobre as autarquias e restantes organismos públicos para a criação das estruturas necessárias. Para além da rede de abastecimento gerida pela MOBI.E, deverão surgir outros operadores comerciais a aproveitar o crescimento do mercado que, espera-se, chegue às 5.000 viaturas no final do ano. Só em janeiro, as vendas de carros elétricos cresceram 210%, ultrapassando os 700 carros transacionados.

Carros elétricos em 2017: 5 vantagens e novidades

…já vão a (quase) todo o lado

Uma das questões centrais na decisão de compra de um veículo elétrico é a existência de postos de carga facilmente acessíveis, espalhados por todo o país. Também aí, 2017 será um ano de crescimento: de acordo com números da Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos, num total de 65 postos de carga rápida previstos para entrar em funcionamento, no mês de março já estavam prontos 32, 11 em instalação e 22 ainda por iniciar a construção. Estão quase todos ainda situados no litoral e no eixo entre Lisboa e Porto, tornando mais complicada a adoção de um veículo elétrico para quem more em regiões como o Alto Alentejo, o interior centro e Trás-os-Montes.

Como anunciou o governo na inauguração do Corredor de Carregamento Rápido da Autoestrada do Norte, brevemente estará em curso o processo de modernização dos postos de carga normal, aumentando a potência dos cerca de 1000 já instalados e a atualização dos 100 mais utilizados para Carregamento Semi-Rápido. Ao mesmo tempo, foi lançado um concurso público para a instalação de mais 200 postos deste tipo. Apesar de ser duvidoso que todas estas metas possam ser alcançadas em 2017, o governo garante que as cidades de Aveiro, Braga, Cascais, Coimbra, Évora, Lisboa, Loures, Matosinhos, Porto, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Gaia vão acolher novos postos.

…chegam em versões cada vez mais interessantes

Com autonomia crescente e carga mais rápida, os pequenos veículos urbanos completamente elétricos vão continuar a ganhar quota de mercado e, para isso, trazem uma série de novidades tecnológicas para seduzir o consumidor. Não se espera que a quebra seja imediatamente notória na fatia de veículos com motorização a combustão ou híbrida, nomeadamente os desportivos ou SUVs que continuam a liderar as tendências do mercado, mas há muitos motivos para um apaixonado da condução também olhar para um destes carros. Nissan Leaf, BMW i3 e Renault Zoe foram os líderes deste segmento em 2016, e o mercado deverá manter-se bastante dinâmico com os lançamentos de novas versões dos Smart Electric Drive, Opel Ampera-e ou Volkswagen e-Golf.

…vão continuar a ser cada vez mais económicos

Segundo a MOBI.E, um condutor que percorra 16 000 km por ano, com um consumo de cerca de 6 litros de gasóleo aos 100 km e assumindo um preço de 1,25€ por litro, gasta, em média, 1200€ por ano em combustível. Os mesmos 16 000km percorridos com um veículo elétrico, assumindo um consumo de 1 kWh por cada 5,6 km, iriam consumir menos de 2900 kWh. Com um preço a variar entre 0,15€ e 0,35€ por kWh, o condutor obtém uma poupança entre 200€ e 770€ por ano. Some a isto a redução de gases nocivos libertados para o meio ambiente que, um dia, todos iremos pagar, e vai ver que o argumento económico é cada vez mais convincente.

Se o leitor é aquilo a que os saxões chamam de “cabeça de petróleo”, daqueles que adoram o som de um motor monstruoso, não precisa de se preocupar. O vapor não matou os históricos barcos à vela e os Ford T não acabaram com a muito nobre arte do hipismo. A mobilidade inteligente vai continuar a ter lugar para a paixão, mas este pode ser o ano perfeito para começar a desfrutar de todas as vantagens dos veículos elétricos.