Spotify: a família que canta unida…

20 Junho | 2016 | Goodyear

Já pensou na música para as suas férias? Tem o carro carregado, o depósito cheio, muita vontade de partir e nós preparámos uma playlist para meter toda a família a cantar em uníssono. São canções divertidas, que toda a gente conhece, as ideais para meter todos bem dispostos.

Ob-La-Di, Ob-La-Da – The Beatles. Se a ideia é meter toda a gente descontraída, o refrão mais cantarolável de sempre está aqui para ajudar a quebrar o gelo. Poderemos sempre confiar nos Beatles para agradar “ao avô e ao bébé”, mesmo neste “pastiche” reggae de que Harrison e Lennon se envergonhavam. Eles não gostavam, mas nós somos menos perfeccionistas.

ABC – The Jackson 5. Michael Jackson tinha 12 anos mas já tinha a alma do intérprete que haveria de almejar o mega estrelato. Estava bem acompanhado, pela família está claro, e o tema dá para toda a gente acompanhar: A-B-C-1-2-3-Do-Re-Mi.

Radio Ga Ga – Queen. Ainda só toca o sintetizador analógico e a caixa de ritmos e todos no carro já se abanam. Depois, o tom épico dos arranjos e a dinâmica inigualável da voz de Mercury levam-nos a levantar os braços e, na altura certa, bater palmas a compasso.

One Way or Another – Blondie. Rock com “aquela” ponta de sujidade que não incomoda ninguém mas faz-nos a todos sentir um pouco mais marotos. Com os Blondie podemos abanar a franja e brandir a nossa Gibson (air-guitar, está claro), como se fosse 1978.

Karma Chameleon – Culture Club. Depois do sucesso de “Do you really want to hurt me”, os Culture Club repetiam o tributo às influências roots e mostram que ouviram Toots & The Maytals com muita atenção, recuperando uma das frases de “In The Dark”. O espírito bem disposto e a mensagem universal do tema fizeram dele um hit global e ainda hoje soam honestos e contemporâneos.

Tubthumping – Chumbawamba. Durante muito anos os Chumbawamba mantiveram-se uns ilustres desconhecidos fora do circuito punk onde se moviam desde 1982. Com “Tubthumping”, a banda fez algumas concessões ao som britânico indie que na altura era a moda nas ilhas, e conseguiu meter meio mundo aos saltos com um refrão contagiante e uma mensagem socialista perfeita para um Reino Unido que continua sempre a questionar os seus políticos.

Respect – Aretha Franklin. Original do não menos genial Otis Reading, a versão de Aretha é a mais conhecida e celebratória. Hino feminista, recorda-nos a todos, da melhor maneira, da importância de sermos fortes e confiantes. Se há bom espírito para se levar connosco numas férias, é este.

Wouldn’t It Be Nice – The Beach Boys. Brian Wilson estava a passar por uma fase de criatividade irrepetível  e não se coibia de usar todas as ideias ao mesmo tempo para criar o seu conceito de “Wall of Sound”. Foi buscar elementos à música clássica, arranjos densos e complexos, mudanças de tom e colou-os em cima de um esqueleto doo-wop que haveria de influenciar todas as gerações seguintes, dos Pixies aos Animal Collective.

Walking On Sunshine – Katrina & The Waves. Ritmo acelerado e metais festivos? Check. Uma letra sobre a luz do sol e sentirmo-nos vivos? Check. Um refrão que todos conhecem e conseguem cantar? Check… só características ideais para tornar esta “banda de um só hit” essencial em qualquer compilação de Verão.

Road To Nowhere – Talking Heads. Imaginem-se a caminho de uma aventura, que nesta manhã tudo é perfeito, que vão a caminho do paraíso e que todos são bem vindos para ir convosco. Com a vontade que levamos, nós e vocês, de apertar o sol bem apertadinho nos braços, parece que os Talking Heads acabaram de escrever “Road to Nowhere” agora mesmo, só para nós e vocês, só para estas férias de 2016.

Good Year Kilometros que cuentan