Combustível simples ou aditivado: qual o ideal para si?

Um é mais barato, o outro permite melhor rendimento, mas qual é o ideal para o seu carro? Conheça as diferenças entre o combustível simples ou aditivado.

O preço ou a saúde do motor? O que é mais importante para si quando escolhe entre combustível simples ou aditivado? A questão é polémica mas a resposta não precisa de ser universal. A diferença entre ambos não é tão básica como dizer que um é mais barato e o outro é melhor. A recomendação do fabricante do seu carro é para ser respeitada e diferentes motores reagem de forma diversa.

O uso de aditivos no combustível precede a própria massificação do automóvel. Foram usados pela primeira vez na década de 20 para combater os problemas de autodetonação. O seu desenvolvimento prosseguiu e foi respondendo às diversas necessidades da indústria. Hoje em dia, os motores modernos são desenvolvidos já com o seu uso em vista, sendo essa a recomendação de muitos fabricantes.

Vantagens dos aditivados

Os aditivos têm diversas finalidades e resultados. Uns destinam-se a reduzir a emissão de gases poluentes, enquanto outros atuam no consumo. Uma variedade deles tem efeitos lubrificantes, reduz a corrosão ou controla a deposição de partículas. O resultado é uma camada adicional de proteção do motor que ajuda a aumentar a sua vida útil. Um motor mais limpo, com emissões mais limpas e menos consumo, à custa de mais alguns euros quando vai à bomba.

Mas o combustível “simples” não tem também aditivos? Tem os mínimos necessários para cumprir as exigências ambientais legislativas, mas não recorre a nenhum dos que resultam no aumento do desempenho. Desde que respeite as normas vigentes, a gasolina simples cumpre todas as exigências mínimas de qualidade e desempenho.

A promessa de melhor qualidade vem, normalmente, acompanhada de um preço superior. Apesar disso, há fornecedores que conseguem colocar no mercado versões “+” dos seus combustíveis a preços inferiores. A política de preços e promoções dita a realidade do mercado a cada momento. Em condições habituais, seja na gasolina 95/98 ou gasóleo, as versões “+” custam entre 0.5 a 10 cêntimos a mais.

Combustível simples ou aditivado: qual o ideal para si?

Saúde do motor ou da carteira?

A questão essencial é: a diferença de qualidade justifica o preço? A legislação que levou ao atual modelo de mercado entrou em vigor em 2015 e não temos ainda números conclusivos. A DECO, depois de um estudo, afirmou não haver diferença substancial entre os dois tipos. A verdade é que sem um grande universo para análise estatística, não é possível determinar numa avaria qual a percentagem de responsabilidade que calha ao combustível.

Os fabricantes, por seu lado, afirmam que a evolução recente dos motores, com pressões e temperaturas superiores, tornam os aditivos uma obrigação. Muito desenvolvimento já é feito com este tipo de combustíveis em vista e poderão ser uma garantia de maior desempenho. Em motores com um controlo eletrónico sensível, os combustíveis simples poderão levar a uma degradação mais rápida.

Desde que respeite as normas, a gasolina simples tem qualidade suficiente para as exigências de um veículo comum. Apesar disso, em motores de alto rendimento e cilindrada, as exigências crescem assim como os custos de reparação de avarias. Nesses casos, pesando a diferença de custos e o impacto dos resultados, os aditivados tornam-se mais atraentes. A decisão fica do lado do condutor mas, depois de comprar um veículo moderno de gama média e alta, o investimento irá parecer mais reduzido.