000000 Como viajar com os miúdos e sobreviver à experiência

Como viajar com os miúdos e sobreviver à experiência

3 Julho | 2015 | Goodyear

Quando falamos em viajar com miúdos, cumpre assinalar que falamos em duas coisas diferentes mas complementares: a segurança (fundamental) e o entretimento

Os miúdos conformam uma parte muito importante das nossas vidas. Os nossos filhos e sobrinhos fazem parte do nosso álbum familiar e lembraremos, quando muitos anos já se tiverem passado, aquelas  férias ímpares em que os levamos para conhecerem por primeira vez a branca areia e a água azul. A quem não recordaram nunca um episódio especialmente embaraçante da sua infância, que demonstra até a que ponto a sua presença tornou inesquecíveis aqueles quinze dias no Algarve?

Mas hoje já crescidos somos nós a levar as nossas crianças para as férias e ficamos responsabilizados duma viagem segura e, aliás, divertida se não quisermos sofrer as iras dos meninos (e os meninos têm modos muito efectivos de descarregarem essa ira sobre nós). Um miúdo no carro é um desafio, dois um trabalho do Heracles e três já uma Odisseia, costuma dizer um conhecido meu com acerto proverbial.

Quando falamos em viajar com miúdos, cumpre assinalar que falamos em duas coisas diferentes mas complementares: a segurança deles (fundamental) e o entretimento (não tão importante, mas a ter em conta se quisermos uma viagem confortável para todas as pessoas no carro, incluindo você).

No primeiro ponto, as cadeiras são o complemento fulcral para a viagem mas, porém, sendo o seu emprego às vezes inadequado. Há quem ache que o miúdo irá incómodo se viajar voltado para trás durante o percurso, mas é aquela a postura recomendada pela Direção Geral de Saúde até aos 4 anos de vida da criança. A fragilidade do pescoço e o peso da cabeça são factores de risco que a posição assinalada minimiza em caso de acidente.

Bem posicionada a cadeira no sentido contrário à marcha da viatura, ainda é necessária uma comprovação exaustiva que às vezes passa por alto um outro factor importante: a ancoragem da cadeira no banco do carro. Aqui é importante a mesura: deve segurar-se de que a ancoragem do miúdo não fica frouxa, mas também não pode ficar muito apertada, porquanto pode ocasionar  moléstias à criança ou até mesmo lesões se houver um acidente. Na hora de optar por um bom sistema de fixação, o isofixe é uma escolha a ter em conta: encaixa a cadeira no próprio carro, aumentando a segurança e a facilidade de instalação graças a três pontos de fixação. Este sistema está presente em viaturas recentes, e evita a rotação da cadeira em caso de acidente.

 

Miudos - Quilometros que contam

Aliás, lembre que acima dos 18 kg e até aos 36, a criança pode viajar com o cinto de segurança, e sempre com um banco elevatório, se o seu automóvel tiver apoio de cabeça e se o pescoço do miúdo não estiver incomodado pelo cinto.

E agora, a outra parte: manter as crianças entretidas toda a viagem. Existe multidão de simples modos que podem fazer com que a viaje seja mais amena e (aparentemente) rápida. Quando a paisagem é espectacular isto é muito fácil, porque os miúdos espetam o olhar pelo vidro e ficam espantados. Mas nem sempre é possível esta opção: muitas viagens são feitas por locais isentos de graça alguma! Nestes casos, as brincadeiras são o modo óptimo a conseguir a paz dentro do carro. Existem passatempos como o concatenamento de palavras que começarem pela mesma letra que alguma da matrícula dos carros próximos. A dificuldade aumenta quando o ganhador é quem conseguir dizer mais palavras desse modo: por exemplo, se tivermos uma matrícula com a letra F e cingirmos o jogo a “cidades”, teremos um menino pensativo a dizer “Faro, Funchal, Fátima…”. Outro divertimento é a proposta dum repto de adivinhação: quantos carros brancos será que poderemos ver nos próximos cinco minutos? Ou ainda, se tudo falhar, há uma solução mágica: os videojogos. Caso as suas crianças tenham uma máquina (muito mais evoluída que aquelas Gameboy dos anos 90), pode ficar seguro de que a viagem será um remanso.

Pessoalmente, o meu favorito sempre foi o saco das surpresas. Requer uma preparação prévia, mas vale a pena: cada criança escolhe vários objectos que são colocados num saco cujo conteúdo deverá ficar oculto. Um dos miúdos escolhe então um objecto do interior, sendo a vez do resto das pessoas no carro de tentarem adivinhar o que é, mediante perguntas que apenas podem ser respondidas com “sim” ou “não”. Longas horas de diversão na minha afastada infância foram assim!

Por último, há duas coisas que pode fazer de modo a fazer uma viagem mais sossegada: paragens frequentes para as crianças esticarem as pernas e visitarem a casa de banho e, aliás, uma planificação exaustiva do percurso com antelação. Conhecendo as rotas mais curtas e bonitas, os meninos agradecerão uma chegada temporã e uma viagem agradável. É impossível mantê-los por muito tempo calmos no banco, não é?

Good Year Kilometros que cuentan