Por que é que a Comporta é um destino obrigatório?

O New York Times inclui a Comporta como um dos destinos obrigatórios de 2017 e nós contamos-lhe o que fazer neste destino de férias perfeito. Venha daí!

A Comporta tem uma extensa linha de praia, um areal e águas fantásticos para viver alguns dos melhores dias de praia que o litoral português tem para nos oferecer, mas não perdeu ainda muito daquilo que a faz bela e original. A apenas uma hora de Lisboa, a maior surpresa é manter-se tão genuína como se apresenta hoje: a riqueza natural da região tem sido preservada, ainda não abundam os blocos de apartamentos de turismo e continua a comer-se bem, com a mestria dos pescadores da zona a dominar os restaurantes locais por altura do verão. Mesmo na fronteira com o Alentejo, não admira que desperte também a atenção dos turistas internacionais.

Em 2015, a reputada Condé Nast Traveler afirmou que o “melhor bar de praia do mundo” fica na Comporta e chama-se, muito adequada e simplesmente Sal. Já sabíamos que era verdade, mas isso não foi motivo para deixar de revisitar aquela língua de areia, comprovar com os nossos próprios olhos (e papilas!) e deixarmos aqui a nossa confirmação. Este ano a Comporta volta a fazer parte de uma lista internacional e os seus autores não são menos do que os jornalistas do New York Times, gente com alguma tarimba no que diz respeito a destinos de viagem internacionais.

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O anti-Algarve a um passo de Lisboa

A publicação norte-americana começou por caracterizar a Comporta como o “anti-Algarve”: enquanto o Algarve se enche de turistas e grandes hotéis, o espírito hippie-chic daquela linha de areia que se estende para lá de Tróia, até à Carregueira, é singular o suficiente para que seja incluído numa lista dos “52 lugares a não perder em 2017”.

A região mantém-se intocada quanto baste para que esta antiga aldeia pescadora seduza um tipo de clientela informado, com bastantes recursos económicos, mas que procura umas férias mais genuínas e descontraídas. Sinal desta tendência que seduziu os jornalistas do NYT é o Sublime Comporta, hotel de prestígio que opta por uma decoração rústica, com várias villas espalhadas pela propriedade com o tema da madeira, da cortiça e da azeitona bem visíveis na decoração e materiais. Na aldeia e à sua volta, também é comum encontrar pequenos espaços para alugar, muitos deles com o mesmo tipo de charme genuíno, mas sem o preço premium.

Comer e desmoer no areal

Os dias de praia na Comporta são longos e não precisam de ser cumpridos todos à beira mar. Durante o verão há sessões matinais de Ioga, o hábito dos passeios a cavalo pela praia pode ser experimentado por qualquer um e, bem perto, Tróia guarda também os seus motivos de interesse, belíssimos restaurantes e um casino. De acordo com o tipo de clientela que costuma visitar a Comporta, o golf é também um atividade com algum destaque, com o Troia Golf e o percurso das Dunas da Comporta a trazerem os amantes da modalidade até aqui.

A envolvente natural é outros dos aliciantes à visita: ainda na influência do estuário do Sado, esta é uma zona de passagem de aves, com várias lagoas e pequenos santuários a merecerem a atenção dos apaixonados pela natureza. Poderão encontrar aqui mais de 200 espécies diferentes naquela que é uma das Zonas Húmidas mais importantes do país, com as salinas, dunas, arrozais e sapais a servirem de ambiente perfeito tanto para os animais como para os visitantes que os querem conhecer. Virando-nos na direção da baía de Setúbal, são os Golfinhos que nos convidam a passeios de barco à sua descoberta. Há vários operadores a organizar tours regulares e é uma excelente oportunidade também para ver a Serra da Arrábida a partir do mar.

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Um pequeno desvio

Se preferir fazer o percurso sempre por terra e evitar o barco de Tróia para Setúbal, a estrada vai levá-lo através de Alcácer do Sal, ponto de paragem obrigatório. Arranje tempo da sua viagem para este pouso, porque a terra irá recompensá-lo: seja na bonita vista, tipo cartão postal, que monta para a margem do Sado, na tranquilidade das ruas frescas da zona antiga, na marginal que se estende junto ao rio, ou nos restaurantes com tradicionais pratos de caça dos campos em volta.

O jornalista do New York Times termina a sua breve apreciação sobre a Comporta com a afirmação: “Visite antes que chegue o branding”, contudo quem conhece a Comporta há anos suficientes sabe que a região tem passado por muitas mudanças mas que há sempre um espírito que se mantém genuíno. Após tantos anos como local de férias para turismo premium, a Comporta sabe que é na sua originalidade que está a diferença. A vontade de vestir roupas frescas brancas e calçar sandálias de pano tem aqui a paisagem ideal onde se expressar!