Que nunca lhe falte a energia!

26 Abril | 2016 | Goodyear

Ficar sem bateria no princípio de uma manhã de trabalho é uma das piores sensações que o condutor pode experimentar. O nosso mundo é cada vez mais elétrico e já todos conhecemos bem os resultados de ignorar a carga dos nossos dispositivos, sejam eles telemóveis, computadores portáteis ou o carro que nos leva até ao emprego.  Aprenda connosco algumas dicas essenciais para o ajudar no momento da escolha, compra e manutenção da bateria do seu automóvel.

O pior inimigo da bateria

Imagine a bateria como uma caixa de água que acumula energia para uso futuro. Se não estiver a funcionar de forma correta e tiver uma pequena fuga, basta um esquecimento, uma luz que fica acesa durante toda a noite, e o nosso amanhecer pode tornar-se bastante complicado. Mas o maior inimigo da bateria é, afinal, o tempo: a degradação é um processo normal, que ocorre devido à migração do eletrólito dos elétrodos ou quebra do seu material, e a capacidade vai diminuindo gradualmente até se tornar inutilizável.

 Carregar bateria

Precisa de trocar a bateria se:

–  Ativa a chave na ignição e o motor de arranque não pega de imediato ou ouve um ruído abafado. Mesmo que seja possível recarregar parcialmente esta bateria com o recurso a uma carga de “reforço”, é sinal claro que esta pilha está a caminho de “entregar a alma ao criador”.

– Encontrar rachas ou deformações na superfície da bateria. Se as extremidades da bateria estiverem “saídas”, é um sinal de dilatação da placa. As substâncias aqui armazenadas são venenosas e perigosas e a bateria é uma das peças que pode ficar inutilizada num embate no trânsito, por exemplo.

Verificar que os polos apresentam sinais de terem sido martelados ou apertados de forma excessiva.

Porque é que a minha bateria já não se comporta como antigamente?

– O funcionamento incorreto do alternador (o dispositivo que recarrega a bateria em andamento), irá impedir a carga da célula ou fornecer corrente insuficiente para que esta fique em pico de forma.

– O uso constante do carro em trajetos curtos é particularmente prejudicial para a bateria e sistema elétrico, pois são ativados sem  a compensação de um adequado tempo de recarga.

– Temperaturas extremas, seja calor ou frio, dificultam o correto rendimento da bateria. O calor leva a química da célula para lá dos seus limites e evapora os fluídos necessários para produzir corrente, enquanto o frio impede que esta “estique os músculos”.

No momento da escolha:

– Observe a data de produção e evite comprar uma bateria com mais de seis meses. A química de todas as baterias faz com que percam potência, lentamente, a partir do momento em que são produzidas.

– Se possível e estiver disponível para a sua viatura, opte por uma bateria com pegas laterais, bastante mais fácil de transportar, colocar e remover.

Certifique-se com o manual ou com o mecânico da sua oficina de que compra o tamanho e modelo certos para o seu carro. Irá encontrar valores de referência como os Amperes de Arranque a Frio e a Capacidade de Reserva, números que quanto mais elevados, melhor.

Não deite fora a bateria velha. Estes dispositivos são feitos de chumbo e ácido, ultra-venenosos para o meio ambiente, e devem ser entregues ao vendedor para reciclagem no momento da compra do equipamento novo. Em alternativa, no site da sua câmara municipal poderá encontrar os pontos de reciclagem locais.

Como aplicar uma carga de reforço

Numa emergência, e desde que as células ainda não tenham esgotado a sua vida útil, a forma mais simples de reanimar uma bateria “morta” é a chamada “carga de reforço”. Se conseguir fazer o carro pegar com empurrão, não desligue o motor e deixe o alternador funcionar durante algum tempo. Se, passados 10 ou 20 minutos, desligar o carro e a bateria se mantiver sem carga é porque está com um problema no alternador ou noutro segmento elétrico, facto que o obriga a recolher imediatamente a um oficina.

Se a dimensão da viatura ou o seu parqueamento a isso obrigarem, a forma mais comum de efetuar uma carga de reforço obriga ao recurso a uma outra viatura. O processo é simples, mas importa respeitar todos os passos:

  • Retire todos os materiais condutores que tenha no corpo, como anéis ou alianças.
  • Ligue o veículo de apoio e coloque a marcha em ponto morto.
  • Os polos da bateria estão identificados por símbolos e cores (+ é vermelho, – é preto) e deverá ligá-los, um-a-um, entre os dois carros, começando sempre por aquele que está em funcionamento, primeiro o cabo positivo (+) e depois o negativo (-).
  • Por segurança, afaste-se do motor.
  • Assegure-se que tem os dispositivos elétricos todos desligados e ative a chave.
  • Retire os cabos na ordem inversa em que os colocou: retire primeiro o cabo negativo da bateria que estava “morta” e depois o positivo.
Good Year Kilometros que cuentan