Comprar um carro usado, 7 dicas e conselhos

A Goodyear deixa-lhe 7 passos simples que o irão ajudar a escolher, encontrar e comprar um carro usado com o mínimo de riscos possível para a carteira.

Seja novo ou usado, a compra de um carro é um investimento que deve ser sempre executado com paciência e rigor pois o trabalho de investigação e a dedicação irão recompensar o futuro condutor. O mercado de veículos usados ou seminovos tem todo o tipo de ofertas que apelam a diversos tipos de cliente, mas as principais vantagens são sempre as de ordem económica: um preço mais baixo, a possibilidade de optar por versões com mais equipamentos opcionais por menos dinheiro, menor impacto do fator desvalorização e uma menor preocupação com os resultados dos primeiros embates de um condutor inexperiente. Mas, se comprar um carro usado faz sentido para muitos condutores, a verdade é que o mercado, como já dissemos, tem MESMO de tudo e qualquer um de nós corre o risco de comprar, como dizem os anglo-saxões, um “limão”. Se decidir ir por este caminho, a Goodyear ajuda-o com alguns conselhos para a compra de um carro usado.

1. Faça o trabalho de casa

Antes de mais, pesquise tudo o que conseguir encontrar sobre a marca, o modelo e até o vendedor, quer o encontre num fórum da Internet ou num stand de porta aberta ao público. As críticas online sobre a marca e o modelo que está a investigar são gratuitas e poderá arrepender-se mais tarde se não as fizer, quando descobrir que aquele problema que acabou de acontecer no seu novo automóvel é, afinal, bem conhecido. No que diz respeito ao vendedor, um pequeno background check pode ser tudo o que precisa: a Internet é conhecida por dar voz a muita gente descontente e, se o vendedor com que irá negociar tiver um currículo pouco abonatório, há hipóteses que encontre pistas do seu passado em queixas de clientes descontentes.

2. Não tenha medo de perguntar

À medida que fizer a sua pesquisa não se esqueça de anotar todas as suas dúvidas. As descrições disponíveis em sites, por exemplo, não cobrem todos os pormenores das múltiplas variantes que pode ter qualquer modelo de automóvel hoje no mercado. Leve essa lista quando for fazer a sua visita ao vendedor. Se tiver alguém que irá andar no carro consigo ou que conheça bem os seus hábitos, pergunte-lhe a opinião e tente perceber se um par de olhos frescos traz uma nova visão sobre o caso. Traga também essa pessoa consigo quando for ao stand mesmo que não seja nenhum perito em mecânica.

3. Leve um mecânico

É um conselho muito batido, mas é porque funciona: sempre que possível recorra a um mecânico que o possa acompanhar ou acorde com o vendedor uma inspeção da viatura por um especialista. Não terá dificuldade em encontrar um mecânico que o acompanhe numa visita a um vendedor privado, desde que esteja disposto a pagar por um serviço que irá sair-lhe do bolso mais tarde ou mais cedo. Será ele o profissional capaz de colocar as dúvidas mais pertinentes e alertar imediatamente para problemas expectáveis e comuns nas diversas marcas e modelos.

Avaliar o negócio

4. O que não pode deixar de ver

Sem ignorar o ponto anterior (leve um mecânico, é para seu bem!), há alguns pontos-chave que o poderão ajudar a si a perceber o estado em que está o veículo que lhe é colocado à frente. A DECO tem um PDF muito útil que todos deveriam descarregar com uma check list bastante completa com os pontos-chave a que o comprador de um carro usado deverá estar atento.

Salientamos algumas:

  • procure pontos de ferrugem debaixo dos para-lamas e na zona das portas;
  • mossas e irregularidades na carroçaria. Se encontrar variações no tom da pintura é porque o carro já foi sujeito a reparação na chapa;
  • use o nariz e verifique se nota algum cheiro a gasolina ou óleo, outro sinal que algo não está muito bem;
  • verifique o estado do flanco dos pneus e a profundidade do piso;

5. O que não pode deixar de sentir

Depois da avaliação visual, alguns minutos de condução com o carro poderão ajudar a esclarecer muitas outras dúvidas. Para além de conhecer aquele que será o seu futuro cockpit e perceber se tem o tipo de condução e conforto que procura, há pormenores mais específicos que não lhe podem escapar:

  • Em que estado estão os travões? Fazem barulho quando os aciona?Acende-se alguma luz que não deveria acionar?
  • Piscas e luzes de condução, como estão, funcionam todas?
  • Verifique o estado do ar-condicionado e se deita cheiros que indiquem que o filtro precisa de ser trocado.
  • A direção está alinhada?
  • Consegue engatar todas as marchas da caixa de velocidades sem que se ouçam barulhos estranhos?
  • O motor não exibe nenhum comportamento irregular quando está em ponto-morto?

6. É o carro certo para si?

Mesmo que perceba zero de mecânica e que alguns dos pontos acima pareçam não ter relevância para si, há outra ordem de critérios que qualquer condutor consegue perceber: será que conseguirá adaptar-se ao seu novo bólide? Entre no carro e comece a tomar nota: entrou com facilidade e sem bater com a cabeça? Como é a posição de condução e como é que os seus joelhos ficam fletidos em relação às ancas? Os estofos e assentos são confortáveis quanto baste para o tipo de utilização que vai fazer do carro? A visibilidade, seja através dos espelhos ou movimentando a cabeça, é adequada para o seu tamanho ou resulta em diversos pontos cegos?

7. Avaliar o negócio

O mercado automóvel é complexo mas está repleto de fontes que o consumidor pode usar em seu favor. As revistas da especialidade, por exemplo, têm tabelas muito completas com os preços do mercado, calculando as desvalorizações por cada modelo e ano. Contudo, estes são só números indicativos e não espere encontrar exatamente o valor de referência publicado. Quando estiver a avaliar o valor que está disposto a dar pelo carro que encontrou, verifique também o custo do seu novo seguro em diferentes empresas seguradoras, através dos simuladores online que estas disponibilizam. Se comprar o veículo num stand, a lei dá-lhe por norma dois anos de garantia, excepto em casos que as duas partes acordem de forma diferente. Em qualquer caso, a garantia nunca pode ser inferior a um ano. A compra a um particular não tem nenhuma garantia protegida por lei.