Os melhores gelados que se podem comer em Portugal

17 Julho | 2019 | Goodyear

As gelatarias voltaram a estar na moda e são cada vez mais inovadoras. Morango, baunilha ou chocolate já não são os sabores que se houve pedir. Oreo, arroz doce e ou bolacha maria são alguns dos sabores que emergiram com a nova tendência. Os gelados sabem bem em copo ou cone, numa taça, no prato, acompanhados com compotas ou outros “toppings”. Sozinho, acompanhado, em família ou com amigos quem não tem recordações passadas num destes espaços? Conheça a seleção Goodyear das melhores gelatarias portuguesas.

Norte

Na rua da Alegria e no mercado do Bom Sucesso, ambas no Porto, a Neveiros foi o primeiro estabelecimento do género a abrir no Porto, nos anos 50. Numa lista de 60, maria-framboesa e o côco-malagueta são dois sabores já clássicos, contudo o dióspiro é uma verdadeira bomba! O segredo está na utilização das frutas mais frescas, muitas vezes compradas aos próprios produtores.

Também no Porto, a Mo-Mo Gelataria, tem origem na Cracóvia, na Polónia. Pertence a um casal. Ele de Braga, ela ucraniana. Viveram oito anos na Polónia onde idealizaram a ideia. O espaço tem apenas 20 metros quadrados e apenas meia dúzia de lugares no exterior. Os gelados são criados por Kateryna, que tirou um curso em Bolonha, trabalhou numa geladaria em Berlim. Assim, são 18 sabores incluindo kiwi com banana da Madeira, figo com vinho do Porto, chocolate com menta, iogurte biológico, amendoim com chocolate e caramelo, e café.

E, se depois de uma visita à emblemática e mundialmente famosa Livraria Lello, nada como um entrar na porta ao lado e comer um gelado na Amorino, uma cadeia global criada em 2002 pelos italianos Cristiano Sereni e Paolo Benassi.

Gelados - Quilometrosquecontam

De um lado para o outro em busca do frio

A Emanha original fica na Figueira da Foz, a segunda no Parque das Nações e tem também um modelo de sucesso: os “estabelecimentos”, carrinhas de gelados “Emanhas” instaladas na Figueira da Foz. Em qualquer das localizações há uma mistura de qualidade com vontade de inovar. Uma das especialidades é o gelado Licor Beirão, que se junta a outros sabores mais tradicionais da empresa como o gelado de quefir ou de queijo de cabra com doce de leite, uma combinação com um resultado riquíssimo e capaz de seduzir qualquer gourmet.

A primeira geladaria Santini abriu no Tamariz em 1949, mas antes disso já o seu fundador fabricava gelados em Itália. Na altura eram considerados os melhores do mundo e a fama precede-os e prossegue. Nas suas geladarias – hoje dispersas por localidades como Lisboa, São João do Estoril, Carcavelos ou Porto – é preciso esperar para ser atendido. Além dos sabores mais tradicionais, a oferta inclui açaí com morango, biscoito amaretto ou doce de ovo com pinhão.

As riscas vermelhas e brancas são já um clássico, mas importante mesmo é “aquela” carta de sabores. Se resistir à fila que encontra sempre à porta, siga um dos nossos conselhos: cereja do fundão, doce de leite, iogurte grego ou limão com framboesa são imperdíveis. Além das lojas existem ainda três carrinhos e duas carrinhas Santini que já circulam em diferentes festivais, jardins e mercados. Neste verão, vão abrir duas novas lojas em centro comerciais: nas Amoreiras e no Oeiras Parque.

Inovação em Lisboa

A Heymate ou, como já é conhecida, “os gelados de rolinhos” é uma das sensações do momento em Lisboa. A espera é demorada, mas o consumo do gelado é antecedido de momentos de entretenimento. É que o gelado é confecionado à sua frente como uma coreografia estudada meticulosamente para que tudo fique perfeito.

A ideia de negócio surgiu quando os dois proprietários fizeram uma viagem pela Austrália depois de deixarem os seus empregos. Começaram por trabalhar em cafés e bares e ganharam-lhe o gosto. Foram depois para Brisbane onde tiveram a ideia de abrir um negócio em conjunto e em Portugal. Surgiu então a inspiração. Em viagem pelo continente asiático, nas Ilhas Gilli, na Indonésia tomaram contacto com os gelados de rolinhos e mais tarde, em Koh Lanta, na Tailândia, aprenderam a técnica para o fazer. Os gelados artesanais são confecionados no momento e à frente do cliente. Optaram ainda por incluir sabores ao gosto dos portugueses como bola de Berlim, pastel de nata ou oreo.

Gelados no Coliseu

Uma das novidades deste ano fica na Rua das Portas de Santo Antão, junto ao Coliseu dos Recreios. A Scoop ‘n Dough só serve gelados vegan, preparados com leite de caju, coco ou amêndoa, oferecendo 12 sabores diferentes.

A Gelato Davvero.nasceu há cerca de dois ano em Lisboa – no Centro Cultural de Belém –, em Almada, Aveiro e Olhão: Foram também dois amigos de infância, desta vez italianos, que criaram o conceito. De manhã, duas funcionários descascam e cortam quilos e quilos de fruta, provenientes do Mercado da Ribeira. O mestre geladeiro confeciona os gelados artesanais a partir de uma base feita com leite e natas, e açúcar. Mas, além dos sabores “do costume”, a diferenciação faz-se também pela diferenciação: há gelado de sésamo, cheesecake de caramelo ou de chocolate salgado.

Rosas, eucalipto ou alfarroba não são com certeza sabores comuns para gelados, mas a abordagem da Ice Gourmet, nos Jardins da Gulbenkian em Lisboa, define-se pela originalidade. Ervas aromáticas e cerveja são alguns dos ingredientes em que o chef Bertílio Gomes aposta e, se é um gourmet em busca de aguçar o seu palato com os sabores mais frescos, não é apenas na Gulbenkian que irá encontrar a “sua” gelataria, mas também em várias mercearias gourmet e restaurantes por todo o país.

De Turim para a o Príncipe Real chega a Nivà, gelataria onde os gelados são artesanais e todos feitos com leite dos Alpes italianos. Pode escolher entre várias frutas da época e vale a pena também provar os granizados com gelo.

Mais a sul

A NoSolo Italia nasceu em Portimão, onde ainda guarda um espaço na marina com uma fantástica vista de mar. Aqui os sabores são os clássicos de Itália, com uma forte aposta nas Coppas e na mistura com frutas, como a Banana Split ou a Pesca Melba. “Gelato” é aqui. Nosolo Italia em Portimão foi a primeira casa, em 1982, e marcou a diferença entre portugueses e turistas que passavam. As enormes taças de gelado genuinamente italiano desde cedo começaram a refrescar os dias e noites quentes do Verão Algarvio.

Em copo, cone, tradicional, em rolinhos, numa taça, no prato, acompanhados com compotas ou outros “toppings” os gelados já não são o que eram. São muito mais. Mas, e aí por casa? Qual é a vossa gelataria preferida para enfrentar o verão? Deixem-nos as vossas sugestões dos melhores gelados nos comentários.

Good Year Kilometros que cuentan