Dia da Terra: cinco lugares para celebrar o dia da Terra em Portugal

19 Abril | 2019 | Goodyear

O Dia da Terra, ou Dia Internacional da Terra, foi instituído em 1970 para criar uma consciência comum entre todos sobre os problemas que nos afetam a todos: a contaminação do meio ambiente, a conservação da biodiversidade, contrariar o efeito do aquecimento global. Celebra-se a 22 de abril. Foi criado pelo senador norte-americano Gaylord Nelson e, mais tarde, em 2009, foi reconhecido pela ONU que o instituiu como o Dia Internacional da Terra.

O objetivo principal deste dia é consciencializar todos para o papel que podem ter para evitar o desaparecimento de coisas que damos como dados adquiridos como a diversidade animal, vegetal e mineral, as paisagens, o pôr-do-Sol. Só deste modo será possível assegurar a qualidade de vida no futuro, para as gerações atuais e futuras.

Encontrámos no mapa de Portugal, cinco lugares onde pode celebrar o Dia da Terra em comunhão com outros ou na paz do seu sossego, em família.

Safari fotográfico

O Dia Internacional da Terra celebra-se este ano numa segunda-feira, logo a seguir à Páscoa. Por isso, se não liga às festividades da Páscoa poderá tirar partido do próximo fim-de-semana para dedicar um pouco de tempo a pensar no planeta. Caso contrário, faça-o no seguinte, ou simplesmente quando for oportuno.
Para começar a sugestão passa por fazer um safari fotográfico no campo. Por exemplo, na Faia Brava, no vale do Côa, na faixa fronteiriça do Distrito da Guarda. É ainda praticamente desconhecida, mas combina uma paisagem riquíssima, com acesso às pinturas rupestre.

A Faia Brava abrange cerca de 1000 hectares entre nos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo e Pinhel. Aqui podem encontrar-se nas encostas fluviais do Côa, com grande declive formadas por escarpas, importantes comunidades de aves rupícolas.

É uma Birdlife International Important Bird Area e faz parte da rede nacional de áreas protegidas desde 2010. Nessa altura passou a designar-se por Área Protegida Privada da Faia Brava. É ainda uma área-piloto do projecto europeu Rewilding Europe – que promove a gestão de áreas abandonadas, de forma a reconvertê-las em espaços naturais, e o desenvolvimento do turismo de natureza.

A Wildlife organiza safaris fotográficos no local onde se podem fotografar – se aparecerem, naturalmente, das escarpas, das quais se destacam: Cegonha-preta, Abutre do Egipto, Grifo, Águia-real, Águia de Bonelli, Bufo-real, Andorinhão-real, Melro-azul. Recentemente, foi ainda confirmada a nidificação do raro Andorinhão-cafre.

Passeie no Alto Alentejo

Em meados da primavera, o Alentejo continua a ser uma opção a ter em conta. O horizonte sem fim, os campos a germinar, o Sol a dar o ar da sua graça, mas ainda sem ser demasiado forte é um local propício para celebrar o Dia da Terra.

A produção é variada: cortiça, azeitona, trigo, uvas. Bovinos, caprinos e suínos. Além dos animais de criação, há também espécies cinegéticas que vagueiam pelos montes. Javalis, coelhos, lebres, perdiz. Cães de caça acompanham os seus donos na época determinada por lei. Para proteger os rebanhos dos animais selvagens, rafeiros alentejanos patrulham os campos. Um lugar a proteger.

As casas são caiadas e muitas vezes debruadas a azul. Paz, recolhimento, imensidão são apenas alguns dos sentimentos que nos transmite esta região. Além da paisagem e da gastronomia, não nos podemos esquecer do milenar património histórico, cultural e religioso. E ainda, museus e igrejas.

No conjunto, contam-nos a História da região com as múltiplas influências culturais dos povos que por aqui passaram ao longo dos tempos.

Para quem ainda considera que o Alentejo é apenas interior, convém lembrar que parte da região é banhada pelo Oceano.

Visite Alcácer do Sal , junto ao rio Sado. Um fim de semana em Alcácer do Sal pode servir de justificação para uma série de passeios pela região de Setúbal e Península de Tróia. Passe por Grândola. Um daqueles locais que tem de ser visitado pelo menos uma vez na vida. A paisagem é espectacular: paisagens de mar e montanha, praias compridas e uma gastronomia rica que combina o melhor do interior e o litoral.

A povoação é pequena, mas compensa com uma oferta turística variada. Também aqui o estuário do Sado faz parte da envolvente, sendo a região ainda influenciada pela serra da Arrábida que a protege dos ventos norte.

Siga para Santiago do Cacém. Uma das propostas de turismo na região é a Rota Vicentina, uma rede de percursos pedestres, com 450 quilómetros, ao longo da zonas costeira do sul do país. O percurso está integralmente sinalizado e pode ser percorrido nos dois sentidos, em total autonomia e segurança, preferencialmente entre os meses de setembro a junho.

Ficamo-nos por aqui com as propostas para o Alentejo, mas temos muitas mais em todo o Quilómetros que Contam.

Aproxime-se do mundo rural

Pode aproveitar a ocasião para fazer uma escapada no campo. O turismo rural, tão em voga, faz as delícias de muitos, e cada vez mais.

Com céus limpos, temperaturas suaves e com cada vez mais horas de luz à nossa disposição, a vontade de começar a pensar no verão ainda não se esgotou. Mas as praias não são para muitos, para já, a melhor opção. O turismo rural é sim algo em que deve pensar cada vez mais.

Temos muitas sugestões, mas vamos ficar-nos por Mesão Frio. É aqui que o Douro apresenta algumas das mais belas paisagens da sua viagem. A Casa de Canilhas, onde pode ficar, tem vista para este espetáculo, num ambiente que respira repouso. Oferece uma piscina exterior com um terraço com esperguiçadeiras virado para o vale onde apetece gastar todo o dia.

A partir daqui pode experimentar cruzeiros fluviais, dar um salto até à outra margem ou experimentar um visita guiada ou uma degustação de vinho. Mas, acreditem em nós, o mais difícil é sair da varanda. Poderíamos passar toda uma vida a beber esta paisagem.

Visite um museu

Museu de História Natural: Sintra Jurássica!

Outra opção para celebrar o Dia Internacional da Terra é visitar um museu. A nossa sugestão vai para o a exposição “A Aventura da Terra”, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Nesta exposição, o visitante é convidado a realizar um percurso expositivo acompanhando a sucessão dos principais eventos astronómicos, geológicos e biológicos que contribuíram para a formação do nosso planeta ao longo dos seus 4.600 milhões de anos de história.

Na Sala Bocage, a exposição conta a história do planeta. ao longo de um friso cronológico com cem metros, no qual se referem os sucessivos eventos geológicos e biológicos que ilustram os episódios evolutivos mais marcantes da história da Terra.

Segundo a própria organização, a exposição visa ajudar a compreender a imensidão do tempo geológico e a sua relatividade em relação aos diversos acontecimentos, como o aparecimento da vida e do ser humano. A Aventura da Terra tenta por isso contribuir para a interiorização da urgência de perspetivar o futuro do planeta em termos da relação do Homem com o Ambiente, de forma a garantir a perpetuação do inestimável legado que é a Terra.

Fique no “quintal”

Por último, aproveite os espaços verdes em torno de sua casa, para que possa localmente celebrar o Dia da Terra. Afinal, os grandes projetos só se conseguem com pequenos passos. E a preservação do ambiente pode, e deve, começar no seu quintal.

Good Year Kilometros que cuentan