Distrações ao volante: todos somos culpados!

Todos os dias sofremos e assistimos a distrações ao volante que podem ser perigosíssimas para todos os que circulam na estrada. Como evitá-las?

Nem o condutor mais consciencioso é inocente: todos já fomos culpados de uma forma ou outra de distrações ao volante. Há quem não consiga deixar de agarrar no smartphone enquanto conduz, outros estão sempre a mexer no rádio e ainda há quem aproveite os semáforos para se maquilhar. Já vimos todos estes exemplos a acontecerem ao nosso lado na estrada e esquecemo-nos de todas as vezes em que já fizemos a mesma coisa e provocámos a ira dos nossos colegas de condução, ouvimos buzinadelas ou até, nos casos mais extremos, provocámos um pequeno acidente. Se pertence a esse tipo de condutores ou conhece quem facilmente sucumba às distrações ao volante, leia atentamente este artigo e partilhe-o. A segurança de todos depende deste tipo de pequenos-grandes detalhes.

O tempo que passamos a conduzir tem que ser cumprido com o máximo nível de atenção. A nossa experiência e os estudos científicos apontam todos no mesmo sentido: o ser humano tem uma capacidade limitada de processamento de informação e, para conseguirmos realizar várias tarefas em simultâneo, o nosso cérebro vai alternando por diversos focos de atenção, nunca conseguindo dedicar-se a 100% a nenhum em específico. É uma característica evolutiva que nos ajudou a sobreviver durante milénios mas tem limites óbvios, como provam as estatísticas que nos dizem que os condutores distraídos são os maiores responsáveis por acidentes na estrada.

Está preparado para a viagem?

Se vai começar uma viagem comprida, em que terá que consultar o GPS ou o mapa por várias vezes, organize mentalmente o seu trajeto antes de ligar o carro. Tente necessitar o mínimo possível do GPS, mesmo se usar a função de alta-voz, de forma a minimizar o número de vezes que terá que desviar o olhar.

No caso de estar a conduzir um carro alugado ou emprestado, assegure-se que sabe onde estão todos os controlos essenciais: os piscas, limpa para-brisas e faróis são os mais importantes, mas aprenda a mexer também no rádio antes de arrancar.

Assegure-se ainda que toda a bagagem e pequenos dispositivos que leva consigo estão devidamente acondicionados, no porta-luvas ou nos diversos espaços de arrumação que tiver ao seu dispor. Não vai querer apanhar coisas do chão, a 120Km/h na auto-estrada.

Está 100% desperto?

Tem as mãos em cima do volante?

Dá direito a multa, a pontos na carta, e já ouvimos e vimos vezes sem conta o quão perigoso é conduzir e usar o smartphone ao mesmo tempo. Continuamos a assistir a esse péssimo exemplo todos os dias e, além disso, a condutores que não têm noção que, apesar de ser legal, o uso do alta-voz pode ser também uma perigosa fonte de distrações. Assim, qualquer forma de troca de mensagens ou até mesmo espreitadelas rápidas para ver como andam as “redes”, devem estar completamente interditas, ao mesmo tempo que as conversas ao telefone, com os dispositivos permitidos, devem ser mantidas ao mínimo.

Outro erro a que assistimos tantas manhãs no caminho para o emprego é o de quem aproveita o trajeto para terminar os rituais que já deveriam ter sido cumpridos em casa. Enquanto se come um iogurte, se pintam lábios ou se arranja uma gravata, abre-se a porta para breves momentos de distração, quedas de objetos no carro, etc..

Ajuste o seu rádio antes de conduzir e evite ter que mudar de faixa ou estação em circulação. Use playlists, CD’s, o que for, mas tire as mãos de cima do rádio. E, se ainda pertence à tribo dos fumadores, junte mais um aos argumentos para deixar de fumar, pois é também um possível fator de distrações ao volante.

Está 100% desperto?

Mesmo nos casos em que se mantenha nos limites previstos pela lei, o consumo de álcool, canabinóides ou medicamentos legais, facilmente influi no nosso nível de atenção. Sendo um consumo perfeitamente tolerável, um copo de vinho tinto a acompanhar um almoço farto pode ser tudo o que é necessário para que bata à porta a vontade de fazer uma sesta. À noite, a situação só se agrava e tentar conduzir mais depressa para chegar a casa antes que chegue mais sono é uma emenda pior do que o soneto: só vai criar uma situação de maior risco.

Mesmo se não estiver a tomar medicação, evite também agarrar no volante quando estiver de alguma forma doente. Febres, gripes e ataques de tosse são situações que vão diminuir o seu nível de atenção.

E os outros ocupantes do carro?

Mantenha o número de passageiros dentro do limite e exija deles que mantenham o volume da conversa a um nível suportável, de forma a que não distraiam o condutor. Ensine as crianças quais os comportamentos a ter dentro de um carro, assegure-se que estão com os cintos antes de arrancar e que têm consigo tudo o que vão necessitar, jogos, livros e outros entretenimentos.

Fazer dupla com um copiloto também irá ajudar: delegue as funções de controlo do GPS ou do auto-rádio e deixe para o seu par o controlo das crianças.

Finalmente, se transportar animais, assegure-se que vão corretamente acondicionados e nunca, mesmo nunca, os leve ao colo ou na parte da frente da viatura.