Doces do Algarve: onde comer os melhores

Doçaria do Algarve: onde comer os melhores e irresistíveis doces de figo, amêndoas e outros frutos secos.

Doces do Algarve: onde comer os melhores doces de figo, amêndoas e outros frutos secos. Frutos do Algarve, Doces Finos, Dom Rodrigos. Para comer ou para oferecer. A variedade é enorme. Encontrámos para si alguns locais especiais para adquirir estes doces que, na generalidade, não dispensam o figo e a amêndoa na sua composição.

Têm quatro ou cinco centímetros diâmetro, pesam cerca de 50 gramas. São coloridos e saborosos. São preparados com uma massa feita com partes iguais de amêndoa ralada e açúcar a que se soma uma ou duas claras de ovo para ligar (massapão). O recheio é doce de ovos moles feito com açúcar. É a doçaria fina do Algarve, também designada de “queijinhos”, “frutos do Algarve” ou “doces de amêndoa”.

Apresentam-se com o formato de frutas em miniatura e não só. A criatividade é o limite. Numa primeira fase, os corantes alimentares não eram fáceis de encontrar, pelo que, originalmente tinham a aparência de queijos, presuntos, enchidos, frutos, cestos, etc, sendo decorados com chocolate. Atualmente, os corantes alimentares predominam. Mas, a maior particularidade destes doces é, de facto, a sua apresentação e toda a perícia envolvida na sua confeção. A origem da receita está associada à família Almeida, antiga proprietária da pastelaria Almeida que, durante aproximadamente 90 anos, funcionou no centro de Portimão. A pastelaria fechou. No seu lugar nasceu uma outra pastelaria, a Arade.

doces do Algarve

Pastelaria Arade

A Pastelaria Arade tem a assinatura de “a doce tradição de Portimão”. Localizada onde anteriormente era a Pastelaria Almeida dedica-se ao fabrico e comercialização de doces regionais, entre os quais se destacam os Dom Rodrigos, doces de amêndoa, suspiros, bolo de chocolate, folhados de ovos moles.

A Arade fica no centro histórico de Portimão, em frente ao teatro municipal. Foi recentemente remodelada e está situada também numa zona em que já se nota alguma requalificação de espaços mais antigos. A história da nova pastelaria pode ser lida num artigo recente do jornal O Barlavento Algarvio que destaca “o ambiente calmo” que “remete para os salões de chá à antiga”, sendo que, “até os azulejos são iguais aos originais e centenários”.

Aberta durante todo ano, a Arade encerra em janeiro, para férias do pessoal. A especialidade da casa, o Dom Rodrigo é outro doce incontornável no Algarve. Na sua apresentação destaca-se o embrulho em papel de prata colorido. Na sua confeção são utilizados fios de ovos e ovos moles e, opcionalmente, miolo de amêndoa ralada. No final, acrescenta-se calda de açúcar, polvilha-se com açúcar e canela e cobre-se com papel prateado.

A Casa da Isabel

A Casa da Isabel, também em Portimão, abriu em julho de 1998. No entanto, a cultura de doçaria que apresenta é muito anterior a essa data. Vai beber o seu saber “às especiarias, à paciência das freiras dos conventos, aos frutos secos do mediterrâneo, ao caldo de culturas que povoaram a nossa terra desde tempos longínquos e assim que queremos continuar, para o servir cada vez melhor”.

Entre muitas outras especialidades, chamamos a atenção para o queijinho de figo. Os ingredientes: figo, amêndoa, erva-doce, canela, medronho, limão.
O queijinho de figo é um doce típico da primavera e é consumido tradicionalmente nos festejos do primeiro de maio, quando se sai para o campo em piqueniques. No entanto, pode ser degustado em qualquer altura do ano, porque se conserva durante muito tempo. http://blog.turismodoalgarve.pt/2016/01/cinco-doces-algarvios-irresistiveis.html

Não confundir com o Queijo de Figo, também do Algarve, que é preparado com camadas de figos espalmados, intercaladas com camadas de amêndoas sem pele. Tem cor escura (ao corte aparece salpicada de branco) e peso e dimensões variáveis com o formato.

Doce Fino

Em Faro, no Largo São Sebastião, fica a Doce Fino. Os doces do Algarve em geral fazem parte da lista desta pastelaria, mas o “Morgadinho”, que, segundo um cliente do estabelecimento, “já deveria ter ganho um óscar pela qualidade”, é uma das especialidades da casa. Morgadinhos, Frutos de Amêndoa, Dom Rodrigos, Queijinhos, Morgados, entre outros, são alguns dos doces regionais algarvios fabricados por aqui.

Os Morgadinhos são bolos típicos da doçaria regional do Algarve, cobertos de açúcar glacê. Os ingredientes, açúcar, água, amêndoa pelada e moída, gemas de ovo. O recheio: chila, ovos-moles e fios de ovos. No final, os bolos são cobertos com glacé real.

De volta à Doce Fino, é uma pequena empresa que procura “servir produtos de qualidade” e que “trabalha no sentido de manter vivas as tradições gastronómicas” da região.

A Padaria Central: Flor dos Paposecos

A Padaria Central, em Lagos, foi fundada em 1926. Fica num prédio centenário com uma interessante arquitetura, propriedade da família Amélio há várias gerações. Foi modernizada em 1975 e, na década de 80 do século passado, foram introduzidas inovações nas receitas. A Padaria Central é conhecida pela sua pastelaria salgada e doce e pelos biscoitos e bolos secos com sabor a amêndoa, coco e canela. Entre outras especialidades da casa, e em matéria de doces tradicionais algarvios, aconselhamos os carriços.

No Algarve, os bolinhos de pequenas dimensões predominam. Os Carriços, Carrasquinhas ou Arrepiados são algumas das designações dos, também conhecidos como, “Suspiros Algarvios”. A componente principal é, mais uma vez a amêndoa que, neste caso, se apresenta cortada em pequenos palitos (ripada). As Carrasquinhas do Algarve são “bolos irregulares de amêndoa, feitos com amêndoas e açúcar em partes iguais e claras de ovos para ligar, e cuja superfície apresenta bicos. A sua forma é redonda, com 8 cm de largura e 2 cm de altura”. Foram criados no mosteiro de Almoster.

Estes são apenas alguns entre muitos exemplos de locais na região onde pode provar a doçaria do Algarve. Em Portimão, Faro, Lagos e em muitas outras cidades, vilas e aldeias da região pode comer os melhores e irresistíveis doces de figo, amêndoas e outros frutos secos.