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Enchendo o depósito

15 Junho | 2015 | Goodyear

Ao aproximar-se o fim do mês, quase que ouvimos o chocalhar dos cêntimos a esvaírem-se da nossa carteira em cascata e, só então, procuramos freneticamente novas formas de fazer durar todas as gotas que temos no depósito

Para o bolso de um condutor, o depósito de combustível é como um daqueles pesadelos recorrentes que nos assalta repetidas vezes e que rouba toda a esperança de passarmos uma noite tranquila. Como um poço sem fundo, consome todas as nossas poupanças e parece nunca ficar cheio. Ao aproximar-se o fim do mês, quase que ouvimos o chocalhar dos cêntimos a esvaírem-se da nossa carteira em cascata e, só então, procuramos freneticamente novas formas de fazer durar todas as gotas que temos no depósito.

Há quem esteja atento a todas as alterações de preços e corra até à bomba quando o valor está no ponto mais baixo, mas será que funciona? Se levarmos em consideração uma série de factores, podemos chegar à conclusão que esta prática não só não é completamente eficaz no que toca a poupar dinheiro, mas pode mesmo levar a um desperdício ainda maior de combustível. Não acredita? Fique então a saber que os fabricantes definem o volume máximo dos seus depósitosm, tendo em conta que o combustível produz gás e é conveniente permitir um espaço livre para reduzir a pressão.

 

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O excesso também gasta

Falemos agora um pouco de física: um depósito cheio aumenta o peso total do carro, fazendo com que seja necessária uma força maior para o mover. Resultado? Maior gasto de combustível para colocar a viatura em andamento e continuar a viagem. Cria-se assim um círculo vicioso que fará com que o consumo total seja igual ou superior ao que obteríamos com enchimento fraccionado.

Imagine uma generosa refeição na qual comesse todas as calorias necessárias para um dia inteiro. Em vez de força e vigor, iria sentir uma fadiga terrível que o impossibilitaria de fazer outra coisa que não descansar. Em moldes parecidos, um depósito de “barriga cheia” diminui a sua eficácia. “In media stat virtus”, já diziam os inimigos de Astérix, muito séculos antes de carros e auto-estradas encherem as nossas paisagens.

A hora do dia

Um factor relativamente desconhecido que pode afectar o consumo de gasolina é a hora do dia a que enchemos o depósito. Recordemos novamente umas breves noções de física, neste caso sobre transferência térmica. Os tanques de armazenamento costumam estar enterrados sob a gasolineira, sujeitos à temperatura do solo que os envolve que, por sua vez, determina a temperatura do combustível e o seu grau de dilatação. Naturalmente, este é um factor que varia ao longo do dia: de manhã é a melhor altura ir até à bomba, pois coincide com a baixa temperatura da terra e do tanque, o que impede a dilatação. Este fenómeno faz com que a gasolina bombeada seja mais “densa” e permita um rendimento superior.

Com estes conselhos simples podemos optimizar o retorno do combustível que consumimos e diminuir o seu impacto no nosso bolso. Aproveitar para encher o depósito quando o preço está mais baixo será sempre a melhor estratégia, mas lembre-se que há outros pequenos segredos que, a médio e longo prazo, produzem grandes vantagens.

Good Year Kilometros que cuentan