Energia ao volante? Vamos cantar rock aos berros!

Do punk ao metal, passando pelos nomes clássicos do rock dos 90 que ainda andam em digressão, uma playlist cheia de energia para se apreciar ao volante.

Quantas vezes é que não nos sentimos cheio de energia ao volante mas na rádio não toca nada que dê vazão à nossa alma rock? Quem ouvir as principais estações não dá por isso, mas a verdade é que em 2017 estamos a assistir a um regresso do rock clássico e muitos dos seus principais nomes vão dar um salto até Portugal para nos presentearem com concertos este verão. Do retorno do quase esquecido nu-metal, ao pop-punk, passando pelo metal e pelo hard rock de ganga coçada, com tempo ainda para se ouvir nomes recém-chegados ao panorama, está na altura de re-abrir os baús do rock e descobrir que os velhotes ainda têm muita energia para dar.

Os Royal Blood estão quase a chegar a Lisboa para um concerto no NOS Alive, a 6 de Julho, e outro no Campo Pequeno a 28 de Outubro. O duo britânico é um dos mais interessantes nomes do novo rock e chega com o seu segundo disco, do qual este vibrante Lights Out é o aperitivo.

Seria complicado imaginar banda mais “super” do que os Prophets of Rage: tem três membros dos Rage Against The Machine/Audioslave, dois dos Public Enemy e um dos Cypress Hill, um verdadeiro best of do rock alternativo e do hip hop da primeira metade dos 90. Tal como qualquer uma das bandas que primeiro nos trouxeram estes nomes, é impossível ficar indiferente.

O Nu-Metal parece ser já só uma recordação longínqua, lá de meados da década de 90, mas um dos seus expoentes máximos continua em digressão e ainda muito recentemente aterrou em Lisboa para um concerto quase esgotado no campo pequeno. Com o seu último disco, os Korn regressaram em grande forma para uma das suas melhores fases nos últimos anos e este A Diferent World tem o groove ideal para abanar a cabeleira dentro do carro.

Outro dos nomes de regresso, os Green Day trazem também os ecos dos anos 90, mas vão ainda um pouco mais longe ao ressuscitar os avós Clash, Sex Pistols ou Buzzcocks. Se o leitor tiver dúvidas se o som pop-punk da banda ainda tem sentido, deixe-se levar pelo refrão de Still Breathing e vai perceber que há fórmulas que nunca passam de moda e continuam tão viciantes como a primeira vez que as ouvimos.

Por falar em monumentos pelos quais as modas passam mas o espírito nunca muda, os Metallica continuam a parecer um rochedo que se mantém impassível contra a força das ondas. Moth Into Flame começa com um riff que não podia ter outra assinatura que não a da banda, dispara para um ritmo acelerado ao nível do melhor metal britânico de princípios de 80 e tem o seu auge num refrão que é mesmo para ser cantado a plenos pulmões em qualquer festival de verão.

O Passeio Marítimo de Algés recebe os Guns N´Roses a 2 de Junho mas o mundo mudou muito desde que a banda de Axl e Slash editou Appetite for Destruction, o mais vendido álbum de estreia de sempre. Mesmo que o seu retorno em 2008 não tivesse dado provas do ressuscitar criativo da banda, a verdade é que ficarão sempre clássicos como este Welcome to the Jungle para nos levar até uma altura em que fomos muito felizes.

No dia seguinte aos Royal Blood, 7 de julho vai ser a vez dos veteranos Foo Fighters regressarem para um concerto no Passeio Marítimo de Algés, no NOS Alive. Sempre em ritmo acelerado e um belíssimo sentido de humor, vamos poder ouvir e cantar clássicos como Everlong, Monkey Wrench, My Hero, Learn To Fly, All My Life, Best Of You e este The Pretender. Como diz Grohl: “never surrender!”

Mesmo com a sua clássica componente de pop alternativa e eletrónica, o Alive tem sempre cabeças de cartaz rock, o que oferece aos fãs do género motivos para irem a todos os dias. Os Imagine Dragons não são o exemplo acabado disso, mas não é por causa isso que se escusam a usar sons bastante sujos em alguns dos seus temas mais conhecidos como Believer ou este I´m So Sorry.

O público português tem uma fixação muito saudável com os Red Hot Chili Peppers já desde o tempo em que Blood Sugar Sex Magik apaixonou toda uma geração que descobria o rock pesado por alturas do princípio da década de 90. Can’t Stop é um dos melhores exemplos do género energético, meio funk, meio punk, pelo qual a banda é ainda hoje reconhecida.

Já falamos aqui deles e não podemos acabar uma playlist de energia rock & punk sem a sua presença: depois dos Rage Against The Machine o rock nunca mais seria o mesmo. Bruta, sem qualquer cuidado com a quantidade de impropérios que debita ao longo dos seus 5 minutos, Killing in the Name transformou-se no hino de uma geração com a força franca do seu refrão mas também com a forma como cresce em intensidade até ser impossível resistir e juntarmo-nos aos berros de Zack de la Rocha. Se alguma vez achar que está com energia em demasia, meta esta a tocar e ficará derreado.