Entre o papel e o ecrã

19 Junho | 2015 | Goodyear

Hoje em dia será necessário um grande azar para nos perdermos na estrada. Longe vão os tempos em que éramos obrigados a desdobrar aqueles mapas gigantes, interpretar legendas e sinais, para descobrirmos que a informação vinha, afinal, desatualizada  E, depois, tínhamos ainda que cumprir a tarefa de os voltar a dobrar da mesma forma, um desafio inglório e só para estoicos.

Tal como os marinheiros de antigamente confiavam na Polar, há ainda quem continue a empregar estas relíquias em papel para chegar ao seu destino. Contudo, a ciência e a tecnologia através da informática, mudaram as opções do condutor também quanto à forma de levar um veículo até ao seu destino. Foi a Honda que concebeu em 1980, já há trinta e cinco anos, o primeiro sistema de navegação, que haveria de aparecer no Honda Legend de 1990.

 

Cada ferramenta com seu uso
Mas, afinal, qual é a melhor escolha para programar uma viagem? Um mapa em papel está em permanente risco de desatualização mas permite-nos uma visão alargada e útil do território que pretendemos percorrer. O nosso olhar pode demorar-se entre linhas pretas e pontos vermelhos, memorizando cada nome e curva do trajeto, muito antes de nos sentarmos no carro. Embora a presença de um GPS pareça tornar inútil o papel, apenas um iniciante no mundo das estradas pensaria desse modo: um veterano sabe que a tecnologia é às vezes uma verdadeira bomba relógio e que é melhor levar sempre um plano B na mala para os imprevistos. Há locais que, como se fossem buracos negros, confundem o GPS e fazem com que o nosso carro descubra, subitamente, recantos esquecidos muito distantes da nossa rota planeada. Um desastre!

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Mas há mais argumentos favoráveis ao mapa. Uma nova região, se pretendemos conhecê-la bem, exige um mapa a fim de obtermos uma visão integral de todos os locais interessantes e tudo quanto pretendemos descobrir. A curiosidade desperta perante a miríade de nomes que encontramos no mapa enquanto, se apenas confiarmos o nosso trajeto ao frio ecrã do GPS, veremos apenas uma linha entre ponto A e B. Perdemos, pelo caminho, a hipótese de visitar uma série de locais que decerto mereceriam ser conhecidos. Há quem diga que a melhor rota numa viagem é aquela que não foi planeada mas, afinal, um mapa aumenta as oportunidades de descobrir locais únicos.

 

Perfeição milimétrica
O mapa tem muitas vantagens, mas joga numa liga diferente do GPS. Através do ecrã obtemos informação que o mapa jamais poderá dar-nos, como o tempo estimado até à chegada, a distância restante ou, o mais importante, a atualização em tempo real da rota que seguimos. A tecnologia faz com que estejamos sempre informados e torna mais eficiente a condução.

Assim assinalamos a diferença mais importante entre os dois métodos: o mapa é melhor para planear, mas, sem sombra da dúvida, o GPS ganha quando o objectivo é eficácia, quando queremos que o nosso carro devore os quilómetros que nos separam do destino. São duas formas complementares que servem para o mesmo: garantir a melhor orientação para a nossa viagem. Coabitando em nosso benefício, a rota perfeita depende dos dois.

Good Year Kilometros que cuentan