Espeleologia: 5 lugares radicais para explorar com os amigos

31 Maio | 2019 | Goodyear

Para passar um fim-de-semana em grande com o seu grupo de amigos, pode optar por uma das muitas experiências de espeleologia disponíveis um pouco por todo o Portugal. Aproveite a sua pausa semanal para conhecer as profundezas do país.

E estamos de facto a falar de explorar espaços que existem muitas vezes mesmo por baixo dos nossos pés. Alguns mais acessíveis e outros bastante complexos que podem, inclusivamente, colocar a sua vida em risco. É a aventura da espeleologia.

Por isso mesmo será necessário prevenir-se com todas as cautelas para poder tirar partido desta experiência que nem sempre é fácil. Vamos com a Goodyear conhecer o Portugal subterrâneo.

Para começar, o que é a espeleologia? É “a ciência que estuda cavidades naturais”, explorando grutas, galerias e rios subterrâneos, observando uma fauna e flora próprias e formações com estalactites, estalagmites, colunas, bandeiras entre outras.

Antes de dar início a este tipo de atividades deverá ter sempre em atenção as questões de segurança. Se for numa visita organizada irá certamente ter acesso a uma introdução sobre equipamento e regras de segurança. Irão também disponibilizar-se-lhe equipamentos para o ajudar na sua aventura.

Afinal, está à sua frente uma espécie de circuito de obstáculos, tanto em progressão horizontal como vertical, em que terá não só de salvaguardar a sua segurança, mas também preservar tudo o que o rodeia evitando a destruição do espaço.

Além do equipamento disponibilizado pelo organizador será necessário munir-se de algum equipamento próprio, nomeadamente toalha, água e reforço alimentar (por exemplo barritas). O calçado e a roupa devem ser adequados – em alguns casos até um fato de banho é requisito – e prepare-se para se sujar pelo que é aconselhável levar também uma muda de roupa para o final da atividade.

Se for por conta própria, deve ter em conta duas dicas de segurança essenciais: não deve ir sozinho e deve avisar algum amigo ou familiar do que está a fazer para, caso algo de errado aconteça possa ser facilmente encontrado. Lembre-se que, ainda que leve o seu telemóvel é muito provável que não funcione quando entra nas grutas.

Segurança acautelada está na hora de entrar num destes cinco lugares radicais para explorar com os seus amigos, nesta aventura de espeleologia.

Gruta da Arrifana

A Gruta da Arrifana fica em Condeixa-a-Nova. É uma cavidade com uma dificuldade associada superior. Implica passar por um laminador que obriga a uma progressão rastejante com cerca de 10 metros. A gruta é composta por um conjunto de quatro galerias, onde a natureza expõe as suas formações, que são verdadeiras obras de arte naturais.

A Gruta é de nível I, mas com uma dificuldade associada ligeiramente superior. É uma Gruta em circuito, labiríntica e com vários corredores que se cruzam ao longo de quatro galerias principais. Em matéria de espeleotemas a gruta é rica e a natureza expõe verdadeiras obras de arte naturais: estalactites, estalagmites, pilares ou colunas, bacias e tectos falsos, entre outros.

O espaço permite aos participantes “sentir na pele” alguns dos desafios que se colocam aos espeleólogos, desperta para aventura e sentido da verdadeira descoberta subterrânea.

Gruta Talismã ou Soprador do Carvalho

A gruta Talismã ou Soprador do Carvalho foi descoberta, na Penela, em 1992. O mais interessante deste espaço é um rio subterrâneo de características únicas. É possivelmente, o maior curso de água subterrâneo que se pode percorrer, em Portugal, sem auxílio de técnicas de mergulho, com água apenas ao nível do joelho.

O primeiro desafio é à entrada. É necessário descer umas escadas de ferro para, no final, dar um salto de 20 centímetros para o escuro. Segue-se uma passagem estreita onde é necessário rastejar por dois metros. No final irá chegar à galeria principal onde poderá estar confortavelmente em pé.

A gruta inclui várias galerias onde se podem apreciar bandeiras, estalactites, estalagmites, algumas a atingirem cerca de dois metros de comprimento). A visita inclui passagens pela Sala do Caos, preenchida por enormes blocos, uma Lagoa onde pode tomar um banho, o laminador ou o sifão (de onde vem o rio).

Atualmente já foram topografados 3000 metros, estando estimados mais 4500m, a gruta assume-se como a mais extensa do Maciço de Sicó e uma das maiores de Portugal.

Esta experiência, além da beleza própria dos locais, permite, experimentar uma atividade desportiva e lúdica, com aventura, adrenalina e autocontrolo, como explica o site.

Grutas na Arrábida

O Circuito Aventura na Serra da Arrábida, da Wind proporciona-lhe um conjunto de opções de espeleologia que combina também rappel, escalada e outras atividades na natureza.

Além de se aventurar por baixo da terras nos espaços criados pela natureza, irá certamente deslumbrar-se com as paisagens esplendorosas em locais que poucos conhecem e que por isso se mantêm selvagens, mostrando uma perspetiva nova e diferente do interior da Serra.

O Parque Natural da Serra da Arrábida está assente nesta cadeia montanhosa e estende-se além da serra, abrangendo 17 mil hectares, 5.000 dos quais de superfície marinha. Por baixo, grutas.

Todos os cuidados são poucos, pelo que terá acesso a uma breve introdução sobre equipamento e regras de segurança. Mas, nesta opção da Wind terá uma segurança adicional: a companhia do primeiro espeleólogo português a visitar a maior gruta do mundo: Son Doong, no Vietname.

Um breve à parte, a Sơn Đoòng fica na província de Quang Bình, a 500 km a sul de Hanói, perto da fronteira Laos-Vietname. Considerada a maior gruta do planeta está integrada no Parque Nacional de Phong Nha-Ke Bang, declarado Património da Humanidade pela UNESCO, em 2003.

As experiências da Wind estão adaptadas a diferentes tipos de público. Há por isso, atividades de meio dia de duração e baixo nível de dificuldade, sem necessidade de manobras de corda para percorrer o interior da cavidade.

Uma segunda proposta tem a duração de entre três a cinco horas com um nível de dificuldade baixo/médio de dificuldade. Neste caso, já será necessário recorrer ao uso de cordas, nomeadamente rappel, para progredir ao longo da cavidade. Depois, será necessário subir pelo mesmo meio com cordas ou técnicas equivalentes.

Finalmente, a opção mais complexa e com maior nível de dificuldade requer alguma experiência, nomeadamente a prática anterior de experiências de espeleologia de nível dois ou equivalente. A atividade tem a duração de um dia e o acesso ao interior da gruta obriga a descida por corda de grandes lances, tal como para regressar, recorrer a técnicas de subida por corda.

Grutas em Sintra

Para praticar espeleologia no concelho de Sintra, há múltiplas opções. Sintra é bela não apenas à superfície, mas também no seu interior.

Há muitas opções e para escolher a sua próxima aventura poderá recorrer à ajuda da Associação dos Espeleólogos de Sintra.

Poderá aventurar-se nas Grutas da Samarra Norte e Samarra Sul ou a Gruta da Praia da Adraga. São espaços de acesso é fácil, mas é necessário ter em conta as marés ou também, no caso da praia da Adraga, a época do ano.

Algumas das alternativas estão limitadas a objetivos específicos. É o caso da gruta da Assafora, na Assafora, da Gruta da Pedra de Alvidrar e do Fojo da Adraga, ambas na falésia sul da praia da Adraga, ou da Gruta da Falésia, entre a Pedra de Alvidrar e a praia da Ursa.

Não são permitidas visitas com fins lúdicos, recreativos e turísticos a estes espaços, mas poderão, no entanto, ser visitadas no âmbito de atividades com fins culturais ou científicos, enquadradas pelos serviços do Parque Natural Sintra-Cascais ou, se delegado, pela Associação de Espeleólogos de Sintra.

Outros espaços que não poderá explorar com meros fins lúdicos é a Gruta da Manhosa, entre a Pedra de Alvidrar e a praia da Ursa, e que conta com um acesso muito difícil, as três grutas de origem marinha da praia da Ursa ou a gruta de Vale Flor, na Quinta de Vale Flor (São Pedro de Penaferrim).

Aventuras na Madeira

Na ilha da Madeira escolhemos uma atividade que combina espeleologia com muitas outras aventuras na água, no Caniçal, no concelho de Machico. A proposta de coasteering deixa-nos com água na boca. Com a duração de meio dia, percorre três quilómetros.

O coastering é uma atividade desportiva que consiste em progredir pela costa marítima, através de escarpa rochosa ou do mar, recorrendo à natação, mergulho, snorkeling, escalada, caminhada, espeleologia e saltos para a água.

“A ilha da Madeira possui excelentes condições para o desenvolvimento desta prática desportiva pois, com as suas encostas recortadas pela lava e rocha vulcânica que se unem com o mar atlântico, permite nadar em águas cristalinas e quentes que formam uma paisagem selvagem”, explicam os promotores.

E por hoje é tudo. Esperamos que gostem das sugestões de espeleologia da Goodyear e que entrem com segurança neste mundo da aventura. Até breve!

Good Year Kilometros que cuentan