Espumantes portugueses: os melhores para a Réveillon

Não são os verdadeiros Champanhes, mas têm uma qualidade excelente! Os vinhos espumantes portugueses para preparar a véspera de Ano Novo.

Os espumantes portugueses não são verdadeiros champanhes. Afinal o Champanhe é produzido especificamente na região de Champagne, no nordeste de França. Em Portugal, a variedade deste vinho espumante é, como o próprio nome indica espumante.

Selecionamos cinco espumantes portugueses que estão entre os melhores do mundo. A escolha é de facto do Effeverscents du Monde um concurso de espumantes de todo o mundo que recebeu este ano 594 amostras de 22 países. Portugal trouxe, este ano, cinco medalhas de prata, da Bairrada ao Alentejo. Foi a 16ª edição deste concurso da Association Forum Enologie.

Embora não seja a variedade de vinho mais abundante – representa apenas 2% das exportações de vinhos nacionais – ao arrecadar as medalhas esta variedade está não só a valorizar o espumante português, mas também todos os outros vinhos.

Bairrada Doc Marquês de Marialva Cuvée Extra Brut 2012, da Adega Cooperativa de Cantanhede

Este espumante é elaborado com as castas Arinto e Baga, passando por um estágio mínimo de 36 meses em cave e seis meses após dégorgement. Deve ser servido a uma temperatura de entre seis e oito graus.

É um vinho “cristalino, com bolha muito fina, persistente e abundante coroa”. A cor é “citrina intensa, com laivos dourados”. O aroma é “complexo com notas de frutos secos, brioche e pão torrado” e o sabor “complexo com distinta e cativante mousse, agradável volume de boca e notória frescura que lhe transmite persistência”.

Este vinho é adequado para, “em momentos de lazer; acompanhando pratos suaves da cozinha mediterrânica à base de peixe e carnes brancas; Iguarias não especializadas da cozinha indiana, chinesa e africana”, lê-se no site da Adega Cooperativa de Cantanhede. 

Bairrada Doc Marquês de Marialva Baga Blanc de Noirs Bruto 2015, da Adega Cooperativa de Cantanhede

Este espumante, 100% Baga, é “cristalino, com bolha muito fina e persistente. Cor alambreada definida”. Segundo a garrafeira 5 estrelas, “o aroma é dominado por marmelada, geleia de frutos vermelhos, cássis e melaço de cana-de-açúcar. Na boca regista um frutado com elegante mousse, frescura moderada e longa persistência”.

Com um grau alcoólico de 12,5%, passa por “um desengace total, prensagem suave e decantação estática natural”. A fermentação alcoólica ocorre a 18ºC. E a espumantização pelo método clássico. Apenas se aproveitou 30% do mosto flor.

Esta variedade de espumante da Adega Cooperativa de Cantanhede é adequada para momentos de lazer; acompanhando pratos suaves da cozinha mediterrânica à base de peixe e carnes brancas; iguarias não especiadas da cozinha indiana, chinesa e africana; sobremesas à base de doces de ovos, explica o mesmo site.

Sparkling Mateus Baga and Shiraz Rosé Brut, da Sogrape

Este é um vinho espumante bruto, composto pelas castas Baga, Shiraz, da marca especialista em vinhos rosé, que “prima pelo seu estilo jovem, fresco e contemporâneo”, segundo explica informação no site da Sogrape.

Este espumante é ideal para momentos de celebração, porque “o charme e a elegância deste vinho dão um toque efervescente a qualquer ocasião”. O espumante é “fiel à reputação e herança da marca, Mateus Rosé Sparkling”.

A ficha do produto acrescenta que o espumante “possui uma cor pálida de pétalas de rosas, com leves nuances de salmão. As inúmeras bolhas extremamente finas resultam numa mousse delicada e persistente. Refinado e refrescante, com notas florais, este vinho espumante possui agradáveis aromas a maçã, pera e framboesa entre notas subtis de pão torrado que interagem com uma fresca e viva acidez, propiciando um final aromático e delicado”.

Quando armazenado, este vinho espumante deve ser guardado em local seco e fresco, ao abrigo da luz, devendo ser servido entre os seis e os oito graus. “É um delicioso aperitivo, ideal para acompanhar canapés. Para uma experiência mais tradicional, é igualmente excelente com o típico leitão da Bairrada, ou para terminar em grande uma refeição memorável, acompanhando tartes de frutos frescos, como morango ou framboesa, ou até saladas de fruta”.

Bairrada Doc Quinta do Poço do Lobo Arinto & Chardonnay Bruto, das Caves de São João

Outro espumante da Bairrada e tem um teor alcoólico de 12,5%. “De bolha muito fina e cordão persistente, apresenta uma mousse muito suave na boca, o que lhe confere uma delicadeza invulgar”, explica o site On Wine. Deve ser servido entre os cinco e os 10 graus.

Com mais detalhe, “apresenta uma cor amarela citrina. De bolha fina e persistente, tem aroma discreto, com suaves notas tostadas num fundo limonado. Na boca sente-se mais o Chardonnay, em boas nuances amanteigadas, acompanhadas de notas citrinas. Possui um ataque encorpado, suave e cremoso e, uma bela acidez que lhe confere persistência e frescura.

Com acidez moderada, é um espumante muito agradável como aperitivo ou a acompanhar carnes brancas e sobremesa”, lê-se no site da Garrafeira Nacional.

Espumante Cartuxa Bruto 2012, da Fundação Eugénio de Almeida

Este vinho da Cartuxa, acumula prémios nos últimos anos. Além do prémio já referido, foi também distinguido com a Medalha de Ouro, na sétima edição do concurso anual 50 Great Sparkling Wines of the World 2018.

É “elaborado com uvas da casta Arinto rigorosamente selecionadas e colhidas no estado de maturação ideal, estagiou sobre borra fina durante seis meses, com batônnage periódica”, lê-se no site da Adega da Cartuxa.

Obtido através do método tradicional clássico, “apresenta cor dourada palha e bolha muito fina e persistente, aroma com notas de brioche, manteiga, avelã e casca de laranja caramelizada. Na boca, ostenta muito bom volume e uma excelente acidez que permite terminar a prova com uma diferenciada sensação de frescura”.