Óleo Lubrificante: o que diz a etiqueta?

O óleo lubrificante que encontra nas lojas não é todo igual e o seu carro vai agradecer se escolher o certo para ele. Aprenda a descodificar a etiqueta.

Está na altura de mudar o óleo do carro e não é só uma questão de voltar a encher o reservatório. Para a maioria de nós, a confiança no nosso mecânico habitual é tudo o que basta. Ele deverá ser capaz de interpretar as informações do fabricante e fornecer-nos a melhor solução. Mas, como consumidores bem informados e curiosos que gostamos de ser, queremos saber um pouco mais. O que é que significam os valores na etiqueta de um óleo lubrificante? O que é que o faz adequado para um modelo de carro e ineficaz noutro? Continue a ler para saber mais.

Apesar da enorme (e confusa) oferta que encontramos nas prateleiras de uma loja especializada, o leque de óleos lubrificantes adequados para o seu caso não é assim tão extenso. Estes produtos são classificados de acordo com normas internacionais e o fabricante do seu veículo irá informá-lo dos dados de que necessita saber. Assim, o primeiro destino para esclarecer dúvidas é o manual que guarda no porta-luvas. As referências que aí encontrar deverão ser as mesmas do óleo escolhido. Mais adiante explicaremos o que significam esses números.

Tipos de lubrificantes

Os óleos lubrificantes disponíveis destinam-se a uma grande diversidade de utilizações. Um SUV não usa o mesmo óleo que um desportivo de alta performance ou um utilitário. Além disso, em situações de utilização diversas, as exigências também mudam. Para enfrentar este leque de desafios, os fabricantes produzem com diferentes matérias primas e viscosidades.

No que diz respeito à matéria prima, a base pode ser mineral ou sintética, à qual são adicionados aditivos com diversas finalidades. O óleo com que a maioria dos ligeiros chega do fabricante é do tipo convencional, 5W-20 ou 5W-30 para baixas temperaturas, e 10W-30 para altas temperaturas.

Em veículos modernos de alto desempenho é preferível o uso de lubrificantes sintéticos, que mantém a fluidez de forma mais eficaz a altas temperaturas. Os óleos semi-sintéticos são indicados para cargas superiores, contribuindo também para a economia de combustível. Um outro tipo também existente no mercado, mas que se diferencia pelos aditivos escolhidos, são os lubrificantes para quilometragens superiores. Nestes casos, o fabricante adicionou produtos que protegem a tubagem,as zonas de junção e a flexibilidade do sistema.

Óleo Lubrificante: o que diz a etiqueta?

Aprenda a descodificar a etiqueta

Na etiqueta do óleo lubrificante há uma série de dados normalizados que ajudarão a entender o que tem na mão. O primeiro é o nível de serviço: “C” para motores diesel, “S” para gasolina. Cada um tem o seu uso e não podem ser usados alternadamente. Dividem-se ainda da seguinte forma:

SN para carros anteriores a 2010;
SM para carros produzidos entre 2002 e 2009;
SL para carros anteriores a 2004
SJ para carros anteriores a 2001.

CJ-4 para carros a 4 tempos produzidos depois de 2010
CI-4 para carros produzidos entre 2002 e 2010
CH-4 para carros produzidos entre 1998 e 2002

Estas classificações são regularmente atualizadas e há um vasto leque de outras apenas aplicáveis a barcos, indústria, etc..

Viscosidade e temperatura

O número SAE (Society of Automotive Engineers) refere-se à viscosidade do lubrificante, que se define pela resistência de um fluído a fluir. Os óleos multiviscosos são medido a duas temperaturas, 0°c e 100°c, e representado da seguinte forma “xxW-yy”. Exemplo: um lubrificante 20W-50 tem uma viscosidade medida de 20 a frio e de 50 a quente. Regra geral, é desejável um valor superior a quente, enquanto a frio não se torne tão espesso que deixe de correr. Mas também é necessária robustez, ou seja, capacidade de resistir ao uso e abuso e manter-se eficaz durante largos quilómetros. No caso de lubrificantes monoviscosos só aparece um único número SAE. Os valores mais altos (SAE 30, 40, 50, etc.) são os indicados para temperaturas de verão, enquanto os mais baixos (SAE 5W, 10W, etc.) para o inverno.

Com o uso, o lubrificante irá perder características e diminuirá a sua viscosidade. A palavra final é dada pelo fabricante do seu carro: o que é importante é que use a viscosidade e o nível de serviço adequados ao funcionamento do seu motor específico.