Felgueiras e a paixão do vinho verde

O Vale do Sousa é o ameno berço de vinhos verdes excecionais e a Goodyear foi visitar Felgueiras em busca dos melhores sítios para os provar.

Ainda na transição entre o Douro Litoral e Minho, Felgueiras já assume a produção do vinho verde como a especialidade do concelho e, mesmo que não tenha a fama de outros verdes produzidos mais a norte, não lhes deve em nada na qualidade. Com um tecido empresarial vibrante e condições mesmo a preceito para se produzir um bom vinho, não admira que a produção local tenha vindo a crescer e a ganhar destaque. Venha com a Goodyear conhecer o vinho verde da zona de Felgueiras.

O vinho verde tem características muito próprias que o diferencia dos restantes, e Felgueiras encaixa-se na sub-região do Vale do Sousa. Aqui, o clima ameno, as baixas amplitudes térmicas, baixo índice de pluviosidade e exposição ao calor, criam verões quentes e invernos agradáveis, que dão às castas Arinto, Loureiro, Trajadura, Azal e Avesso, o necessário para se transformarem em bons vinhos. Além destas, a Espadeiro é uma casta usada para vinhos rosé com um sabor acídulado, muito apreciada. Apesar de produzir alguns dos nomes históricos do nossos património enófilo, o público em geral não associa a cidade aos seus ótimos vinhos, por isso está na altura de vos deixarmos um roteiro para conhecerem os vinhos de Felgueiras.

Cooperativa de Felgueiras – o esforço de uma região

Como já é hábito nestas coisas, o primeiro destino tem que ser a cooperativa local. A adega cooperativa Terras de Felgueiras tem cerca de mil viticultores a produzir em média 5 milhões de litros por ano, tornando-a uma das maiores da Região dos Vinhos Verdes. Aberta todos os dias, precisa de marcação prévia se pretende fazer uma visita guiada à adega, às vinhas ou uma prova acompanhada pelo delicioso Pão de Ló de Margaride.

Felgueiras e a paixão do vinho verde

Quinta da lixa – A Experiência do vinho verde

A Quinta da Lixa é o testemunho vivo da paixão que a Família Meireles sempre teve pelos Vinhos Verdes. Inicialmente vendido a granel, hoje produz-se aqui mais de 4 Milhões de garrafas por ano e a quinta está aberta a visitas guiadas, acompanhadas por especialistas. A Quinta da Lixa tem disponíveis programas como visitas à adega, conhecer de perto as castas e formas de condução dos encepamentos, visita a uma das vinhas e por fim, a oportunidade de conhecer melhor os diferentes tipos de vinhos Quinta da Lixa numa prova conduzida pelo Enólogo residente. Tudo boas opções mas, se o entusiasta enófilo quiser passar mais algum tempo a viver o espírito do vinho verde, uma estadia no Monverde Wine Experience Hotel é um favor que faz a si mesmo. Nós já experimentámos e voltaremos sempre que a oportunidade surgir.

Quinta de Simaens – onde nasce um vinho histórico

A Quinta de Simaens é uma exploração de 40ha onde se esconde uma bonita casa senhorial do séc XVIII que parece a companhia ideal para um passeio pelas vinhas. É daqui que sai o clássico Gatão, autêntico fenómeno de vendas. O solar não pode ser visitado, mas é possível fazer um tour guiado pelas restantes estruturas da quinta, incluindo as modernas instalações onde se incluem as caves de estágio, linhas de engarrafamento e, para terminar o passeio, a loja de venda ao público da Sociedade dos Vinhos Borges.

Casa da Cela – vinho e turismo rural

A Casa da Cela, adaptou o espaço dos antigos lagares e prensas em Sala de Provas por forma a permitir oferecer a 20 pessoas de cada vez a visita a este espaço museológico agrícola instalado no antigo alpendre e a poder observar equipamentos de outros tempos nos trabalhos agrícolas. Hoje em dia, em paralelo com a produção de 55 pipas de verde por ano, é um espaço de turismo rural onde, para além do que é necessário para se passar uma temporada de descanso, dá-se uma atenção muito especial à História do vinho, com provas, gravações em vídeo de colheitas do passado e observa-se o moderno trabalho na vinha.

Quinta de Maderne – Paixão de família

Negócio da família Faria já há três gerações, a Quinta de Maderne produz 200 mil garrafas de verdes diversos, espumantes e rosé da casta espadeiro, mas abre portas também aos visitantes. Além de um tour guiado às suas vinhas, o passeio termina no wine bar para provar os excelentes Chardonnay e Pinot Noir, que são o orgulho de Sérgio Faria, o actual responsável pela enologia da quinta.