Casas barco do Alqueva:a flutuar no Alentejo

Fim de semana no Alqueva. Dois dias a dormir no maior lago da Europa. Venha com a Goodyear!

As águas do Alqueva vão ganhar nova companhia este fim de semana: vamos alugar um dos barcos-casa disponíveis a partir da Marina da Amieira e descansar, pescar e fazer parte da vida deste grande lago. A toda a volta, a natureza mostra-se exuberante como em poucos outros locais do nosso país, fazendo do Alqueva um genial recanto para um fim de semana de primavera.

Barcos-casa no Alqueva

A Marina da Amieira é o ponto central para quase todas as atividades nas águas do Alqueva. É daqui que partem as visitas guiadas de barco e onde amarram a maioria das embarcações que aqui flutuam. Da esplanada da cafetaria local temos vista privilegiada para o espelho de água e podemos observar os bandos de pássaros que escolhem esta zona como habitat ou ponto de descanso entre migrações. E vai ser daqui que iremos partir para a nossa aventura…

Um fim de semana num dos barcos-casa do Alqueva não obriga a nenhuma licença especial. Ao contrário da navegação na costa, não se exige licença especial desde que o responsável pela tripulação seja maior de idade. No momento do embarque informam-nos sobre todas as regras a cumprir, como a proibição de navegação noturna ou o reboque de outras embarcações, mas são noções de senso comum, compreensivas e lógicas.

 Quem vai ao “mar”, avia-se em terra

Os barco-casa estão disponíveis em diferentes e versáteis configurações para salvaguardar todo o tipo de ocupantes. Do casal que busca um retiro romântico até grupos de 12 pessoas, os “Nicols” são desenhados com grande conforto e espaço, com terraços e pontos de acesso à água, para que possamos viver estas águas da forma mais “doce” possível. E se a sua família incluir também os fiéis amigos caninos, esta pode ser uma ótima opção porque eles aqui são bem-vindos.

Alqueva paisagem

Para além dos custos do aluguer por dia, não se esqueça de contabilizar também no orçamento o custo do combustível que, dentro de um barco, é calculado à hora. Conte pagar entre os 7€ e os 9€ por hora, ou entre os 30 e os 40€ por dia, conforme a embarcação escolhida.

Em toda a volta do Alqueva não faltam locais para comermos, e bem, mas cumpra a máxima, prepare-se por excesso, e leve um bom farnel. Assim, poderá ficar completamente autónomo durante um fim de semana prolongado. Leve também binóculos para toda a família: a dias solarengos e repletos de oportunidades para observar a vida selvagem, sucedem-se noites magnificas e límpidas, durante as quais podemos apontar as lentes para o céu e aproveitar a magnificência da Reserva Dark Sky Alqueva .

Uma ilha para sonhar

Para além dos barcos-casa, também podemos encontrar na Amieira a “Floatwing”, uma casa flutuante que é um dos nossos sonhos tornado realidade. Não tivemos ainda oportunidade para a experimentar, mas já apontámos na nossa lista a vontade de passar um pôr-do-sol naquele terraço. A construção em madeira, com uma arquitetura moderna mas mediterrânica, parece-nos ser uma das ideias mais românticas que o Alentejo tem para oferecer. Por outro lado, os preços de aluguer são equiparáveis aos barcos-casa a que nos referimos antes, e torna-se uma escolha entre conforto ou mobilidade.

Na cobertura há uma área de solário, uma bancada com grelhador e equipamento de cozinha, e podemos deslocar-nos com recurso a motorização própria, que nos confere uma velocidade moderada de 3 nós. Não temos pressa de chegar a lado nenhum e a casa tem autonomia para sete dias, sempre com a sustentabilidade ambiental a dirigir todos os processos a bordo, por isso basta-nos conseguir aproveitar este espelho de água na maior tranquilidade.

 Fim de semana cheio

Sem sair da água, há muito para ocupar o nosso tempo. Enquanto o carvão aquece para o grelhado do almoço, podemos dar umas “pagaiadas” de canoa, caiaque ou stand up paddle, ou se a temperatura a isso convidar, um rápido mergulho. Instrumento que também não faltará na bagagem é a nossa fiel câmara fotográfica e uma lente de 200mm em que investimos só para estas ocasiões: no meio do silêncio quase total, a vida selvagem perde a vergonha e mostra-se em belíssimas poses e oportunidades fotográficas. Para nos ajudar, levamos na mochila um guia de observação de aves que nos ajudará a identificar quem são afinal os charnecos e os abelherucos.

Certo é que este será um fim de semana dedicado ao descanso, mas estes barcos podem levar-nos onde quisermos e, nas zonas autorizadas, poderemos fundear ou acostar facilmente e aproveitar toda a região circundante. Levamos bicicletas (também as poderíamos alugar na Marina) e será em duas rodas que visitaremos as vilas mais próximas. O lago do Alqueva está repleto de trilhos circundantes, de fácil condução, e dos quais nos iremos servir para ir ao pão ou ao leite, e assim conhecer a vida das populações locais. Vai ser a pedal que vamos chegar à Amieira, Estrela, Aldeia Da Luz (a nova), Juromenha, Cheles, Telheiro, Monsaraz, Mourão ou Campinho, mas os adeptos da equitação também têm muito que explorar a cavalo nestas terras.

Se dormir no meio de um lago alentejano era, não há muitos anos, uma ideia quase de ficção científica, as secas planícies já deixaram de ser a característica que melhor define a zona. O Alqueva está mesmo a mudar a paisagem alentejana e a redefinir a forma como nos relacionamos com o “celeiro do país”. Mas não perca tempo e aproveite já, enquanto o grande lago é ainda um “pequeno-grande” segredo e as multidões de turistas ainda não repararam nas belezas que aqui se escondem. Paisagens deste calibre não ficarão incólumes para sempre.