ForestGlamp: complexo ecológico de luxo perto da praia

Na Quinta Vale do Rosal nasceu um novo complexo ecológico de luxo: o ForestGlamp. A sul do Tejo e a apenas meia hora de Lisboa. Conheça-o com a Goodyear.

A Quinta de Vale do Rosal, também conhecida como Quinta dos Quarenta Mártires, situa-se em Charneca de Caparica, Almada, Portugal. É aqui que está situado o ForestGlamp.

É um “parque de campismo” de luxo. O ForestGlamp, um complexo ecológico de luxo composto por três tendas com todos os mimos a que tem direito. Por cima o céu e as suas estrelas. É mais uma opção para quem aprecia o contacto com a natureza, sem exageros. O Glamping é uma forma inovadora que conjuga “campismo e glamour, mantendo o contacto com a natureza, mas oferecendo muitas das comodidades e qualidade de vida que não encontramos num parque de campismo comum, tem vindo a crescer muito no nosso país e já tem propostas até para quem não tem ponta de espírito aventureiro”.

O ForestGlamp é considerado um alojamento de “cinco milhões de estrelas, pois são essas e muitas mais as estrelas que iluminam o nosso céu”, lê-se no site promocional desta nova opção de escapada perto de Lisboa. Cada tenda pode acomodar até quatro pessoas. Para ter ideia da dimensão das tendas: “os hóspedes encontrarão uma cama no piso inferior ou principal da tenda, enquanto a outra está localizada no andar superior da tenda ou o mezanine”. Além de ser possível ver as estrelas e os outros astros no céu, cada uma das tendas tem o nome de uma constelação: Andrómeda, Boots e Cassiopeia.

Uma Quinta carregada de história

O início da história da Quinta de Vale do Rosal ou Quinta dos Quarenta Mártires tem várias versões, pelos que saltaremos essa parte. É, no entanto, certo que, em 1570, pertencia aos jesuítas. Terá sido ali que, nesse ano, que se prepararam 40 noviços para uma viagem de evangelização ao Brasil. No entanto, a viagem terminou mal, com a morte desses padres na chegada ao destino. Com isto a, anteriormente conhecida como, Quinta de Vale do Rosal, devido aos seus imensos roseirais, passou a ser denominada “Quinta dos Quarenta Mártires”. O nome original voltou a ser utilizado posteriormente.

Na Quinta, o destaque vai para um Cruzeiro, no Monte da Cruz, levantado por volta de 1659, no local onde existiria anteriormente uma cruz de madeira, uma das cinco que faziam parte do caminho que os jesuítas percorriam em oração. No local foram recentemente encontrados azulejos hispano-árabes.

A propriedade foi, no reinado de D. José, confiscada aos jesuítas, tendo voltado, em 1880, ao poder do clero. Mas, Em 1910, por ocasião da Implantação da República, a propriedade foi assaltada, os padres fugiram, foi incendiada e muito do que existia na propriedade foi destruído ou roubado. Passou então a ser propriedade do Estado. Anos mais tarde, a Quinta foi adquirida por particulares, em hasta pública, mantendo-se na família há cerca de 100 anos. Esta família procurou fazer obras de reconstrução dos edifícios, uma vez que do “convento pouco mais restava que paredes em ruínas”.

O renascimento da Quinta

Este ano, finalmente, mais novidades. Segundo o “Boa Cama Boa Mesa”, uma publicação do jornal Expresso, os bisnetos do comprador da propriedade após a Implantação da República tiveram finalmente autorização para transformar a Quinta num espaço de campismo de luxo. No início deste verão nasceu o ForestGlamp.

O ForestGlamp é composto por três tendas. Cada uma está equipada com duas camas de casal, ar condicionado, cozinha e casa de banho. A casa de banho tem chuveiro, sanita e lavatório. A cozinha tem frigorífico, placa elétrica, torradeira, máquina para fazer sumos e até uma chaleira, detalha o “Boa Cama Boa Mesa”. Na ausência de piscina, cada tenda tem ainda um jacuzzi privado, no exterior. É um acampamento de luxo. Um quarto de hotel no meio do campo.

O pequeno-almoço chega às tendas, de manhã, numa cesta de vime. Para começar o dia, o menu inclui sumo de laranja do Algarve, leite, doce, pão fresco, croissants e chocolate.

O que fazer

Para passar o dia, os proprietários recomendam as praias da Princesa ou do Castelo, na Costa de Caparica, a apenas três quilómetros de distância. Outro programa pode ser uma caminhada (ou passeio de bicicleta) para descobrir os 40 hectares desta quinta carregada de história.