Segurança automóvel: o futuro ao virar da esquina

Travões automáticos, reações mais rápidas do que a própria sombra: bem vindos ao futuro da Segurança Automóvel! Conheça as tecnologias que estão a chegar.

Os números da sinistralidade assim o demonstram: a segurança automóvel tem aumentado muito nas últimas décadas. A crescente qualidade das estradas ajuda, mas é nos próprios carros que vamos encontrar a justificação para este facto. Assistimos ao aparecimento de tecnologias que hoje são comuns, como ABS ou airbags, e o futuro ainda guarda surpresas. Nos próximos anos vamos assistir a mais novidades que já se perfilam para chegar ao mercado. Estas são algumas das novas tecnologias de segurança automóvel que vão chegar em breve ao seu carro.

Carros inteligentes com reações fulminantes

Mais do que hardware, o futuro da segurança automóvel passa por um conjunto de aplicações revolucionárias. O objetivo destes programas é analisar continuamente o contexto da estrada e prever situações antes que o condutor se aperceba. Antes de termos carros autónomos, vamos passar pela fase em que os nossos veículos poderão tomar o controlo quando necessário.

Para entender o que se passa , o carro vai estar interligado em rede com os seus colegas de asfalto. Com essa informação, poderá reagir, travar ou até desligar o motor, de forma a evitar algum problema ou acidente. Num cruzamento ou ultrapassagem, por exemplo, poderá ajudar o condutor com avisos de carros a aproximar. Interligado também com a rede de sinais de trânsito, estará sempre informado sobre o estado dos semáforos.

Segurança automóvel: o futuro ao virar da esquina

Prevenção de acidentes

Mesmo com a interligação em rede, o carro terá que agir sozinho, com a informação que obtém através dos sensores. Cada vez mais veículos irão trazer de origem sistemas integrados de radar laterais, capazes de ajudar no parqueamento, mas também detetar peões e ciclistas. Se o sistema detetar um objeto na trajetória escolhida pelo condutor, irá ignorar os seus comandos e corrigir a ação.

Se todos estes sistemas falharem e a colisão for inevitável, a segurança automóvel do futuro irá contar com airbags gigantes. Depois de os conhecermos há tantos anos dentro do carro, estes dispositivos irão ajudar a travar o veículo. A Mercedes está a trabalhar num sistema em que os airbags são posicionados debaixo do carro, insuflando em caso de impacto eminente. O resultado é uma capacidade de travagem duplicada, enquanto o veículo é levantado cerca de 10 centímetros para suavizar o choque.

O carro também vai perder privacidade

É com certeza uma tecnologia controversa, mas o seu carro do futuro poderá tomar a decisão de não o deixar conduzir ou usar o telemóvel. Já temos carros no mercado com capacidade de travagem automática mas o panorama vai alargar-se. No futuro poderemos ter veículos que ignoram completamente as nossas instruções se perceberem que poderão ter resultados catastróficos. O mesmo aplica-se no caso de um furto, desligando-se remotamente tal como acontece já com telemóveis e outros dispositivos. Carros mais inteligentes do que os seus donos estão no horizonte.

Com todas estas funcionalidades, o resultado óbvio é que haverá sempre um registo das nossas ações na estrada. As seguradoras querem legislação sobre isso e a possibilidade de acederem diretamente aos dados. Para o melhor e para o pior, está perto o futuro em que nenhum condutor precisará de declarar um sinistro à seguradora. A informação será reportada em tempo real, assim como a velocidade a que conduzíamos, o local e todos os outros elementos pertinentes.

Sensores biométricos

A Ford já introduziu um sistema de sensores no volante e no cinto para detetar o estado físico do condutor. A ideia é que o carro se aperceba de sonolência, ataques cardíacos ou outras situações que possam colocar em risco a condução. Nesses casos, o veículo será capaz de encostar na berma da estrada e parar, alertando os serviços de emergência. O mesmo tipo de tecnologia pode ser também usado para certificar a identidade do condutor e ligar o motor, se estiver autorizado. Todos os grandes construtores estão também a desenvolver sistemas de fechadura por impressão digital ou scanners de retina.

O caminho para os autónomos ainda será lento e não chegará a todos os segmentos e mercados ao mesmo tempo. O mais certo é que o seu próximo carro ainda não ande sozinho, mas é muito provável que tenha algumas das peças que já estão a aumentar a segurança automóvel até níveis que, há uns anos, nem seríamos capazes de imaginar.