Hackers ao volante: os perigos do carro conectado

9 Maio | 2019 | Goodyear

“Tenho um hacker no meu carro”. Ou algo deste género é uma coisa que, segundo os especialistas poderá acontecer com mais facilidade do que podemos pensar. Num mundo super-conectado, até os automóveis estão conectados. As novas tecnologias são colocadas ao serviço do condutor.

carros que estacionam sozinhos e os fabricantes apresentam cada vez mais propostas de carros autónomos e até voadores.

No entanto, estas propostas também apresentam problemas, pois acabam por ser uma porta de entrada para hackers e para bugs de segurança.

Descubra com a Goodyear, os perigos dos carros conectados.

Podem os hackers controlar o seu automóvel?

Sim, de facto até já aconteceu. Em 2014, um grupo de hackers chineses conseguiu assumir controlo sobre os sistemas de segurança de um Tesla Model S através da aplicação móvel do veículo. Um ano depois, dois hackers norte-americanos acederam, a partir dos seus computadores, a um Jeep Cherokee.

Não só controlaram remotamente o automóvel (bloquearam os travões, desligaram o motor e mexeram no volante) como também o publicaram no Youtube através da Wired. O certo em que estes hackers colocaram à disposição da Chrysler toda a informação sobre a falha de segurança e a marca publicou uma actualização do software com o vulnerabilidade solucionada.

Mais exemplos? Recentemente, em 2016, um engenheiro informático da Universidade de Birmingham publicou, em parceria com a empresa alemã Kasper & Oswald, um relatório em que assegura que é possível “hackear” 100 milhões de veículos Volkswagen e abrir as suas portas sem as forçar.

Além de algum conhecimento técnico, os hackers, neste caso, precisam apenas de uma placa Arduino, que custa cerca de 20 euros, e de um recetor de sinal para interceptar o código do sistema de abertura. O sistema também afeta outras marcas como Audi, Skoda, Alfa Romeo, Citröen, Fiat, Ford, Mitsubishi, Nissan, Opel ou Peugeot.

Em 2018, o Keen Security Lab de Shanghai conseguiu “hackear” um Tesla Model X, acedendo aos sistemas primários do carro. A Tesla respondeu à informação recolhida pela empresa com uma actualização com correcções das falhas de segurança deste que é um dos projectos-estrela de Elon Musk.

A situação mudou nos anos mais recentes?

De acordo com as previsões da Gartner, no ano 2020, a frota de automóveis conectados serão 250 milhões. Estão preparados? A Kaspersky alerta: o nível de proteção actual deixa ainda muito a desejar. A marca de sistemas de segurança de informação assegura que não há protecção contra a engenharia inversa que pode dar acesso ao servidor ou ao sistema multimédia do carro.

Segundo um estudo elaborado pela Federação Internacional do Automóvel (FIA), a possível pirataria sobre um carro conectado está entre as preocupações de nove em cada 10 cidadãos espanhóis. A nível mundial, o alerta chega pela mão de um documento do FBI que assegura que os automóveis poderão ser utilizados por delinquentes como armas letais ou para sequestros.

Face a este panorama de preocupação, a Panasonic e a Trend Micro anunciaram uma parceria para desenvolver em conjunto uma solução de cibersegurança que permitirá detectar e prevenir ciberataques contra veículos autónomos e conectados.

A ideia de desenvolver um software capaz de detectar e evitar intrusões nas Unidades de Controlo Electrónico que controlam a aceleração, a direcção e a travagem e para alertar para intrusões nos sistemas de navegação e dispositivos telemáticos do veículo.

A vulnerabilidade dos carros conectadas é óbvia. Para garantir a segurança dos sistemas conectados do carro autónomo do futuro é essencial que os peritos em cibersegurança colaborem no design dos automóveis desde a sua concepção inicial. São várias as marcas, como a Audi, que colocou os hackers do seu lado para estar actualizada em relação a questões tão prioritárias como a cibersegurança e a segurança dos sistemas.

Good Year Kilometros que cuentan