Help Flash: o dispositivo galego que salva vidas

18 Junho | 2019 | Goodyear

Trinta mil dispositivos vendidos nos seus primeiros meses de vida e mais de 200 mil em 2017. O Help Flash é o dispositivo de segurança rodoviária da moda. Porquê? Quais as razões do seu êxito?

Evitar atropelamentos e salva vidas ao sinalizar corretamente avarias e veículos. É esse o objetivo que fez nascer o Help Flash, um dispositivo que emite uma luz amarela visível a um quilómetro de distância. O sinal luminoso, colocado no exterior do automóvel com um íman sobre a chapa do tejadilho, produz num efeito semelhante aos quatro piscas, evitando que o condutor saia do veículo para sinalizar a sua posição em caso de acidente ou avaria.

A ideia pertence a dois guardas civis galegos, Jorge Costas e Jorge Torre, este último proprietário da Netun Solution SL, uma empresa com 16 empregados sediada em Nigrán (Vigo) cujo produto estrela é o Help Flash, o gadget da moda no sector automóvel espanhol desde que a DGT e o Ministério do Interior o incluíram como possível substituto, em 2025, dos triângulos de segurança.

 

O que é o Help Flash

O Help Flash torna visível um veículo em menos de 30 segundos e até um quilómetro de distância em condições de fraca luminosidade. Emite um flash triplo de cor âmbar em todas as direções, de modo a que o condutor não tenha que sair do automóvel para avisar os restantes condutores que circulam na estrada da sua situação. Funciona autonomamente com uma pilha de 9 volts e a luz é ativada por magnetismo, permitindo que o veículo seja sinalizado apenas com um movimento.

Distinguido com o Prémio Galeria de Inovação em Tecnologia Motorizada e na terceira edição do Prémio Empreendedores e Segurança Rodoviária da Fundação Línea Directa, o Help Flash está autorizado na maioria dos países do mundo. Presente já em França, a expansão internacional é o próximo objetivo. O mercado europeu oferece excelentes oportunidades: no Reino Unido, a utilização de triângulos em auto-estradas e vias rápidas é proibida.

A história do Help Flash

Como e quando o Help Flash deu o salto: da ideia dos dois naturais de Vigo até ser um dos produtos estrela na Amazon e agora um gadget recomendado pela DGT e por associações de vítimas de acidentes? O projeto nasceu em 2013 mas só em 2016 foi criado um protótipo em 3D do produto que despertou o interesse de associações como a Avata, a RACE ou a a Associação Nacional de Amputados de Espanha (Andade). Daí foi um salto até fechar 2017 com 201 mil dispositivos vendidos, mas o verdadeiro boom estava ainda para vir.

Em janeiro, ao apresentar o balanço da segurança rodoviária de 2018, o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, mencionou pela primeira vez a possibilidade de incluir como norma um dispositivo como o Help Flash para evitar atropelamentos durante a sinalização de avarias. A 31 de julho de 2018, entrou em vigor uma alteração ao Regulamento Geral de Veículos em que, entre outras medidas, aconselhava-se o uso de um dispositivo luminoso autónomo de pré-sinalização de perigo, como acontece em países como o Reino Unido, Irlanda, Chipre ou Letónia. O Regulamento de Auxílio em Vias Públicas inclui este produto nos sinais V-16 que englobam todos os dispositivos de pré-sinalização de perigo e abre caminho a que se converta no dispositivo que vai substituir os triângulos a partir de 1 de janeiro de 2025.

Como sinalizar uma avaria com o Help Flash e com triângulos

Sinalizar uma avaria requer atualmente vários passos: ligar os quatro piscas e colocar o triângulo de forma a que seja visível a 100 metros de distância. Em auto-estradas e vias rápidas, devemos colocar o triângulo de emergência a uma distância nunca inferior a 30 metros do automóvel parado e, em vias com dois sentidos, utilizam-se dois triângulos, cada um a pelo menos 30 metros do automóvel.

Colocar bem os triângulos requer o cumprimento das regras de segurança (colete refletor, quatro piscas e sinalização correta do veículo), uma tarefa que implica um risco para a segurança da via em casos de fraca visibilidade. Segundo dados do Ministério do Interior, em 2018 20% dos atropelamentos em vias convencionais aconteceram quando os ocupantes abandonaram o veículo para sinalizar um acidente ou uma avaria.

Diferenças entre o Help Flash e os triângulos de sinalização

  • O processo de sinalização com triângulos pode demorar pelo menos 8 minutos. Obriga a sair do veículo e a colocá-los à distância correta.
  • O uso de dispositivos como o Help Flash evita o abandono do veículo já que adere magneticamente ao tejadilho do veículo.
  • O Help Flash proporciona melhor visibilidade dos que os triângulos (até 1km de distância) e menos tempo para sinalizar a incidência. Facilita uma assistência mais rápida uma vez que, assim que for ativado, através da app, transmite automaticamente a localização e os dados pessoais à seguradora.

Características do Help Flash

  • O Help Flash Smart está dotado de tecnologia LED para emitir uma luz de emergência intermitente ou fixa.
  • O dispositivo é autónomo, já que possui bateria própria (mais de duas horas e meia de autonomia com uma pilha alcalina de 9V).
  • É um gadget compacto que pode ser guardado no porta-luvas.
  • É válido para motos.
  • É compatível com todo o tipo de condições meteorológicas, chuva, neve, vento ou nevoeiro.
  • Serve como lanterna LED 360º,até 5 horas de autonomia.

 

Os triângulos de sinalização vão desaparecer em cinco anos

Sabia que a Direção Geral de Trânsito de Espanha quer eliminar os triângulos de sinalização e substituí-los por sinais luminosos? Por agora, é apenas uma proposta. A intenção é que num prazo de 5 anos o triângulo seja progressivamente substituído. Atualmente, a regulamentação apenas recomenda o uso de um dispositivo luminoso como elemento opcional. O principal motivo para a eliminação do uso de triângulos de sinalização é evitar o número de atropelamentos que se registaram em 2018.

O ano de 2025 é a data limite. O uso de dispositivos de sinalização luminosa como o Help Flash já conta em Espanha com a homologação necessária para que seja utilizado. A DGT recomenda que sejam levados no automóvel, ainda que, de momento, não sejam obrigatórios. Em países como o Reino Unido, o debate para a erradicação do uso dos triângulos é já antiga.

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