Use a sua impressão digital para arrancar o carro: assim funciona esta tecnologia

12 Agosto | 2019 | Goodyear

As novas tecnologias avançam a um ritmo imparável e não deixam de fora o mundo do automóvel. Ao entrar num veículo deparamos-nos hoje com um manancial de tecnologia e os automóveis converteram-se, praticamente, numa extensão da sala da nossa casa. Já é possível há algum tempo ver televisão, ouvir música com alta qualidade sonora e muito mais… A última novidade: arrancar o carro com a impressão digital.

Ainda que pareça uma coisa saída de um filme, este avanço estará normalizado dentro de pouco tempo, já que é uma funcionalidade muito prática. Os objetivos fundamentais são a segurança, a comodidade e a redução ao máximo do uso de dispositivos. As primeiras marcas que apresentam este gadget são as coreanas.

O reconhecimento por impressão digital é hoje normal nas casas, nos terminais móveis, nos computadores e, agora, chega ao mundo dos automóveis. Poupa-nos de levar a chave no bolso e evita a sua perda, com o custo que isso sempre acarreta.

A impressão digital é um dos nossos dados biométricos, ou seja, os dados únicos de cada pessoa que nos permitem diferenciar a identidade das restantes. É, sem dúvida, uma alternativa perfeita para fugir das inúmeras senhas e códigos pin que usamos no nosso quotidiano em todos os dispositivos e aplicações que utilizamos.

Um modelo a seguir

As marcas de automóveis estão a seguir com muito interesse a identificação por impressão digital. A marca coreana Hyundai está a desenvolver um sistema em que, através de um sensor colocado na porta do veículo, o condutor pode aceder ao automóvel e ligar a ignição.

Adicionalmente, ao identificar a impressão digital será possível personalizar o veículo de acordo com os gostos e medidas do condutor, no caso de existirem vários perfis de utilizador criados em cada automóvel. Ou seja, adaptar-se-á a posição do volante, do assento, a iluminação, os espelhos retrovisores, etc., convertendo-se num equipamento de série e não num extra, como acontecia até agora. Os coreanos serão assim os primeiros a introduzir este gadget num automóvel de série “acessível” e falo-á num dos seus modelos mais vendidos, o Santa Fe. O veículo não arrancará sem que seja posto o dedo na célula para si habilitada.

Opções disponíveis

Para aqueles que não podem esperar pelo Santa Fe, há uma solução. Chama-se Biometric Immobiliser e permite instalar no carro um sistema biométrico de bloqueio e imobilização. Ou seja, podemos ligar o motor mediante o reconhecimento da impressão digital. O sistema permite, inclusive, memorizar 30 impressões digitais na sua base de dados.

E quanto custa instalar este sistema? A instalação sairá à volta dos 500 euros e pode ser colocado em qualquer automóvel mediante um kit.

A tecnologia de impressão digital aplicada ao automóvel é uma realidade. Já existe um carro no mercado que conta com ela, ainda que não seja muito acessível. Falamos do Bentley Bentayga de 2018. Esta joia automóvel oferece um dispositivo com um scanner de impressão digital na consola central, como se fosse uma caixa de segurança. Esta opção neste veículo não vem de série, é opcional.

Outra das marcas que está a apostar neste avanço é a Audi. Está a implementá-lo no seu carro estrela, o Q8 E-tron Concept. O SUV coupé da marca alemã poderá, dentro de pouco tempo, instalar de série um sistema de arranque através da impressão digital em caso de perda da chave. Outra das opções em consideração pela Audi é um código alfanumérico.

A Ford possui também algo semelhante: a marca norte-americana decidiu não apostar no leitor de impressões digitais e optou, antes, pelo arranque com um código PIN, ainda que o sistema não se encontre normalizado nos seus modelos. Outros fabricantes como a DS (a marca de luxo do grupo PSA), Volvo ou Mini possuem aplicações móveis através das quais é possível abrir o carro sem a chave e, inclusivamente, arrancá-lo.

Um sistema com vantagens

Outra das vantagens do uso da impressão digital nos veículos é que não serão precisos puxadores ou maçanetas nas portas, já que ao colocar o dedo na célula de leitura, a porta abrir-se-á sozinha como se de um táxi japonês se tratasse. O facto de não existirem puxadores melhora a aerodinâmica.

Muito se fala do futuro deste sistema e não parece que venham a existir problemas com a sua implantação. Para já, aparecerão como extras nos veículos “normais” mas, como tudo, acabarão por ser funções instaladas de série.

Que ninguém tenha a menor dúvida que o arranque por impressão digital é a chave do futuro. É até cinco vezes mais segura que as chaves convencionais, incluindo as inteligentes. Os especialistas asseguram que a probabilidade de erro é de 1 em 50.000. Em breve só vamos precisar de um dos nossos dedos para arrancar o carro.

 

Good Year Kilometros que cuentan