Lagoa das Aves, Lagoa de Albufeira

17 Fevereiro | 2016 | Goodyear

A Lagoa de Albufeira oferece um ambiente único e perfeito quando chega a altura da praia. Mas, também fora da época alta, é o lugar ideal para levar os nossos filhos para o contacto com a natureza neste princípio de primavera. Para além do muito espaço que aqui há para se correr e brincar, esta é a altura em que voltamos a ver as garças ou as lontras, fazendo do espaço de interpretação da Lagoa Pequena um destino de eleição para levarmos as crianças.

Passeio na natureza

As zonas húmidas como a Lagoa de Albufeira ou o Estuário do Tejo, são elementos fundamentais na biodiversidade em Portugal. Funcionam como locais de residência e repouso nas migrações de um vasto conjunto de espécies, nomeadamente aves aquáticas e, por isso, são de grande importância internacional. É da observação de ecossistemas como estes que obtemos uma série de informações determinantes para entendermos como o Homem impacta na vida dos animais selvagens e como estes mudam os seus hábitos, pressionados pela poluição, desertificação dos habitats, políticas de ordenamento do território ou incêndios florestais.

A Lagoa de Albufeira fica na sempre agradável região de Sesimbra, no final da EN377, zona que parece ter sido bafejada pela sorte quando toca aos atractivos da natureza. Protegida do mar pelo cordão de dunas, criou-se aqui um espelho de água na qual um vasto conjunto de animais habita. Se o verão traz milhares de turistas todos os dias e a temperatura convida a entrar dentro de água, nesta altura do ano e no recato da zona interior, conhecida como Lagoa Pequena, os nossos olhos encontram um cenário bastante diferente.

As três “lagoas”

Deixe o carro no parque do centro de visitantes do Centro de Interpretação da Lagoa Pequena, agarre num dos mapas ali disponíveis e vá à aventura. Na entrada da lagoa fica um extenso caniçal conhecido como Lagoa da Estacada, onde foram construídos há cerca 4 anos alguns observatórios. Daqui, e se conseguir acalmar as crianças para ter o silêncio necessário, vai poder ver um riquíssimo conjunto de aves que, ao longo do ano, aqui passam ou nidificam. É o caso do rouxinol-bravo, do verdilhão, do tentilhão, do gaio ou do caimão, uma bonita espécie que visita as margens logo pela manhã.

Do outro lado da lagoa ficam as garças-vermelhas, o guarda-rios ou o roxinol dos caniços, acompanhadas ao final da tarde de algumas aves de rapina que voam mais alto, sobrevoam o caniçal e, por vezes, mergulham em vôo picado. Mais perto da barra, na lagoa grande já sob a influência do mar, são as gaivotas e os garajus a dominar os céus.

Para além das aves, são as lontras fazem as delícias da pequenada. Mas fique de sobreaviso: estes fofos e divertidos roedores precisam de grande esforço e preserverança para serem detectados. A família do autor destas linhas já aqui esteve um par de vezes vezes e nunca conseguiu vislumbrar muito mais do que alguns focinhos à tona da água. Leve os mais pequenos exploradores lá de casa, tire o pó aos binóculos e conte-nos depois as suas aventuras. Desejamos-lhe sorte!

Good Year Kilometros que cuentan