Lagos de esmeraldas

A menos de dois quilómetros de Lagos, perto da Praia da Luz, há um tesouro à vista de todos: Lagos de esmeraldas

A menos de dois quilómetros de Lagos, perto da Praia da Luz, há um tesouro à vista de todos. Mas, por muitas descrições que nos tivessem feito da Ponta da Piedade, este é um “segredo” que tínhamos que conhecer por nós próprios.

O acesso é fácil e simples: descemos uma longa escadaria e encontramos uma pequena enseada onde os pescadores esperam-nos. Começa a crescer em nós a sensação que somos personagens de uma história de Enid Blyton e que num destes barcos se esconde uma aventura.

 

A remos ou a nado
A quantidade de atividades possíveis nesta zona são de fazer inveja a qualquer apaixonado pelo mar como nós: canoagem, mergulho e observação de aves são algumas delas, mas no topo da nossa lista estava uma visita à famosa Ponta, onde a elegância e a claridade do azul e verde-esmeralda, num fantástico degradée de tons, são matéria para postais de férias.

Para além dos pescadores, para alguém com mais espírito de aventura, a opção está entre o kayak ou experimentar um passeio a nado. Ao alugarmos o nosso barco na Praia da Batata, alertaram-nos: óculos e tubo de respiração são equipamento essencial. Aqui a claridade do mar e a temperatura da água tornam irresistível a experiência de um mergulho.

 

Lagos - Quilometrosquecontam

A inveja das coisas simples
Sempre por águas calmas e límpidas, no caminho para a Ponta da Piedade, vamo-nos cruzando com pequena baías, cavernas, reentrâncias na rocha e arcos esculpidos pelo mar ao longo de milhares de anos, alimento da imaginação de muitas gerações. Os pescadores da zona aprenderam a reconhecer cada formação por um nome: “A Chaminé”, “O General De Gaulle”, “As Belas-Artes”, “O Submarino” e, não podia faltar, “A Gruta dos Amores”.

Acima dos mais de 20 metros de altura das rochas, onde nidificam, podemos ver o voo das garças e falcões peregrinos, numa visão que nos recorda que este não é o nosso reino. Aqui mandam outras criaturas: o mar, o vento, as rochas e aqueles que aqui habitam. Ao regressarmos a casa, não conseguimos deixar de os invejar…