Histórias em ruínas: 7 locais abandonados em Portugal

Abandonados mas não esquecidos: damos a conhecer 7 locais abandonados cheios de magia e mistério. Uma aventura por hotéis e palácios inesquecíveis.

Cheios do romantismo que a ruína e a decadência lhes emprestam, Portugal tem a sua boa dose de locais abandonados. Há velhos hotéis, fábricas e palacetes em ruínas escondidos no meio de bosques e serras, parados no tempo. Todos eles têm uma história melancólica e triste para contar, a única real justificação para não tenham hoje outra vida. Se gosta de histórias de fantasmas ou de exercitar a imaginação com o passado, este roteiro é para si. Escolhemos 7 dos mais belos edifícios e locais abandonados do nosso país, cada um deles com o seu charme próprio.

Atenção! São locais em ruína, de estruturas instáveis e inseguros para o visitante. Não tome riscos desnecessários. Contudo, mesmo de fora, as suas arruinadas fachadas e jardins são motivo suficiente para os explorarmos.

1. Mosteiro de Santa Maria de Seiça

A 20 quilómetros da Figueira da Foz, foi construído no século XII e passou pelos beneditinos e ordem de Císter. Usado primeiro com finalidade religiosa e depois como fábrica de descasque de arroz, há aqui uma curiosa mistura de arquiteturas. Com 5 séculos de habitação por monges, não faltam relatos de “presenças estranhas” e recebe visitas dos estudiosos do “paranormal”. Esteve abandonado durante mais de 40 anos mas há agora um projeto para a sua reabilitação.

2. Restaurante Panorâmico de Monsanto

O local é um dos mais fabulosos nos arredores da capital. No alto de Monsanto construiu-se um restaurante de luxo em finais dos 60 com uma vista completa para a cidade. A 200 metros de altitude, o edifício é um marco bem reconhecível na paisagem e toda a cidade assistiu à sua degradação. Esteve sempre acessível para os aventureiros que o quisessem visitar mas a Câmara Municipal de Lisboa tem planos de futuro. Está agora aberto como miradouro e prepara-se a renovação do espaço para breve.

3. Hotel Termal Serra da Pena

A 5 quilómetros de Sortelha este hotel abandonado é um testemunho de como avança a ciência. Quando foi criado acreditava-se que a radiação tinha características terapêuticas como se fosse água termal. Foi conhecido como Hotel Águas de Radium e, depois de se conhecer a verdade sobre o urânio, acabou por falir na década de 50. Já houve planos para o transformar de novo em hotel mas há quase 70 anos que permanece desocupado.

4. Palácio da Dona Chica

Este palacete de ar romântico e repleto de pequenos recantos sempre teve o entretenimento como principal função. Foi mandado construir nos arredores de Braga por uma herdeira de uma fortuna brasileira para albergar grandes festas. Mandou vir árvores tropicais do Brasil mas o seu divórcio acabaria por ditar o fim das obras. Chegou a ser bar, discoteca e restaurante mas desde meados dos anos 90 que está desocupado.

5. Monte Palace

Locais Abandonados

Esteve aberto apenas durante um ano antes de encerrar por razões financeiras. Agora o Monte Palace é uma espécie de cicatriz que a natureza quer engolir em São Miguel. Nunca chegou a garantir a quantidade suficiente de hóspedes para garantir a viabilidade, mesmo que a ilha tenha encantos suficientes. A aposta era num turismo de luxo, ligado ao casino que nunca abriu, que acabou por não funcionar na região. Foi recentemente adquirido por investidores asiáticos e aguarda-se a sua recuperação.

6. Hotel Foz da Sertã

Em Cernache de Bonjardim, o Foz da Sertã foi construído na margem do Zêzere. Haveria aqui uma estação de engarrafar águas medicinais entretanto desativada. Terá recebido hóspedes entre as décadas de 50 e 70 e depois ocupado por regressados das ex-colónias, em 1974. Hoje já só restam as paredes e não se lhe conhece nenhum projeto de recuperação. Resta o silêncio do interior, quebrado pelo som da vida que cresce ao redor do rio.

7. Torre do Inferno ou Palácio do Rei do Lixo

Em Cóina, perto da EN 10, este edifício foi construído numa antiga quinta adquirida por um comerciante de lixo. Diz-se que a torre foi edificada para que o proprietário conseguisse avistar a sua quinta de Alcácer do Sal. Contudo, acabou por nunca ser habitado e as suas obras foram interrompidas em 1914. Passou por diversas mãos ao longo do século XX mas um incêndio nos anos 80 ditaria o seu abandono.