Monsaraz: “museu aberto”

A vila medieval é uma povoação que nunca precisou de ser grande para merecer uma visita pausada: seja de mouros, castelhanos, cruzados ou turistas

Na planície alentejana, conhecedora de tantas histórias, ergue-se uma colina que, imperturbável ao longo de séculos, é o farol de tudo em volta: a velha e nobre Monsaraz. A vila medieval é uma povoação que nunca precisou de ser grande para merecer uma visita pausada: seja de mouros, castelhanos, cruzados ou turistas.

Situado muito perto da fronteira com Espanha, território que durante séculos vigiou, o castelo de Monsaraz mantinha o controlo sobre a linha do Guadiana. Aqui encontramos uma História turbulenta,  feita de combate e sobrevivência, que começou em tempos megalíticos e continuou como castro pré-histórico no qual se sucederam, sem pausas, romanos, visigodos e muçulmanos, sobre uma economia agrária e pastoril. A vila foi tirada das mãos dos muçulmanos em 1167 por uma personagem semi-lendária, Geraldo sem Pavor, e novamente por D. Sancho II em 1232, com a ajuda dos misteriosos Templários. Viveu idades de esplendor e maior relevância, como povoação mais importante das três freguesias circundantes, mas em 1838 deixou de ser sede de concelho.

O inescapável castelo de Monsaraz
Testemunha de muitos feitos ao longo dos séculos, o castelo onde moraram templários e que, durante um breve período, albergou tropas castelhanas antes da batalha de Aljubarrota, recebe hoje o visitante com aquele ar calado que só a História acumulada confere. Uma planta quadrangular, rodeada por uma muralha em pedra de xisto reforçada por torres, protegem a praça de armas onde estão a alcáçova e a torre de menagem. Os sábios construtores do passado escolheram o granito para a cantaria das portas, toque que reforça toda a solenidade do conjunto.

Do alto do monte, o visitante pode contemplar toda a vila e a planície quase infinita do Alentejo, como a observaram durante tanto tempo as quatro civilizações que por aqui já passaram.

 

Monsaraz


Da água ao céu

Não muito longe da vila encontra-se a barragem do Alqueva, o maior lago artificial da Europa e a maior reserva de água de Portugal. O enchimento da albufeira começou em 2002, depois de 50 anos de estudos e projetos, e pretende irrigar o Alentejo e desenvolver a agricultura moderna na zona, combatendo assim a desertificação.  Para além das pequenas ilhas, até 440, a zona em volta deste espelho de água é considerada um dos 25 melhores locais no mundo para a observação de estrelas. O cenário noturno no Alqueva Dark Sky, nome desta reserva astronómica, permite observar a Via Láctea e a Galáxia de Andrómeda a olho nú, e já foi cenário para astrofotografias premiadas por todo o mundo.

De fácil acesso, Monsaraz é sem dúvida nenhuma um local a descobrir num fim de semana de escapadela: poucas zonas do nosso país guardam ainda tantos segredos e atividades, com um charme assim, verdadeiramente ímpar.

  • Ne3o adivinhei! Je1 le1 pesasi uns dias e vale a pena comer le1 um dia(sf3 um, porque quem leva famedlia pense em 4 cts por cabee7a…).Em Arraiolos, he1 um restaurante cujo nome ne3o me lembro, mas o ensopado de borrego e as sobremesas fazem com que o visitante tenha que ser retirado com uma grua. Vai muito mais em conta e ne3o fica muito atre1s.A Pousada em si e9 uma obra prima de arquitectura e desafio quem quiser a olhar o edifedcio de Arraiolos (como na foto) e encontrar a note1vel e espectacular parte moderna que e9 a maior e1rea da pousada mas que ne3o se consegue ver ou altera a vista geral.Ou seja, quem ne3o foi, ainda ne3o viveu tudo!