Museu da eletricidade: a história da energia em Lisboa

31 Janeiro | 2019 | Goodyear

E que tal um fim-de-semana diferente para descobrir como chega a eletricidade às nossas casas? A Goodyear leva-o ao museu da eletricidade para mostrar às crianças, de uma forma divertida, qual a importância da energia elétrica.

O Museu da Eletricidade, em Lisboa, pertence à Fundação EDP e faz parte do Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia (MAAT), um tema que abordámos recentemente. Por aqui podem testemunhar-se a evolução da produção de energia elétrica do passado ao presente, perspetivando o futuro. O museu acaba por combinar a ciência e a arqueologia industrial, partilhando, atualmente o espaço com exposições temáticas e experimentais, a que se juntam também eventos culturais e empresariais.

Companhia histórica

Na zona de Belém, o terreno em que o Museu foi construído, no início do século XX, é por si só um motivo de interesse. São terrenos conquistados pela cidade ao Tejo, no final do século XIX, bem próximo de outros monumentos históricos, mais ou menos recentes, da cidade. É o caso do Mosteiro dos Jerónimos, do Centro Cultural de Belém, da Torre de Belém, do Padrão dos Descobrimentos, do Palácio e Museu da Presidência da República Portuguesa, ou da Cordoaria Nacional.

O imóvel onde o museu está implantado, está classificado como de interesse público. E este conceito, tem também muito que se lhe diga. Um imóvel é considerado de interesse público quando a sua proteção e valorização representa um valor cultural de importância nacional, mas para o qual seria exagerada a classificação de interesse nacional.

A velha senhora

O museu foi desenvolvido no perímetro da antiga central termoelétrica – Central Tejo – onde era produzida a energia para abastecer a cidade. O museu abriu as portas em 1990 e dez anos depois os edifícios e equipamentos foram reabilitados. Reabriu ao público em 2006.

É um mundo mágico para os mais pequenos agora que tem uma programação melhorada ao nível cultural e multidisciplinar. Além da exposição permanente que demonstra e explica, através da maquinaria original da antiga Central Tejo, como funcionava e qual era o ambiente de trabalho que aí se vivia, há muito mais.

Há exposições temporárias, espaços didático, lúdicos versando tema das energias e são também promovidos jogos pedagógicos sobre o tema. Há ainda uma área focada na energia solar no exterior do edifício.

Central Tejo

Originalmente, a Central Tejo era uma central termoelétrica. Construída em 1908, funcionou entre 1909 e 1972. No entanto, a partir de 1951 era utilizada apenas como central de reserva, ou seja, funcionava apenas para complementar a oferta de energia das centrais hídricas. Deixou de funcionar em 1975. E renasceu em 1990, como Museu da Eletricidade. Após obras, reabriu novamente em 2006.

O Circuito Central Elétrica é talvez a mais fascinante exposição do local. Afinal, apresenta a maquinaria original, em perfeito estado de conservação. É através deste equipamento que a história da fábrica é contada. Acresce ainda todo um espólio relacionado com a evolução da eletricidade até às energias renováveis.

Segundo o site da Fundação EDP, é um “espaço de ciência de base industrial” e também “um dos polos museológicos mais visitados em todo o país”. O próprio edifício é um exemplar único da arquitetura industrial do início do século XX. É um edificado com “uma imponente estrutura de ferro revestida a tijolo”, que revela, nas suas fachadas diversos estilos artísticos, desde a arte nova ao classicismo. É ou não motivo que chegue para ser considerado de interesse público? Pode ler toda a história da central no site da Fundação EDP.

Coleção do Património Energético

A coleção do património energético é também impressionante. O tema é, não podia deixar de ser o sector energético nacional, designadamente o setor elétrico. O acervo remonta ao século XIX.
São 3500 peças, inventariadas em núcleos temáticos, que poderão despertar o interesse do seu jovem rebento para a engenharia industrial. São aparelhos de medida, contadores, eletrodomésticos, iluminação, material de laboratório, entre muitos outros objetos que há muito – ou pouco tempo – deixaram de fazer parte do nosso dia-a-dia.

Esta coleção, que começou a ser construída em 1998, resulta da recolha de peças e equipamentos dispersos por várias instalações da EDP com o objetivo de preservar, conservar e divulgar um património histórico herdado das várias empresas de produção, transporte e distribuição de energia elétrica do país.

Faz naturalmente parte desta grande coleção, toda a maquinaria e equipamentos originais da Central Tejo. Acrescem ainda outras peças provenientes de ofertas particulares e institucionais.

O que ver além do circuito Central Elétrica

Agora que o Museu da Eletricidade é parte integrante do Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia (MAAT), e uma vez que falámos sobre este museu recentemente, recorra ao nosso artigo para ver o que pode ver nos vários polos museológicos. Estão agendas quase duas dezenas de exposições para o corrente ano. As primeiras mostras inauguraram no final de janeiro.

Um espaço de cultura tecnológica para despertar o pequeno engenheiro que existe em cada um de nós, em particular nas crianças.

Good Year Kilometros que cuentan