Museu História Natural e Ciência: aliens e dinossauros!

Dos laboratórios do século passado à robótica, o Museu História Natural e Ciência é uma visita por (quase) todos os ramos do saber!

O Museu Nacional de História Natural e da Ciência, na Rua da Escola Politécnica em Lisboa, é um local diferente de muitos dos espaços de exposição científica que encontramos pelo país, como é o caso dos Centros Ciência Viva, por exemplo. Para além de se celebrar aqui o conhecimento, é o respeito pela sua História, pelo processo de “como sabemos o que sabemos”, que o torna singular. Assim, há tempo para recordar como era um laboratório do século XIX e, mais à frente, encontrar uma exposição de fotografia moderna, visitar um borboletário ou assistir a uma sessão do planetário. Da matemática à biologia, os ramos de saber que aqui passam são incontáveis, e nunca faltam motivos para justificar uma visita com as crianças.

O MUHNAC – Museu Nacional de História Natural e da Ciência sucedeu em 2011 ao Museu Nacional de História Natural e ao Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, integrando as suas coleções, os antigos edifícios da Escola Politécnica, o Jardim Botânico de Lisboa e o Observatório Astronómico de Lisboa. A sua origem remete-nos à segunda metade do século XVIII e à coleção do Real Museu de História Natural e Jardim Botânico, depois transferida aqui para a sede da Escola Politécnica. Até ao princípio do verão de 2017 o Jardim está a sofrer obras de recuperação, sendo que o Borboletário não deverá abrir este ano, e Lisboa aguarda ansiosamente para regressar a este espaço tão agradável.

Uma História Chimica

A visita ao museu começa inevitavelmente pelos históricos Amphiteatro e Laboratorio Chimico, uma das jóias da coleção e, possivelmente, o único sobrevivente dos grandes laboratórios de ensino e de investigação das universidades europeias. Desde a sua construção que se elogia a monumentalidade, funcionalidade e elegância do espaço. Num primeiro impacto, o Laboratorio tem relevância pela sua beleza, singularidade e atmosfera autêntica que proporciona a quem o visita. Expostos em vitrinas e bancadas estão os instrumentos da época ao lado de dezenas frascos com os mais variados produtos químicos.

Na sala ao lado, o Amphiteatro, é impossível não baixar a voz para evitar uma reprimenda do professor e respeitar este templo de conhecimento. Mais à frente, na Sala José Rodrigues, voltamos aos balões, pipetas e bicos de bunsen, num espaço que é usado simultaneamente pelos visitantes e pelos conservadores do museu que recorrem a estas bancadas para o trabalho de catalogação e investigação das coleções.

Os “aliens” na História da Terra…

Desde as estranhíssimas criaturas, semelhantes a aliens de um filme de Hollywood, do Câmbrio até aos esqueletos dos primeiros símios, passando pelos inevitáveis dinossauros, a História Natural é, como é óbvio, uma das linhas condutoras das exposições do MUHNAC. Na Sala da Baleia, por exemplo, exibem-se espécies de invertebrados, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos da fauna portuguesa, mas também blocos de notas e ilustrações científicas, a ilustrar como funciona o processo do conhecimento e da sua transmissão, tema que continua mais à frente quando passamos em revista o espólio de materiais da Escola Politécnica.

Museu História Natural e Ciência: aliens e dinossauros!

…e os “aliens” da galáxia!

Mais um elemento deste puzzle de conhecimento, o Planetário do Museu Nacional de História Natural e da Ciência tem uma sala com 38 confortáveis lugares para contemplarmos céu do hemisfério norte e do hemisfério sul. Mais pequeno do que o seu colega de Belém, o Planetário Calouste Gulbenkian, tem a vantagem de ser mais intimista e o operador poder interagir mais facilmente com o público. A escolha dos temas das sessões também é um pouco diferente do habitual, com exemplos como “A Astronomia dos Lusíadas” ou “Histórias de Estrelas e Planetas”, onde se conta como os navegadores de antigamente usaram as estrelas para a Expansão Portuguesa. Em o “Céu de Galileu” os mais pequenos são convidados a conhecer pessoalmente esta seminal figura histórica, enquanto ele nos relata os astros e as estruturas que observou, o que viu e Como viu? A Via Láctea, a Lua, o Sol, Júpiter, as Plêiades, o Presépio, são alguns exemplos… Mas há mais!

Será que o seu filho é um génio da robótica?

Para além das exposições temporárias e das coleções aqui sediadas, o Museu organiza eventos regulares para os mais pequenos. O Clube de Robótica, por exemplo, destina-se a pares de crianças com mais de 7 anos e a um dos pais. Há várias sessões por mês durante as quais são cobertos os temas necessários a entusiasmar as crianças para a engenharia e para a brincadeira. Com a acessibilidade dos sistemas LEGO Mindstorms, vai ver que num ápice vão estar a desenhar e construir os vossos próprios robôs.

Para a faixa entre os 7 e os 12 anos, o workshop de Desenho Científico ensina os criativos mais pequenos a trabalhar com a tela, para uma dia criarem uma das magníficas ilustrações que vemos um pouco por todo o museu. Mas, se o seu filho tem aquilo que é preciso para ser um barra na matemática, os Puzzles com Poliedros e Números podem ser justificação para momentos muito divertidos.

O Museu aluga também espaços para aniversários, com animação personalizada para criar uma festa original que os seus filhos irão adorar e tem programas específicos para as férias escolares. Esteja atento à agenda, porque a programação é muito variada e, apostamos, vai encontrar motivos para passar a visitar o Museu Nacional de História Natural e da Ciência uma vez por mês! Até há um clube…