12 dias, 12 Músicas de Natal

Será que há músicas de natal perfeitas? Tentamos responder à questão com uma playlist para vos acompanhar nos 12 dias que faltam para a consoada.

Conseguir um clássico capaz de entrar para a lista das músicas de natal intemporais, é uma missão épica. Ninguém sabe bem o que faz a canção de natal perfeita, mas todos a reconhecemos quando ouvimos. Traz sentimentos de nostalgia, felicidade, exaltação ou fé, em diferentes quantidades, para diferentes “natais”. É por isso que é tão difícil escrever um clássico de natal: o natal de cada um de nós é único e feito pelas memórias das pessoas com quem os partilhámos. Só nós é que temos saudades desses momentos, porque foram apenas nossos e são irrepetíveis. Mesmo assim, há quem tente, e consiga, escrever e interpretar músicas de natal perfeitas: conheçam a nossa playlist para 2017.

 


 

Depois de rebentar para a ribalta em 2013, Austin Mahone promove agora novo disco com uma pausa para o natal. É o clássico mais clássico de todos os temas de natal, Silent Night, aqui com uma interpretação muito emocional. Depois dos vídeos virais, em 2018 o jovem de 21 anos quer provar o seu talento.

Sia junta-se ao já largo panteão de cantores com álbuns de Natal com o álbum Everyday Is Christmas.
Santa’s Coming for Us é um tema agitado, em que nos cantam sobre as alegrias do Natal. Além disso, a cantora fez chegar às lojas conjuntos de ornamentos natalícios personalizados por si.

Gwen Stefani junta-se também às divas de Natal com seu primeiro álbum sobre a quadra. You Make It Feel Like Christmas, é uma mistura em partes iguais de versões intemporais e originais. O tema título foi escrito a meias com Blake Shelton, um dos nomes top da country americana.

Peanuts & Fallon

Passados 10 anos, Josh Groban reeditou o seu celebrado álbum de Natal, juntando-lhe seis novos temas. Em Christmas Time Is Here aparece ao lado de Tony Bennett a reinterpretarem este original do filme “A Charlie Brown Christmas”. Bem a propósito, a nova versão chega com um vídeo clip de animação que muito honra os saudosos Peanuts.

Que ensemble e que espírito! Jimmy Fallon junta-se a dois monumentos da música para celebrar o natal. Os Roots já eram velhos companheiros de programa mas veio também Sir Paul McCartney e o espírito de desbunda instalou-se. A alma da quadra é mesmo esta, sorrisos no rosto e diversão, sentimentos que Wonderfull Christmastime tem de sobra.

Unidos em dueto para 2017, Shanya Twain e Nick Jonas fazem aqui uma mistura country/pop com ingredientes de balada natalícia. Say All You Want faz parte do regresso da cantora canadiana, que lançou em 2017 o seu primeiro álbum nos últimos 15 anos. O duo não será uma completa surpresa para os fãs, já que a antiga estrela dos Jonas Brothers admitiu anteriormente que Shania foi sua primeira paixão quando criança.

Imitando uma tradição iniciada pela Amazon Music, o Spotiffy lançou uma playlist de natal com gravações exclusivas de clássicos e originais por artistas de topo, incluindo Wyclef Jean, Miley Cyrus, DMX e, neste exemplo, Demi Lovato. Interpretada em formato standard, a cantora deixa uma versão de I’ll be Home For Christmas.

Depois de ter gravado Rockin’ Around The Christmas Tree ainda como Hannah Montanna, Miley Cyrus reeditou o tema para a quadra de 2017. Curiosamente, depois de algumas voltas, Miley está de regresso a um som mais country e não está assim tão distante da sua interpretação original. É um circulo que se completa.

Natal sem melancolia não é Natal

Voltemos a um Justin Bieber muito mais jovem mas já na ribalta. Mistletoe, de 2011, é uma mescla reggae/R’n’B com um tom íntimo mas celebratório. Apesar da colagem óbvia a Jason Mraz, soa fresco e natalício qb para imaginarmos passar no natal numa ilha.

À maneira típica do Natal, em Santa Tell me encontramos Ariana Grande a fazer um pedido ao Pai Natal. Só que a cantora quer um namorado e não pode ser um qualquer. Tem que estar presente, dedicar-lhe atenção e não pode desaparecer no ano seguinte. Não é coisa pouca e até São Nicolau pode ter dificuldade em meter tal presente na chaminé.

Em Have Yourself A Merry Little Christmas, Sam Smith não traz novidades para o estilo que bem lhe conhecemos. Não está a reinventar a roda, mas Smith traz a paixão necessária para um tema tão emocional. A voz é polida sem ser brilhante, e tem o tom triste que funciona a preceito para uma canção entre a luz e a escuridão.

É a fórmula que já conhecemos na banda e traz bons frutos aos Coldplay. Christmas Lights arranca melancolicamente ao piano, para depois ganhar dinâmica e terminar em tom épico. Não há aqui nada de novo, mas nunca foi isso que se procurou no natal. Afinal, aquilo que gostamos nesta época é o conforto de pessoas e tradições que conhecemos bem e não desiludem. E, nesse campo, a banda de Chris Martin cumpre completamente as expetativas.