Comer o melhor peixe fresco na Nazaré

28 Agosto | 2019 | Goodyear

Desde que as ondas gigantes da Praia do Norte começaram a correr mundo, a Nazaré tornou-se, subitamente, num destino turístico de eleição, não só pelos surfistas à procura de emular Garrett McNamara mas também por muitos visitantes em busca da beleza e da gastronomia de uma das mais típicas vilas piscatórias portuguesas.

A pesca é, precisamente, a atividade que fez da Nazaré o que ela é hoje, o ganha-pão de uma comunidade inteira antes do turismo mudar o modo de vida da vila situada no centro do país. “Não vás ao mar, Tóino”, rezava a velha canção popular, e ainda hoje a arte xávega, a pesca artesanal feita com rede de cerco, marca o dia a dia da Nazaré, trazendo para terra o peixe fresco que faz as delícias de quem vai comer aos muitos e bons restaurantes da localidade.

O fenómeno das ondas gigantes foi importante para o renascimento da vila mas o turismo já fazia parte da vida da Nazaré antes de ser invadida por aventureiros desejosos de surfar uma onda de 30 metros. O extenso areal das suas praias – a do Norte, a do Sul e a da vila – já atraíam muitos veraneantes durante os meses de verão, em busca também das suas pitorescas ruas estreitas e do centenário Ascensor que leva ao Sítio e à sua impressionante panorâmica sobre a costa e à Ermida da Memória.

O peixe sempre fresco

Quem visita a Nazaré vai também à procura do magnífico peixe fresco que marca a gastronomia local. E há muito por onde escolher no que ao comer bem diz respeito e o boom turístico dos anos mais recentes levou ao aparecimento de muitos e bons restaurantes que se juntaram às casas mais antigas que já faziam as delícias dos comensais.

Um desses locais de culto piscatório é a Taberna da Adélia que, ao longo do tempo, se transformou de uma pequena tasca de pescadores num dos restaurantes mais conhecidos da Nazaré, onde o normal é haver filas à porta para comer o peixe sempre fresquíssimo que ali é servido todos os dias.

Bem perto do local onde se apanha o ascensor até ao Sítio fica O Santo de Aníbal, nome inspirado na famosa personagem imortalizada por Roger Moore. O petisco principal é o berbigão fresco, servido com um molho de tomate e cebola que é receita da casa, mas também vale a pena experimentar a amêijoa e a sapateira.

Bem lá no alto, no Sítio, encontramos a Casa Pires, onde a sardinha é a rainha, bem secundada pelos “súbditos” cherne e robalo e pela caldeirada feita com peixe sempre fresco. No extremo sul da Praia da Nazaré fica o Aki-d’el-Mar, casa com 15 anos de existência, onde o marisco é o prato forte da ementa, ou não fosse criado em viveiros próprios e depois depurado. 

Um pouco mais longe da praia fica o Pangeia, onde a cozinha é menos tradicional mas repleta de surpresas deliciosas. Instalada numa vivenda reconvertida com vista sobre a vila, a casa tem como grande especialidade o polvo, servido de várias maneiras: grelhado, assado, cozido, em carpaccio ou com arroz malandrinho.

Faça-se então à estrada e só pare na Nazaré, a vila piscatória onde o peixe é sempre fresco.

 

Good Year Kilometros que cuentan