As melhores rotas do norte de Portugal

17 Janeiro | 2020 | Goodyear

Apresentamos uma seleção das melhores rotas pelo norte publicadas no blog da Goodyear

O norte de Portugal tem muito para descobrir, do litoral ao interior, dos parques naturais às regiões vinícolas, das cidades históricas à beleza das paisagens naturais. Deixamos-lhe uma seleção das melhores rotas publicadas no blog da Goodyear.

Pelas aldeias do norte

Fizemos este percurso por uma série de aldeias nortenhas que bem pode ser um aperiente para uma visita posterior, se calhar umas longas férias não cingidas a uma breve escapadela de fim de semana.  

Lugar da Passagem (Viana do Castelo)  – Encontramos esta aldeia histórica encostada à beira do rio Lima, na freguesia de Moreira de Geraz. Foi, de facto, local de travessia entre aquela e Lanheses, e sulcavam o rio diariamente pessoas, mercadorias e animais num trânsito por séculos inalterado até à chegada da modernidade e as comunicações atuais.

Rio de Onor (Bragança) – Uma das 7 aldeias Maravilha de Portugal, Rio de Onor faz parte do Parque Natural de Montesinho, tendo a particularidade de ser atravessada pela fronteira com Espanha: do lado castelhano, chama-se Rihonor de Castilla. Aldeia comunitária feita de casas de xisto com varandas alpendradas, Rio de Onor é também atravessada pelo rio que dá nome à localidade.

Germil (Ponte da Barca) – Situada no concelho de Ponte da Barca, a aldeia é um exemplo típico de povoação montanhesa do Parque Nacional Peneda-Gerês. A aldeia está concentrada em dois aglomerados de casas típicas de granito, sendo as portas e janelas de castanho avermelhado. As suas ruas estreitas, cobertas por vinhas e recobertas por calçada de pedra e água a jorrar dos cantos, constituem uma viagem para outro tempo ou se calhar outro mundo. Sem dúvida, uma paragem inescusável no caminho!

Paiva - Quilometrosquecontam

Por montes e vales: a nova rota em Arouca

O Rio Paiva e os seus Passadiços têm atraídos turistas à região, mas há cada vez mais motivos para visitar o local, afinal, há muito mais para descobrir além dos passadiços, afinal, o Geopark onde os passadiços se inserem, estende-se por 328 quilómetros quadrados.

É o caso da Grande Rota 28, Por Montes e Vales de Arouca. É um percurso eclético que combina o âmbito desportivo, cultural, ambiental e paisagístico. A nova proposta de percurso pedestre, GR28, envolve o vale de Arouca, a serra da Freita, os vales do Paivó e do Paiva, o Museu das Trilobites Gigantes – Centro de Interpretação Geológica de Canelas e o santuário da Senhora da Mó.

São 85 quilómetros, ao longo dos quais se percorre um território belo, com inúmeros geossítios, aldeias de montanha, vales e encumeadas. As paisagens são de tirar o fôlego.

Serra de Fafe: um lugar selvagem perto de Braga

Serra de Fafe: um local selvagem perto de Braga

A Serra de Fafe é um lugar selvagem e rude, perto de Braga, onde as casas são construídas com rochas das montanhas. A Goodyear recolheu 10 sugestões de sítios a visitar e onde comer na região.

Poderá fazer um percurso pedestre pelas aldeias da margem do Rio Vizela, seguir pela rota dos Espigueiros, fazer o percurso pedestre Babeita de Cima (Mós) e apreciar o artesanato da Associação Cultural e Desportiva de Pedraído.

Um rota em Portugal não ficaria completa sem uma Igreja matriz. A Serra da Lagoa para visitar e a Casa de Fora ou a Casa de Mós para ficar são outros locais que não pode perder, além do moinho de vento de Aboim.

De Guimarães a Valença do Minho: a rota da fundação de Portugal

Foi entre os rios Minho e Douro que nasceu o nosso país. Antes da aclamação de D. Afonso Henriques como primeiro rei de Portugal, em 1139, o território que hoje ocupa a região norte levou o nome de Condado Portucalense, vassalo do reino de Leão embora dotado de autonomia administrativa. O conde D. Henrique de Borgonha, depois de Portucale, estabeleceu a capital do condado em Guimarães e foi precisamente na hoje conhecida como cidade-berço que começou a nascer Portugal.

Não existe, provavelmente, cidade portuguesa mais histórica do que Guimarães. Com mais de um milénio de vida, foi em Vimaranes, como começou por chamar-se, que nasceu D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal. O centro histórico vimaranense, dominado pelo castelo e pelo Paço dos Duques de Bragança, está classificado como Património Mundial da UNESCO e nunca nos deixa esquecer o glorioso passado histórico da cidade-berço.

Saímos de Guimarães na direção norte, deixamos Braga para trás e, 75 quilómetros depois, chegamos a Arcos de Valdevez, vila que entrou para a história de Portugal graças ao Recontro de Valdevez (também conhecido como o Torneio de Arcos de Valdevez), episódio decisivo na fundação da nacionalidade.

Continuando para norte, chegamos ao Rio Minho, fronteira natural entre Portugal e Espanha, e a Valença, cidade raiana que serviu de base às tentativas de D. Sancho I, o segundo rei de Portugal, para conquistar as localidades galegas de Tui e Pontevedra.  Então chamada de Contrasta, Valença do Minho viu nascer São Teotónio, o primeiro santo português e um dos principais aliados de D. Afonso Henriques por altura da proclamação da independência.

De Bragança a Vinhais: Rota da Terra Fria Transmontana

A Rota da Terra Fria Transmontana atravessa os municípios de Bragança, Miranda do Douro, Mogadouro, Vimioso e Vinhais. É nesta zona que melhor se fica a conhecer o nordeste do país. A Rota prolonga-se por 455 quilómetros de caminhos por entre o que de mais tradicional tem Portugal, incluindo, naturalmente, a gastronomia local. Assim, venha daí para um passeio pelo verão transmontano, e refresque-se nesta rota pela Terra Fria.

Prepare-se para ficar pelo menos cinco dias e ficar a conhecer uma das mais desconhecidas regiões do país. Para nos facilitar a vida, uma associação de municípios transmontanos  promove uma rota marcada que nos ajuda a descobrir os tesouros mais bem guardados da zona.

Good Year Kilometros que cuentan