Peddy Paper, uma prova com história

12 Agosto | 2015 | Goodyear

Quando encontramos um local diferente ao quotidiano quase temos vontade de esfregar os olhos achando que estamos a sonhar. Se calhar foi a multiplicação da oferta turística e a falta de cuidado no desenho de um modelo atraente e tentador, mas decerto que às vezes acho mais questão de esperança do que de ilusão aproximar-me de uma vila desconhecida para descobri-la de um modo original.

Uma destas inovações que fazem mais atraentes aproximarmo-nos de um destino turístico é o peddy-paper, uma prova pedestre por equipas que visa desenvolver o sentido da orientação dos participantes. Assim, a ideia é um percurso ao qual estão associadas várias perguntas ou tarefas vinculadas que actuam como pontos intermédios da rota. A superação destes postos determina a possibilidade de passagem a uma parte nova do percurso e, é claro, precisa de os participantes adquirirem conhecimentos sobre a zona para prosperar. Isto é: não há tour se não tem interesse em aprender. O jogo, baseado de modo longínquo na “Caça do raposo” da Inglaterra isabelina, é referenciado até mesmo no imortal Hamlet de Shakespeare. Nada inventado ontem.

Ao nosso país foi chegando devagar, sem pausa, até ao ponto de serem hoje diversos os locais em que pode ser praticado o peddy-paper e várias as empresas que o oferecem nas suas alternativas turísticas. Aliás, como actividade de lazer, tem-se estendido também ao mundo da solidariedade, sendo como é um evento comum na angariação de fundos. Sob um nome diferente, rally-paper (uma modalidade que inclui carros na actividade, tornando-a mesmo lendária) foi celebrado recentemente na Madeira um evento de luta contra o cancro. Quando o lazer e o compromisso se juntam não há melhor plano para um fim-de-semana. 
Há dois pontos onde os peddy-paper são relativamente frequentes porquanto são organizados a petição: Lisboa e a já mencionada Madeira.

 

Mapa peddy paper - Quilometrosquecontam

Na capital é a Lisboa Autêntica a encarregada de mododistinto um local tão conhecido quanto o nosso ex-líbris internacional. Em equipa e a predominantemente a pé, o objectivo mistura o lúdico com a competição saudável, percorrendo as ruas da cidade que se desvendam completamente diferentes a como as conhecemos previamente. Com um percurso próximo às quatro horas, os visitantes podem aproximar-se do Bairro Alto, Chiado, Baixa, Mouraria, o Castelo e Alfama.

Todas as actividades que se realizam na capital são focadas em temáticas diversas como cultura geral, gastronomia, contacto com a população ou artísticas. Com um mínimo de dez participantes, é uma experiência muito recomendável para vivermos em família. Os meninos, especialmente se for a primeira vez que visitam Lisboa, desfrutarão tanto quanto os adultos, e embora sejam moradores da cidade têm aqui uma oportunidade para se aproximar dela com os lentes de um turista. Nunca se perguntou o que acham os visitantes novéis dessas mesmas ruas que você percorre diariamente?

O Funchal acolhe também uma actividade muito parecida com a de Lisboa, mas de dimensões mais ambiciosas. Até a um máximo de 300 pessoas e um mínimo de 20 podem aqui participar do evento, desvendando a história da cidade em volta dos seus jardins, monumentos e estátuassilentes. As equipas recebem ao começarem um roadbook com indicações e direcções, e também uma máquina fotográfica digital com que tirar fotos obrigatórias que provem a realização das actividades. Entre o muito que terão que fazer estão puzzles, enigmas e mensagens encriptadas e, como não, degustar o inigualável vinho da Madeira. O percurso abrange locais tão emblemáticos quanto o Parque de Santa Catarina, a Sé Catedral, a Praça Colombo ou o Mercado. Com uma duração em volta de meio dia, é uma óptima ideia para matar horas na Madeira, não é?

E se não gostar de nenhum dos dois locais, não desespere. A actividade tem tanto sucesso que depressa irá tê-la muito perto de você.

Good Year Kilometros que cuentan