Petiscos no regresso da praia

Agora que o regresso da praia é praticamente incontornável, a Goodyear apresenta-lhe algumas sugestões de sítios para fazer uns petiscos com os amigos.

Pode ser adiado tanto quanto possível, mas é certo: vai ter de regressar da praia. Para que não seja tão duro, a Goodyear sugere-lhe alguns clássicos para reunir grupos de amigos no rescaldo das férias, alguns deles ao pé da praia, porque não? Vamos aos petiscos?

Ficam aqui 10 pontos de encontro bem conhecidos para comer caracóis (embora esteja a terminar a época), marisco e tomar umas cervejas ou vinho, em boa companhia.

A norte

Fica na Torre de Moncorvo, tem capacidade para 50 pessoas e nasceu para promover os produtos da região. Na Taberna do Carró pode petiscar pão, tábuas de queijo terrincho, enchidos, alheiras, omeletas de espargos silvestres ou cogumelos salteados. O prato principal: a típica posta mirandesa, certificada, de qualidade. São ainda pratos a não perder casulas com butelo, migas de espargos ou cabrito. Paredes meias, está o espaço Arte, Sabor e Douro, onde são organizadas exposições, mostras e degustações e onde se vendem produtos tradicionais e certificados.

Ainda na baixa do Porto fica o Droop – food & wine. Que tem uma grande variedade de “tapiscos”, uma combinação de tapas de petiscos de origem espanhola e portuguesa, respetivamente. Estaria à espera de ver, no mesmo menu, num restaurante no coração do Porto, pimentos padrón e amêijoas à Bulhão Pato? Revueltos de gambas e espargos e saladinha de polvo com feijão frade? Aqui é possível. Reabre, depois das férias, no dia 14 de setembro. Mas talvez seja melhor reservar mesa antes de seguir para o espaço. Além do mais, os clientes elogiam o serviço e a carta de vinhos.

Antes de deixar a região do Porto, a última dica vai para a Casa da Inês, ou Inês do Aleixo. Na rua de Miraflor, é um restaurante familiar, em que a própria cozinha é inspirada em memórias pessoais e familiares. Mas também na região, nas estações, nos produtos, técnicas e pessoas que os preparam, refere o site Visit Porto. Este restaurante é considerado um “Embaixador do Vinho do Porto”, destacando-se por isso uma seleção de Vinho do Porto para acompanhar a refeição. É também recomendado por alguns chefs portugueses. Aqui poderá optar por filetes de polvo ou de pescada com arroz de polvo, vitela assada ou tripas à moda do Porto.

No centro

Nas traseiras da Câmara Municipal da Covilhã, fica a Taberna a Laranjinha. A oferta passa por vinho a copo e petiscos para dividir. É também considerada um ponto de encontro e um ponto de partida para conhecer a cidade. O nome tem origens no jogo tradicional a “laranjinha”, muito popular na primeira metade do século XX, e que tem como objetivo acertar com as bolas maiores na “laranjinha”, acumulando pontos. Por aqui poderá petiscar uma seleção de fumeiro e queijos, camarões salteados com alho e piri-piri ou cogumelos salteados. Bochechas de porco, mexilhão, chouriça, truta, asinhas de frango integram também a lista de petiscos. É recomendável reservar mesa, especialmente ao fim-de-semana.

Em Lisboa

O Filho do Menino Júlio dos Caracóis é tipicamente o espaço que nos vem à cabeça quando nos dizem “vamos comer caracóis?” A iguaria apenas é confecionada no verão, sendo o ingrediente principal proveniente das melhores regiões de Portugal e Marrocos. A receita é antiga e exclusiva. Mas, durante o resto do ano, restaurante cervejaria mantém as portas abertas. Na mesa poderá encontrar moelas à Júlio, Rodízio à Júlio, salada de polvo, ou grelhadinha à minhota, vários tipos de enchidos assados ou na tábua, pica-paus variados ou bifanas e pregos. Entre muitos outros petiscos. Acresce peixe e carnes variados, grelhados no carvão e algumas especialidades como o “Bife Aguilho”, massadas de tamboril ou garoupa e ainda cabrito ou pato assados no forno, entre muitas outras opções.

Na Rua João do Outeiro, na Mouraria, em Lisboa, fica o Zé da Mouraria. Resulta da vontade de Virgílio Oliveira que deixou as cozinhas de hotel para ter a sua tasca. Por trás da capelinha da Senhora da Saúde, está localizada numa casa pombalina. Diz-se do espaço que é conhecido “como aquele sítio na Mouraria que está sempre cheio”. São duas salas, com entradas independentes. Numa delas, que já foi carvoaria, também está a cozinha. Em ambiente informal pode apreciar pão de forno de lenha, chouriço assado com molho apimentado e queijo semi-amanteigado. As listas de pratos principais são fixas. A título de exemplo, à sexta-feira, um bacalhau assado sem igual. Sem espinhas, lascado e regado com azeite. Choquinhos, bifinhos ao alhinho ou iscas são outras opções. O sucesso da tasca original foi tanto que, em 2016, abriu o Zé da Mouraria II, na Rua Gomes Freire, também em Lisboa.

A Sul

Está sempre cheio, a esplanada cresceu até onde pode, tendo em conta a reduzida largura da rua. Em Sesimbra, o restaurante O Rodinhas foi fundado em 1992 e é gerido pelo sr. Alfredo e pelo seu filho João. Depois da azáfama do verão, a vila voltará à normalidade dos dias de inverno e o tempo de espera poderá ser menor. No menu, destaque para as especialidades da casa, em que se inclui o choco frito, os caracóis, as caracoletas fritas e as francesinhas são as grandes especialidades da casa. Marisco fresco faz naturalmente parte da ementa, ou não fosse Sesimbra, uma vila à beira mar, onde a pesca é ainda uma atividade dominante.

Vila Nova de Milfontes tem um lugar chamado Tasca do Celso. A decoração rústica é aprumada que faz por vezes lembrar um museu e o espaço é uma referência na gastronomia típica alentejana. Da cozinha chega açorda de gambas, bife à la plancha, lulinhas fritas, açorda de camarão, sopas de cação, feijoada de búzios e a sericaia. O ambiente, esse é informal. Para entradas gambas ao alhinho, ameijoas à bolão pato ou queijo de ovelha são algumas das opções. Para o proprietário “a tasca é um pequeno sonho que, com o tempo, se tornou numa enorme fonte de conquista pessoal, sendo ainda um tributo para o meu pai”, refere no site promocional do espaço.

De Marrocos para o Alentejo

Em Évora, a sugestão é a Tasquinha do Oliveira. Poucas mesas e uma qualidade gastronómica enorme. A decoração é rústica. Variedade, tempero caseiro, são apenas alguns dos adjetivos que se podem aplicar. Os petiscos são a imagem de marca do espaço que inclui no cardápio bochechas de porco preto, carapaus fritos, perdiz de escabeche, saladas de polvo e orelha e ainda pataniscas de bacalhau. A garrafeira tem uma dimensão considerável a que acresce um serviço de aconselhamento irrepreensível. É considerado por muitos, um dos melhores restaurantes de Évora. Fica perto do aqueduto.

Zeca Pinhota gere o restaurante Taberna da Maré, no Largo da Barca, em Portimão. O proprietário é carismático e o espaço tem personalidade. Um balcão alto de taberna, forrado a azulejo, mesas e bancos compridos de madeira e garrafões de vinho integram a decoração, a par de uma extensa coleção de fotografias a preto-e-branco da autoria de Júlio Bernardo, reconhecido fotógrafo portimonense. Segundo Zeca Pinhota, a ementa resulta da sua história pessoal. São “os pratos que eu comia na casa dos meus avós”, explica o site “Visit Portimão”. Entre outros petiscos, cavalas ou carapaus alimados, feijoada de buzinas com feijão branco, lulinhas frescas cheias ou fritas à algarvia entre outros pratos de peixe fresco e carnes de qualidade.

E é assim, o verão está prestes a terminar, mas a vida tem de continuar. E, sempre que possível é fundamental fomentar laços com os amigos e família, o que nos dá, de facto, sentido à vida. Esperamos que tenha gostado das sugestões de sítios para os seus petiscos. Caso nos queira deixar alguma recomendação adicional, a Goodyear agradece.