Playlist dia do pai: 10 temas de amor, respeito e sonhos

Nós e os nossos filhos, tantas viagens que já fizemos e tantas que temos por fazer. Na próxima, ponha a tocar a playlist Dia do Pai e criem novas memórias!

Criar uma Playlist Dia do Pai não é difícil: abundam canções que, de uma forma ou outra, recordam a relação pai-filho. Mas quisemos criar uma lista um pouco diferente: uma que nos fale de carinho e respeito, mas também de desilusões e sonhos por cumprir. Ser pai é isso, sempre na ténue fronteira entre herói e vilão, e o desafio é manter esse equilíbrio. É difícil mas muito recompensante e, no fundo, extremamente divertido! Ponha a tocar a nossa Playlist Dia do Pai na próxima viagem em família e comecem a criar novas memorias.

Começamos por colocar as cartas na mesa: God Only Knows o que seríamos sem eles. Pais e Filhos. Os Beach Boys deixaram excelentes canções de amor mas poucas simultaneamente tão complexas e simples. Poderíamos dedicar esta aos nossos filhos ou aos nossos pais, tanto faz, pois é assim universal.

Conta-se que é a olhar para os nossos filhos a crescer que nos apercebemos de que estamos a ficar velhos. Mas, este Dia do Pai, tentemos olhar para a questão de forma positiva. São as crianças que nos dão energia para continuar, para aguentar mais um dia de trabalho, mais uma provação. É com elas que queremos voltar a brincar ao sol às escondidas. You Make Me Feel So Young, podíamos dizer. E Frank Sinatra disse-o.

Isn’t she Lovely é dedicada a Aisha, filha de Stevie Wonder e ninguém fica indiferente à sua ternura. Nunca foi editada como single, mas tornou-se uma das canções mais icónicas do cantor, do seu espírito descontraído e carinhoso. Enquanto houver um pai no mundo, haverá quem tenha vontade de o cantar.

Do pai vilão…

Mas nem todos os pais são gente recomendável, que acompanha e participa na vida da sua prole. Vindos de proveniências humildes, os The Temptations tiveram a sua dose de desilusões. Falam delas no clássico Papa Was A Rollin’ Stone, mesmo que seja a dançar ao ritmo do funk.

Os The Clash também sentiram o que é nascer em famílias desconstruídas. Em Bankrobber falam de um pai malandro, que anda a assaltar bancos mas que, no fundo, nunca fez mal a ninguém. Os filhos são assim: capazes de perdoar este mundo e o outro.

Chega a uma altura na vida de uma rapariga que se esgota a paciência para ouvir qualquer figura de autoridade. Para Madonna podia ser o pai, o papa, ou qualquer um que lhe cruzasse no caminho com um conselho que não quisesse ouvir. Papa Don’t Preach tornou-se um hino à rebeldia e recorda-nos o que, como pais, NÃO devemos fazer.

...ao pai herói.

E agora cometemos uma batota: esta canção não tem nada a ver com pais e filhos. Gone Daddy Gone dos Violent Femmes recorda uma antiga colega de liceu que, com o passar dos anos, deixámos de ver. Mas, tem “Daddy” no nome, um solo de xilofone e é um convite irresistível à dança. Perdoam-nos?

Bono Vox não é homem de parcas posses mas assume peremptoriamente: Daddy’s Gonna Pay For Your Crashed Car. O vocalista dos U2 promete que vai proteger, não vai deixar chorar, porque tem nas mãos uma pedra preciosa. A banda diz que a canção é, afinal, sobre a dependência da heroína mas, para esta ocasião, preferimos outra leitura.

É o sonho de qualquer pai: que um dia um filho lhe dedicasse um hino do calibre de My Hero. Os Foo Fighters estavam a falar do homem da rua, de gente comum, mas esse é o retrato que também fazemos de um pai. E se os nossos filhos olharem para nós da forma como olhamos para o “nosso herói”, a missão está cumprida.

Depois de heróis ou vilões, os nossos pais são também um retrato do que poderemos ser. You Are A Runner And I Am My Father’s Son, dos Wolf Parade fala-nos desse medo: de vermos nos defeitos e virtudes dos outros o nosso próprio futuro. E, em nós, o futuro dos nossos filhos…