As capelinhas do vinho verde e da gastronomia minhota

Apresentamos-lhe 6 dos melhores restaurantes para apreciar o vinho verde e a mesa farta que só o Minho oferece. Traga apetite e muita vontade de passear!

Nascido no meio de um região de impressionante beleza, ir à descoberta do vinho verde é um manjar para o palato e para a vista. No Minho encontramos as origens e tradições da arte do vinho e como elas criaram uma gastronomia de excelência. Há quintas e adegas na Rota do Vinho Verde mas, acima de tudo, restaurantes de grande nível à nossa espera. O estômago é sempre um bom motivo para nos metermos à estrada e quando os cenários tê a pujança do Minho até ganhamos apetite.

1. Restaurante de Tormes

No lugar de Tormes, Baião, o Restaurante de Tormes está associado à Fundação Eça de Queiroz. A sua missão é confecionar os pratos que o romancista descrevia nas suas obras, como a canja de galinha, o franco alourado com arroz de favas ou creme queimado. A ajudar a empurrar, não pode faltar o vinho verde de cuidada seleção. Organizam-se também visitas às vinhas, provas de verdes e espumantes, e vendem-se diversos souvenirs relativos a Eça.

2. Ferrugem

A mistura de elementos modernos e tradicionais na decoração do Ferrugem mostram a missão da casa. Aqui tratam-se os sabores de sempre com os cuidados que espera um gourmet moderno. Nasceu num estábulo recuperado e esse cuidado com a identidade continua todos os dias na escolha dos pratos e ingredientes. A experiência começa com polvo panado e ovas de sardinha, continua com o robalo ou a sopa de castanha e termina com um gelado tributo ao Abade de Priscos. Com ênfase nos verdes e espumantes regionais, também a carta de vinhos é motivo para a visita.

3. Hotel Monte Prado 

O Design Monte Prado Hotel & Spa encontra-se na emblemática vila de Melgaço, uma região pitoresca e tradicional, inserida no Parque Nacional Peneda do Gerês, junto ao rio Minho. Na companhia da paisagem galega, é um hotel moderno, com um sofisticado spa, piscina interior, duche sensações, jactos de água e jacuzzi. No que toca ao estômago, esse é tratado no Restaurante Foral, com o seu menu elegante e uma gastronomia impar, onde nos deliciamos com um Alvarinho. Há ainda provas de vinhos e organizam-se visitas à vinha e à adega.

4. Quinta da Lixa/Hotel Monverde

Nascido dentro de um espaço dedicado ao vinho verde surgiu um hotel cuja alma é, definitivamente, enófila. Depois da experiência de um dia entre a paisagem acolhedora do Tâmega é altura de visitar o restaurante do chef Carlos Silva. Recorre-se a sabores tradicionais, como o bacalhau com broa e batatas a murro ou um naco de carne barrosã, e junta-se-lhe um toque mais internacional e gourmet. A carta de vinhos é excelente e abrange todo o país, para além da região do vinho verde. O hotel tem ainda um spa com tratamentos de vinoterapia.

5. Adega do Sossego

Em Melgaço, é uma casa rural restaurada, com o tecto com vigas de madeira e as paredes de pedra. A decoração é a condizer, com pratos nas mesas e nas paredes e móveis de madeira escura e pesada. Foi, em tempos idos, a casa dos avós do proprietário atual mas hoje serve sabores tradicionais. Pão de milho, sável frito com arroz debulho, truta grelhada com presunto, lampreia de cabidela com arroz ou à bordalesa, vitela grelhada à Sossego e galo de cabidela são algumas das especialidades. Para sobremesa sugere-se tacinha da adega e leite-creme.

6. A Casa do Almocreve 

Em Baião, A Casa do Almocreve faz mesmo ênfase no predicado “casa”. É um espaço acolhedor, com alojamento rural para que quiser conhecer o Douro com cozinha de sabor caseiro. É tudo feito nos fornos de barro alimentados a lenha e o menu é uma coleção dos ex-libris da região. Anho, vitela e cachaço de porco são servidos aos fins de semana e o cozido aparece entre novembro e abril. Recomenda-se ainda o bazulaque, as papas da gastronomia local.