Rio Minho: uma rota para descobrir o Norte

Andámos pelas margens do Rio Minho, a descobrir a região entre Melgaço e Valença. Venha com a Goodyear descobrir uma das mais belas paisagens da península.

O Rio Minho tem beleza que chegue para dois países e, depois de tantos séculos em que a fronteira foi tema disputado, Portugal e Espanha dividem uma das mais belas paisagens da Península Ibérica. É nas suas margens que a região bebe a vitalidade do seu verde e, entre as curvas e contra-curvas do caminho, cria um cenário como nenhum outro. Esta semana a Goodyear foi até ao Alto Minho, para fazer o percurso entre Melgaço e Valença e deixa-vos algumas recomendações que não podem perder.

    Melgaço

    Com um centro histórico pequeno, Melgaço presta-se a um bom passeio em redor da fortaleza mandada construir por D. Afonso Henriques. O impacto da visão da sua Torre de Menagem, calcorrear as suas velhas ruas, capazes de nos surpreender a cada esquina, ou o fosso medieval da Praça da República, são tudo o que basta para uma tarde bem passada. Na Torre fica um núcleo museológico que relata a História da vila que, em cima da linha de fronteira, mistura-se com a das guerras e querelas que aqui se desenrolaram, sempre com uma ponta de mito. Quem vier aqui motivado pelas delícias do Vinho Verde, o Solar do Alvarinho é ponto de visita obrigatória para sessões de provas, enquanto o Museu do Cinema expõe importantes artefactos do passado da 7ª Arte.

    Longos Vales

    Afastamo-nos da EN202 e do vale formado pelo rio para perceber como é que “Verde Minho” faz jus à sua alcunha. Ao entrar por Longos Vales, seguindo pela estrada que termina no antigo mosteiro dos Cônegos de Santo Agostinho, ao lado da igreja local, em estilo românico, vamos fazer um percurso sempre ladeado pela vegetação, vinhedo e casas em pedra, que nos oferece uma verdadeira sensação de tranquilidade.

    Monção

    A fama dos vinhos de Monção é anterior ao nascimento da nacionalidade e levou o nome da terra desde a Flandres ao Novo Mundo. Mas não é o único relato que nos chega do seu passado, pois apesar de mais moderna do que algumas das paisagens que vimos até aqui, o seu velho castelo, reconfigurado já no século XVII segundo os preceitos de Vauban, foi também testemunha dos conflitos fronteiriços. As muralhas já só resistem no norte da povoação, mas a memória de mulheres como Deuladeu Martins ou Helena Peres permanece viva. Vale a pena a vista da fachada do convento dos Capuchinhos, a caminho das termas, um passeio pelo bosque e jardins da Brejoeira ou subir à fortaleza para espreitar sobre o Rio Minho.

    Monção

    Abedim

    Bastante pequena (pouco mais de 200 habitantes), a freguesia de Abedim, tal como as outras da região, é predominantemente rural e é um outro desvio para um encontro com o verde que domina sempre a paisagem. Na zona norte da freguesia, perto da estrada entre a Capela do Sr. Do Alívio e a Igreja de Abedim, um gigante maciço de arvoredo para subitamente e deixa espaço para uma paisagem onde os campos de cultivo se sucedem ao longo de curvas suavemente desenhadas pelas encostas. É um excelente passeio para ser feito ao som de música clássica.

    Boivão

    Aqui perto, o Castelo de Fraião, é um ponto de visita muito curioso. De raiz medieval, era uma fortificação que aproveitava os gigantes blocos de granito do Monte do Faro para criar as suas defesas. Apesar de não ser aparente qualquer construção em pedra, os rochedos ainda guardam marcas das construções em madeira que lhe estiveram associadas. O espaço é único e conta uma paisagem sobre os montes em volta digna de visita.

    Valença

    Valença

    Com cerca de 5 quilómetros de muralha, em frente a Tui, a fortaleza ao estilo de Vauban que defende o lado de cá da margem do Minho, definiu as fronteiras de Valença, marcou o seu perfil na paisagem e a personalidade do seu casario. Pelas ruas empedradas da velha cidadela, encontramos lojas e restaurantes típicos, casas seiscentistas e a afabilidade das gentes do Minho, mas não podemos deixar de recomendar que espreite a Igreja de Santo Estevão (o padroeiro), o marco romano do Imperador Cláudio e, inevitavelmente, as portas que dão o acesso ao interior das muralhas.