7 joias ocultas (ou não) na sua rota pelo sul da Galiza e Norte de Portugal

Conheça com a Goodyear e “Chavetas” uma rota de singulares paisagens e símbolos populares pelo sul da Galiza e Norte de Portugal

Longe do turismo de sol e praia mais oferecido nos itinerários habituais, existe uma zona que foge dos estereótipos estabelecidos, tornando-se em referente quanto a singulares paisagens, símbolos populares (de palhoças, cruzeiros ou paços), vilas com encanto e paragens para os amantes da boa cozinha. Falamos de um território enquadrado nos limites do que se considera o sul da Galiza, já nas Rias Baixas, e o Norte de Portugal

    Preparar uma rota de carro de fim de semana ou de 3-4 dias por esta área (ou até mesmo mais), convida a descobrir múltiplos tesouros que comunicam a Autoestrada do Atlântico, alguns mais conhecidos e outros, possivelmente, abertos a se deixar perder para além das indicações das guias tradicionais. Vamos levá-lo por 7 joias ocultas (ou não) para visitar na sua escapadela transfronteiriça por Espanha-Portugal!

    Paço de Rubiáns, a arquitetura mais popular

    Bem comece a sua viagem na Corunha ou em Santiago, quando tiver trespassado a linha imaginária que assinala o cartaz da província de Pontevedra, verá numerosas saídas para algumas das suas rias que servem de palco perfeito para os apaixonados por algumas das melhores praias de Espanha. Porém, a nossa primeira paragem presume de ser um singular destino turístico internacional na promoção da Camélia como estrela, com mais de 800 espécies, mas que integra na sua visita um ex-líbris da Galiza como são os paços e enologia que proporcionam os seus extensos vinhedos.

    Paço rubians - Quilometrosqucontan

    Estamos muito perto de Vilagarcia, na saída da autoestrada no KM 110, onde uma antiga fortaleza do S. XII foi transformada até o aspeto atual, envolta por centos de espécies de todo tipo de árvores que fez com que tenha sido declarado Jardim de Excelência Internacional. A visita, de duas horas e meia, acaba com uma degustação de produtos da terra e o vinho autóctones.

    O Grove,  o melhor marisco sazonal

    Se continuarmos para a costa chegaremos até à Ria da Arousa, uma das maiores da Galiza, e que deixa como pano de fundo a península do Grove, comunicada com a terra por um pequeno istmo. Estamos não apenas em mais um pitoresco palco das Rias Baixas com restos do legado romano, praias de fina areia branca sonhada por muitos e pequenos portos pesqueiros de sempre, mas também no município onde o turismo e pesca vão de mão dada desde 1963,

    O grove tornou-se o coração gastronómico desta área e a sua festa do marisco tem fama em toda Espanha. Celebrada todos os anos em outubro (não a perca se coincidir com a sua escapadela). Mas também a melhor cozinha de toda classe de peixes, polvo e alvarinho que os mais gulosos não quererão abandonar.

    Combarro, uma vila com encanto da costa galega

    Antes de pegar mais uma vez a Autoestrada do Atlântico, mesmo dentro da mesma jornada, Combarro é essa vila marinheira que todos levamos na retina. Estamos numa das mais belas e familiares estampas da Galiza, de porto pesqueiro, zona histórica que resistiu o tempo, espigueiros e cruzeiros cada poucos centos de metros e casinhas baixas com muito encanto que desafiam o mar.

    Combarro - Quilometroquecontam

    Mas acima de tudo, Combarro cheira a mar. É essa vila marinheira onde a brisa chega a cada canto enquanto passeia e o odor salino de redes ou pesca fresca resulta na melhor lembrança. Porém, foi declarado bem de interesse cultural como Conjunto Histórico e como Sítio Histórico.

    Ilhas Cies, uma paisagem indescritível nas Rias Baixas

    Há não muito tempo atrás, os arquipélagos das Ilhas Cies bem como a de Ons eram verdadeiras joias ocultas ao mundo. Hoje, Ilhas Cies e a sua praia de Rodas destacam como um dos paraísos selvagens da Espanha mais impressionantes.

    Já for de Cangas ou de Vigo, saindo antes ou depois da Ponte de Rande que dá continuidade à autoestrada sobre a ria, apanhar o ferry que o aproxime delas em diferentes horários é simples. Percursos pedestres, praias com dunas como nunca antes tinha visto, arribas quase verticais e bosques interiores merecem reservar uma jornada completa na sua escapadela (se for em época alta, marque previamente a visita uma vez que há um limite de visitantes diários).

    Viana do Castelo, a capital do bacalhau

    Voltamos já para Portugal, na margem direita do estuário do Lima, onde se encontra uma das cidades mais belas do Norte, que conserva uma grande herdança patrimonial de palácios, igrejas, conventos, chafarizes…

    Mas nesta rota de diferentes tesouros gastronómicos, paisagísticos e culturais paramos aqui não por procurar aqueles (que visitaremos), mas para experimentar o seu bacalhau. O melhor está aqui! Será que se atreve?

    Bom Jesus do Monte, mais do que um santuário em Braga

    Pegamos a E1/A3/A11 até a Braga. Menos de uma hora separa Viana do Castelo de aquela, mas a nossa joia fica mais longe e mais alta. Trata-se de Bom Jesus do Monte, um santuário nascido numa capela sobre a colina de 1373, reconstruida nos séculos XV e XVI e que hoje virou um dos símbolos de Portugal e lugar de peregrinação.

    Bom Jesus do Monte - Quilometrosquecontam

    Jardins, igrejas e hospedagens nuns formosos jardins, deixam como pano de fundo uma vista panorâmica de Braga ao longe. Uma escada de granito, de grande significado para os peregrinos, salvam 116 m de desnível dando significado às cenas da Paixão de Cristo com final no cume onde se encontra o templo de Deus. Visita imprescindível for ou não religioso.

    A Colina Sagrada de Guimarães

    Continuamos numa rota para nos dirigir a Guimarães, uma vila com uma das zonas medievais mais lindas que temos visto ultimamente e que podemos dividir em três partes diferenciadas: a Colina Sagrada, a Cidade Medieval e o Monte de Penha. De todas elas vamos destacar como imprescindível a primeira, uma vez que junta o Castelo, a Igreja de São Miguel do Castelo e o Palácio dos Duques de Bragança.

    Ainda que o Palácio é uma autêntica maravilha, o verdadeiro tesouro da povoação reside no seu Castelo, que conserva ainda a torre de 28 metros do século X e 7 torres quadradas inseridas na rocha.

    Vila Nova de Gaia, as caves do Porto

    No ponto final da rota de carro por uma das áreas mais formosas da Península acaba numa cidade com um grande Aeroporto Internacional ou, melhor, do outro lado daquela. Vila Nova de Gaia encontra-se na outra beira do Douro, comunicada pela Ponte Luís I, ainda que poderia ser considerada uma extensão da bela cidade do Porto.

    Vila Nova de Gaia - Quilometrosquecontam

    Aqui concentram-se praticamente todas as caves de vinho do Porto tão mundialmente famosas e um palco perfeito para finalizar uma viagem idílica. Quem é que pode resistir uma degustação de vinho enquanto desfruta de um tradicional fado?

    Esperamos que tenham achado inspiradoras estas propostas, se calhar um bocadinho diferentes, para uma rota pelo sul da Galiza e o Norte de Portugal onde temos apresentado 7 mas há centos de lugares para descobrir. Quer dar-nos a sua recomendação?

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    Criador www.chavetas.es em 2006, juntamente com Paula, nascido com este vírus inofensivo para viajar que já levou a mais de 60 destinos ao redor do mundo, desde o mais exótico (Vanuatu, Kiribati, Tuvalu , Maldivas Arctic ou Antarctica ) para o mais tradicional, incluindo as vias de condução como uma das nossas favoritas maneiras de viajar graças à flexibilidade oferecida por nós, agora em Quilómetros que contam.

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