Serra de Fafe: um lugar selvagem perto de Braga

O que ver e onde comer na Serra de Fafe, um lugar selvagem onde as casas são construídas nas rochas.

A Serra de Fafe é um lugar selvagem e rude, perto de Braga, onde as casas são construídas com rochas das montanhas. A Goodyear recolheu 10 sugestões de sítios a visitar e onde comer na região.

Poderá fazer um percurso pedestre pelas aldeias da margem do Rio Vizela, seguir pela rota dos Espigueiros, fazer o percurso pedestre Babeita de Cima (Mós) e apreciar o artesanato da Associação Cultural e Desportiva de Pedraído.

Um rota em Portugal não ficaria completa sem uma Igreja matriz. A Serra da Lagoa para visitar e a Casa de Fora ou a Casa de Mós para ficar são outros locais que não pode perder, além do moinho de vento de Aboim.

Sala de visitas do Minho

Comecemos pela Sala de Visitas do Minho, a cidade de Fafe. A história do concelho é antiga e rica, com origem medieval, mas apresentando algum legado pré-histórico. Tem aquele epíteto devido “às suas gentes e à sua maneira especial de saber receber, à sua vida social e comunitária”. Esta cidade da região norte e sub-região do Ave tem mais de 14 mil habitantes.

Por perto, muita água fresca, vistas verdejantes no pico da montanha e a possibilidade de ir a banhos nas barragens da queimada. Bem, nesta altura do ano, só se for muito corajoso.

Ao subir por caminhos de cabras, poderá chegar a miradouros e matar a sede com a água que escorre das entranhas da terra para as bicas naturais do local.

Igreja Matriz de Fafe

A igreja Matriz de Fafe é um edifício medieval e também um dos mais belos e antigos monumentos religiosos do concelho. Fica no centro da cidade, até porque foi à volta deste templo medieval, reconstruído e ampliado no séc. XVIII, que se desenvolveu o núcleo fundador do centro urbano.

A fachada é composta por linhas simples e harmoniosas e no interior encontram-se altares, um dos quais com retábulo de talha, Rococó.

Foi apenas no final do século XVIII que recebeu as duas torres e a fachada Barroca que atualmente a caracterizam.

Casa do Penedo

Um dos locais mágicos da região é um edifício em particular, a Casa do Penedo, construída nos anos 1970. Tornou-se um ex libris da região e já foi inclusivamente citado por órgãos de comunicação internacionais como o Daily Mail ou a National Geographic. É que esta casa, na Várzea Cova, a 12 quilómetros de Fafe parece mesmo a casa dos “Flinstones”.

Sendo acessível, a pé ou de carro, é possível a qualquer um que se aventure pela serra, chegar até à casa, isolada, longe de qualquer outra habitação. Há estacionamento mesmo ao lado. E se for a pé, pelo trilho da Pequena Rota, pode aproveitar para apreciar – de fora, pois o interior não está aberto ao público – este refúgio da vida citadina, construído com três grandes penedos de granito pré-existentes no local. Ironicamente, a curiosidade de quem a visita é tanta que a casa já deixou há muito de ser um local de descanso para o proprietário.

A vista é espantosa, de um lado a serra do Marão e a Senhora da Graça, do outro, os montes do Sameiro, Braga, e da Penha, Guimarães.

Aldeia de Mós

A aldeia de Mós, em Aboim, Fafe, é uma povoação tradicional com uma envolvente única. Acaba por ser um miradouro natural para várias serras: da Cabreira, do Marão, da Amarela e do Gerês. Dali pode também ver-se a albufeira do Ermal e o vale da Ribeira de Linhares. Segundo o site das Aldeias de Portugal a paisagem é “de cortar a respiração” ao mesmo tempo que se revela “tranquila e bucólica. São “serras a toda a volta”, “prados verdejantes e bosques de carvalhos” que conferem à povoação “um cenário único”.

Para chegar a esta aldeia de Portugal, o caminho inclui o “sinuoso traçado da estrada municipal” que atravessa a freguesia de Aboim. O rali de Portugal celebrizou este caminho, nomeadamente os troços de Luílhas e da Lameirinha.

Passeios pedestres

A região tem uma vasta oferta de passeios pedestres que convidam à descoberta da natureza viva e cativante. Os percursos estão marcados e dão pelos nomes “À descoberta de Aboim”, “Rota do Marouço” e “Aldeias das Margens do Rio Vizela”.

Pelo caminho, envolvido pela natureza terá oportunidade de descobrir cruzeiros, uma capela e os espigueiros – que são um orgulho para as gentes locais. A cerca de um quilómetro da Aldeia tem ainda a oportunidade de visitar o peculiar moinho de vento de Aboim, o único no concelho dotado destas características.

Castro de Santo Ovídio

O Castro de Santo Ovídio é o mais conhecido sítio arqueológico do município, junto à bacia hidrográfica do rio Vizela. Este é um exemplo do já referido legado pré-histórico da região. Segundo a edilidade local, “as mais antigas referências ao povoado, localizado nos arredores da cidade, remontam ao último quartel do séc. XIX, quando foi descoberta, pelo arqueólogo Martins Sarmento, uma estátua de guerreiro lusitano, com 1,70 metros de altura, quando se abriam os alicerces para a construção da capela em honra de Santo Ovídio”.

No entanto, apenas em 1980 foram “iniciadas escavações no povoado que permitiram pôr a descoberto habitações, arruamentos e outros importantes elementos para o conhecimento da arquitetura e urbanismo do castro, presumivelmente ocupado entre os séculos I a.C. e I d.C”.

Neste imóvel de interesse público foram ainda descobertos abundantes vestígios de cerâmica e material lítico e metálico, que tornam o povoado de extraordinário interesse para o estudo do megalitismo no noroeste peninsular.

Casa de Fora

Se a pressa não estiver a seu lado, poderá tirar partido dos espaços de turismo rural da região: a Casa de Fora ou a Casa de Domingues.

A Casa de Fora ganhou esse nome quando foi adquirida em 2005. Está classificada como “Casas de Campo ou Agroturismo”. Ou seja “refúgios encantados, com todas as condições de conforto, segurança e informalidade para fazer férias em família, em grupo, fins de semana ou simplesmente escapar da cidade e desfrutar do que melhor tem Portugal”, explica o site promocional deste espaço de turismo local. Fica na aldeia de Mós, a 25 quilómetros de Fafe e a apenas oito quilómetros da Barragem do Ermal, onde os hóspedes podem aproveita para visitar o TeleSki e desfrutar de vários desportos aquáticos.

A Casa de Fora é centenária e rustica, mas com toques de modernidade, como é o caso do ar condicionado para aquecimento central. Com paredes em pedra, inclui dois quartos com cama de casal e casas de banho privativas, há uma casa de banho adicional disponível. A casa tem no entanto capacidade para acomodar seis pessoas, sendo no entanto necessário solicitar a colocação de camas extra. Na sala de estar, além da lareira e televisão há sofás. Acresce ainda o acesso a um terraço com vista para a serra.

Casa de Mós

Mais uma casa magnífica para ficar. A Casa de Mós fica na serra das Cabreiras, no Parque Nacional Peneda-Gerês. Com três quartos típicos e duas casas de banho, tem capacidade para até 10 pessoas. Acresce ainda uma piscina e uma churrasqueira, lareira, jardins amplos e pátios. A casa, centenária, era originalmente um local onde eram moídas cascas de carvalho, e daí advém o nome.

No local, é possível tirar partido das paisagens das serras e para o ar puro que aí predomina. Em redor da casa, o ambiente parece remeter-nos para o passado, pois Mós, ali ao lado, manteve o seu ar rural de outros tempos. Por perto pode ainda visitar lagoas e praias fluviais, algumas das quais visíveis do interior e exterior da casa.

E ainda: Teleski

O já referido Teleski, na Albufeira do Ermal, poderá não ser a actividade indicada para esta época do ano. Mas sabemos que lá está. É uma estrutura de predominância metálica, formada por um cabo assente em quatro mastros e dotada de um motor eléctrico. Esta estrutura invulgar, permite a tração de esquiadores ao longo das águas da Albufeira.

Segundo os promotores é possível praticar, todo o ano, ski aquático, wakeboard, mono-ski e kneeboard. São 800 metros de velocidade que podem ser intercalados por “kickers”, infra-estruturas espalhadas ao longo do trajecto para que os mais audazes possam efectuar saltos. Junto à pista do teleski existe uma zona balnear muito frequentada no verão, assim como um snack-bar, um restaurante e uma estrutura básica de apoio para os banhistas e turistas.

Paragem para comer

A Gastronomia do concelho de Fafe é muito apreciada pelos munícipes e visitantes. Ainda por cima com apetite aberto pelos percursos de automóvel sinuosos e pelos longos passeios pedestres para conhecer a região. Deste modo não poderá deixar de experimentar uma refeição à minhota com pratos típicos com destaque para a vitela assada à moda de Fafe.

Como qualquer localidade portuguesa, com alguma dimensão, não faltam lugares para comer. As especialidades, essas são muito diversificadas e além do prato já referido, há restaurantes igualmente focados no arroz de pato, chanfana, churrasco de boi, bacalhau recheado, com broa, assado ou baptizado com o nome do restaurante, lulinhas grelhadas e lombinhos de vitela.