Em busca das 10 mais belas serras de Portugal

Uma rota com 10 destinos de Serra, em busca das mais belas passagens serranas em Portugal. Conheça-a connosco!

Com o Pico, na ilha homónima dos Açores, a medir mais de 2300 metros de altura e a Serra da Estrela, na Guarda, a aproximar-se dos 2000 metros, não se pode dizer que Portugal seja um país particularmente rico em altura. Mas quantidade não é qualidade e um pouco por todo o país existem serras que se destacam pela maravilhosa paisagem. Sem dúvida vai querer visitá-las. De norte para sul, viaje com a Goodyear nesta rota por algumas das serras de Portugal.

    Serra do Gerês: parque nacional em altitude

    A Serra do Gerês é a segunda maior elevação de Portugal Continental, com o cume a atingir os 1546 metros. Faz parte do sistema montanhoso da Peneda-Gerês. O Parque Nacional da Peneda-Gerês foi considerado pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera, o que o torna afinal num dos mais protegidos e belos parques de Portugal.

    Em primeiro lugar, a atração da região começou, tal como em muitas outras serras, pelas termas. Hoje, combinam-se atrações como o turismo náutico, religioso, mantendo-se também o interesse pelas termas. E não é só nas termas que a água é a figura principal. Recorde aqui a rota através das fantásticas cascatas que caem pelas encostas da Serra do Gerês e da Peneda. Para chegar a estas cascatas e muitos outros destinos, poderá optar por trilhos pedestres onde vai cruzar-se com Rio Arado e Pedra Bela, Vilarinho das Furnas ou Mata de Albergaria. Contudo, em qualquer dos casos, sempre com cuidado para manter e ajudar a preservar a natureza.

    Serra do Marão: para lá da qual mandam os que já lá estão

    A Serra do Marão mede, no seu ponto mais elevado, 1415 metros de altitude. Localizada na zona de transição entre o Douro Litoral para Trás-os-Montes e Alto Douro, na fronteira entre os distritos do Porto e de Vila Real, é onde pode encontrar, no ponto mais elevado da cadeia montanhosa. Este é o Miradouro da Nossa Senhora do Marão, situado quase em cima da linha divisória que separa a freguesia de Teixeira, do concelho de Baião, da freguesia de Fontes, do concelho de Santa Marta de Penaguião. 

    A flora é dominada por espécies como o carvalho-negral, o carvalho-roble e a bétula celtibérica. Para isso  há percursos pedestres, montanhismo, canoagem, escalada ou parapente. Os locais ideais para se informar detalhadamente sobre o que fazer são o Clube de Montanhismo de Amarante e Aventura e Lazer e o Posto de Turismo de Amarante. Economicamente, a economia é atualmente dominada pela vinha e agricultura. Contudo, já teve como ponto forte o volfrâmio, com o seu auge na segunda guerra mundial, no século passado.

    Serra da Arrábida: E o mar ali tão perto

    Junto à margem norte do estuário do Rio Sado, abrangendo Palmela, Sesimbra e Setúbal, e com o ponto mais alto a rondar os 500 metros, a Serra da Arrábida destaca-se pela sua vegetação tipicamente mediterrânica, por pontos de interesse como o Convento da Nossa Senhora da Arrábida, e uma deslumbrante vista sobre o mar.

    O Parque Natural da Arrábida está assente nesta cadeia montanhosa e estende-se além da serra, abrangendo 17 mil hectares, 5.000 dos quais de superfície marinha. Enquanto as praias, os passeios a pé, de barco ou de bicicleta são alguns dos atractivos, há ainda grutas e vestígios de outras Eras, algumas só acessíveis aos mais radicais.

    Serra de Sintra: o microclima às portas de Lisboa

    Sabia que a serra de Sintra é o prolongamento da cordilheira da Serra da Estrela, terminando no Cabo da Roca? A altura não é algo que se destaque nesta serra – cerca de 530 metros no ponto mais elevado (Cruz Alta), mas é a beleza criada pela combinação entre a natureza e as actividades humanas tornam esta região única.

    A começar pelo chamado “micro-clima de Sintra”… Este resulta da influência oceânica e, na prática, significa maior pluviosidade que as regiões limítrofes.

    Se não conhece este local fabuloso, polvilhado por palácios, conventos e uma paisagem natural inigualável não pode deixar de o incluir nos seus planos. Deixe-se envolver no ambiente, transportando-se para épocas mais remotas. Imagine pessoas de outros séculos a movimentar-se no Palácio da Vila na Quinta da Regaleira. Finalmente, se a cultura não é a sua onda, há igualmente opções de passeios para praticantes de montanhismo ou escalada. 

    Serra do Caramulo: sinónimo de ar puro

    No centro do país, a Serra do Caramulo oferece-lhe um ar puro incomparável. Na zona de transição entre a Beira Alta e a Beira Litoral, a região combina florestas com zonas de vegetação rasteira, cursos de água cristalinas e pequenas cascatas. Aldeias compostas por casas e espigueiros em granito recortam a paisagem. No início do século XX, os portugueses eram atraídos para a região com o objectivo de curar doenças pulmonares. Hoje, a serra transformou-se numa estância de saúde e lazer, para retemperar as forças, como tão bem descreve o Turismo da Zona Centro.

    A paisagem pode ser apreciada partir de dois miradouros. O Caramulinho, a 1076 metros de altitude, e o Cabeço da Neve, do lado oposto da Serra. Nos dias que a nebulosidade abranda é possível avistar uma imensidão de serranias até à Serra da Estela. Para passar o tempo e contemplar a paisagem de múltiplas outras perspectivas, não deixe de aproveitar os percursos pedestres. Siga para o Caramulinho (“Caleiros”) que se prolonga por 8,2 km e que pode ser percorrido em quatro horas. Outras rotas são as dos Laranjais, do Linho, das Cruzes e dos Caleiros, e ainda o trilho Terras de Granito.

    Serra da Lousã: onde as aldeias estão cravadas na serra

    As aldeias de Xisto são também ex libris na Serra da Lousã, em Coimbra. Os trilhos demarcados permitem descobrir o Talasnal, Casal Novo e Chiqueiro, três aldeias cravadas na serra que foram reabilitadas e que voltaram a ter condições para que lá se pode viver. Pelas ruas estreitas, o ambiente é tranquilo e fontes de água estão constantemente a correr.

    A Serra está integrada na Reserva Ecológica Nacional, uma estrutura biofísica básica e diversificada que combina com vilas serranas e que é, ela própria um museu vivo. Os ecossistemas são preservados através do condicionamento de acesso a determinadas áreas. Mas é possível visitar e desfrutar do espaço tranquilamente através de percursos pedestres, canoagem, caça ao tesouro e muitas outras atividades oferecidas por empresas de animação turística que proporcionam pitada de ação necessária para usufruir umas pequenas férias memoráveis entre os cantos da serra da Lousã.

    Serra da Estrela: o ponto mais alto do continente

    A Torre é o ponto mais elevado de Portugal Continental, com 1993 metros de altitude. No país só é superada em altura pelo Pico, nos Açores, com 2300 metros de altitude. Como não podia deixar de ser, este é um dos locais onde regularmente cai neve em Portugal.

    Estes dois motivos, combinados, tornam o local apetecível quer para os principiantes que pretendem dizer que já estiveram na Torre, como para aqueles que querem partilhar que já brincaram com neve.

    O ski é também uma opção válida, em particular para quem gosta de algo mais emocionante. Há ainda uma variada oferta de rotas em que os visitantes são convidados a conhecer aldeias históricas, os castelos, a rota da lã ou a rota das Judiarias. Também o turismo ambiental é um chamariz com rotas delineadas entre quatro rios, 25 lagoas e vales glaciários. Para terminar a visita, viaje ainda através da rota pelo vale do Mondego.

    Serra da Gardunha: Onde se acumulam memórias

    Com 1227 metros de altitude, na Beira Baixa vai encontrar aquelas que podem ser consideradas as melhores cerejas de Portugal. Recorde a viagem da Goodyear, pelas 10 formas de apreciar a cereja do Fundão. O local é tão deslumbrante que já conquistou a designação de Paisagem Protegida Regional da Serra da Gardunha, que enquadra numa paisagem única granito, xisto e muita água.

    Para a ver melhor, talvez de cima. Parapente, passeios de balão são algumas das ofertas disponíveis. Para quem quer passar uma ou várias noites diferentes, a opção é o Glamping. Porque a serra é sempre uma opção para voltar ao que foi em tempos. Guardunha, nome pelo qual também é conhecida significa “refúgio”.

    Serra do Caldeirão: entre Portugal e os Algarves

    Entre o litoral e o barrocal algarvios e as planícies do Baixo Alentejo fica a Serra do Caldeirão. O ponto mais alto aproxima-se dos 590 metros de altitude (Cavalos do Caldeirão, em Loulé). As formas ondulantes da serra são cortadas por uma rede hidrográfica peculiar na qual, muitas vezes, se destaca a ausência de água. Por certo, o Algarve não é só praia, e descobrem-se cada vez mais zonas no Algarve Interior.

    Também aqui as casas têm a traça algarvia característica – brancas e com chaminés – mas partilham o espaço com pomares de laranjeiras, alfarrobeiras e amendoeiras, paisagens particularmente bonitas nesta época de primavera. A serra está também polvilhada de moinhos de vento, noras e velhos fornos comunitários. Mesmo que muitos estejam abandonados, permitem o vislumbre do que seria a vida no campo no tempo dos primeiros reis. O Caldeirão é apenas uma das serras na região, não deixe de conhecer outras.

    Serra de Monchique: o jardim do Algarve

    Por fim, também no Algarve, fica a Serra de Monchique. A flora luxuriante, variada e com cores contagiantes. O clima é suava e chamam-lhe o Jardim do Algarve. A Câmara Municipal recorda que a serra é um “património natural que induz à contemplação”. Onde “ribeiros cristalinos (…) desenham meandros no fundo de vales escarpados”. Afinal, entre o baixo Alentejo e o litoral algarvio, a serra é dotada de uma “elevada qualidade ambiental”, e de uma frescura que fazem contraponto com as regiões limítrofes.

    A vila de Monchique é um dos pontos imperdíveis, com uma vista magnífica a partir do parque de São Sebastião. A Igreja Matriz, o convento, o casario branco com as típicas chaminés de saia, podem retê-lo um pouco na vila. Contudo, não deixe de subir a Serra até à Picota ou até ao ponto mais alto do Algarve, a Foia, de onde se avista uma grande extensão de paisagem desde o Cabo de são Vicente até à Serra da Arrábida. Por fim, o complexo termal Caldas de Monchique é outro ponto de interesse a não perder.

    Já espreitou a rota Goodyear pelas serras do Algarve?