Sistema elétrico do automóvel: o que deve saber

7 Janeiro | 2020 | Goodyear

Cada vez mais o funcionamento dos automóveis é gerido de forma eletrónica. A Goodyear diz-lhe como

A eletrónica nos automóveis atuais é cada vez mais importante. E se falamos de carros elétricos, é ainda mais essencial, mas hoje vamos centrar-nos nos veículos convencionais (a gasolina, diesel e híbridos) que, atualmente, são aqueles que lideram o mercado nacional. O que sabe sobre o sistema elétrico do seu carro?

O sistema elétrico, o cérebro do automóvel

 Olhe para o passado e pense nos carros que os seus pais conduziam ou no carro com o qual tirou a carta há vários anos. Em relação aos veículos a motor atuais, as grandes diferenças estão na parte eletrónica. O seu protagonismo tem vindo a aumentar e continuará a fazê-lo, j+a que muitos dos elementos que compõem as entranhas de um carro dependem do sistema eletrónico.

Este sistema é responsável pela gestão de todas as funções elétricas de um carro. O centro nevrálgico é o que conhecemos como UCE (ou ECU, na sigla em inglês, Engine Control Unit), a Unidade de Controle do Motor ou centralina. Para que nos entendamos, o verdadeiro cérebro do seu carro.

A principal missão da centralina é recolher todas as informações provenientes dos diferentes sensores que povoam o carro (motor, turbo, servomotor, pedais, temperatura de líquidos …): são estes que transmitem o bom (ou mau) funcionamento dos diferentes componentes do veículo.

Destes sensores, por sua vez, dependem os atuadores, que são ligados ou desligados pelos primeiros para determinar o tipo de operação a aplicar às diferentes peças que requerem corrente elétrica.

Subsistemas do sistema elétrico

Dentro do sistema elétrico genérico, encontramos subsistemas específicos que controlam determinadas funções do seu carro, do motor à iluminação, passando pelo conforto e segurança.

Sistema de geração e armazenamento

É geralmente composto por quatro componentes: o gerador, o regulador de voltagem(que pode ser um elemento independente ou incluído no gerador), a bateria de acumuladores e o interruptor do gerador. Graças a este sistema, temos a garantia que, uma vez ligado o motor, o gerador tem a corrente de excitação e começa rapidamente a gerar eletricidade para restaurar o estado de carga completa do acumulador e alimentar os restantes consumidores.

 Sistema de ignição

É o sistema capaz de produzir a ignição da mistura de combustível e ar dentro do cilindro em motores a gasolina ou GPL, também conhecidos como motores de ignição por faísca. Nos motores a diesel, a própria natureza da formação da mistura produz a sua auto-ignição.

Sistema de arranque

O circuito elétrico de arranque é responsável por fornecer as primeiras rotações para a ignição do motor de combustão. É composto pela bateria, interruptor de arranque, ccomutador e motor.

Sistema de injeção de gasolina

É o substituto do carburador, que foi substituído por causa dos regulamentos antipoluição em vigor nos motores a gasolina. Nos carros com motor a diesel existe desde sempre. Em ambos, é responsável por enviar o combustível para a câmara de combustão, a pré-câmara ou o cilindro, conforme apropriado.

Sistema de iluminação

O uso de circuitos eletrónicos de controlo no sistema de iluminação do carro é cada vez mais frequente, tanto no exterior  (faróis, luzes intermitentes) como no interior (luzes de leitura).

 Instrumentos de controlo

É responsável por gerir a iluminação de certos instrumentos ou sinais de controlo no tablier. Apesar da grande variedade, são geralmente divididos em quatro grupos: para o controlo dos índices de desempenho técnico do carro, para indicar os índices circulação na estrada, sinais de alarme e sinais de alerta. Todos estes circuitos são alimentados por fusíveis para evitar o sobreaquecimento dos cabos em caso de possíveis curtos-circuitos.

Avarias no sistema elétrico do carro

Agora que já sabe quais são os subsistemas do sistema elétrico, é hora de falar sobre as avarias que este sistema pode gerar. Como são variadas e dependem muito do tipo de carro que conduz, vamos resumi-las em dois grandes grupos, embora em caso de qualquer anomalia que o seu veículo sofra, o melhor é mesmo ir à oficina.

Estes sistemas avançados deixam pouco espaço para o mecânico curioso que, diga-se, não conta com as tecnologias de deteção de avarias elétricas disponíveis nas oficinas.

Se o que falhar for a ECU, o mais provável é que não consiga sequer arrancar o carro, já que a própria centralina impedirá que o carro seja posto em funcionamento para evitar uma avaria maior. A substituição deste componente do veículo não é nada barata: mais de 600 euros em média.

Caso de avaria nos sensores, vamos notar em falhas no funcionamento do motor, que pode deixar de funcionar ou apresentar problemas no arranque (se o sensor de rotações do motor falhar, por exemplo). Substituir o sensor resolve o problema.

Em resumo, o sistema elétrico é o grande garante do desempenho e consumo do nosso motor e o que controla o equipamento de conforto e segurança do nosso carro. Mas é preciso estar muito atento aos seus sinais, pois pode ter avarias que, embora não sejam muito graves, forçar-nos-ão a levar o carro a oficina e ficar sem ele durante alguns dias.

Good Year Kilometros que cuentan