Tomar, a cidade dos Templários

13 Setembro | 2019 | Goodyear

O êxito universal de O Código Da Vinci, o livro e o filme, fez renascer o interesse mundial pelos cavaleiros templários e pelos seus esotéricos mistérios. E se há um local central na história dos templários só pode ser Tomar, que acolheu a sede da daquela ordem em Portugal pela mão de Gualdim Pais, o mais famoso mestre da Ordem do Templo, como era também conhecida, e fundador da cidade que depois defendeu dos ataques dos mouros.

A Ordem dos Templários existiu entre 1118 a 1307, quando o Papa Clemente V ordenou a sua extinção e o confisco dos bens. Em Portugal reinava D. Dinis, que obedeceu à ordem papal mas reclamou os seus bens para o estado e fundou a Ordem de Cristo, mantendo assim os templários em Portugal. Um século depois, em 1415, deu-se a conquista de Ceuta, o Infante D. Henrique tornou-se grão-mestre da Ordem de Cristo e durante mais de uma década viveu em Tomar.

O Convento de Cristo

Não se pode ir a Tomar e não visitar o Convento de Cristo, uma obra verdadeiramente monumental e que domina a paisagem da cidade do centro de Portugal. Construído ao longo de centenas de anos por alguns dos mais importantes mestres e arquitetos a trabalhar em território nacional, este conjunto arquitetónico inclui edificações diversificadas, quase todas de notável relevância patrimonial, podendo destacar-se o castelo medieval e a Charola templária, que formam a parte mais antiga, os claustros quatrocentistas, a igreja manuelina e o convento renascentista. As muitas eras presentes fazem com que se encontrem diversos estilos arquitetónicos: românico, gótico, manuelino, renascentista e maneirista.

Para além do convento, é possível encontrar pela cidade outros lugares de influência dos Templários, nomeadamente a Mata dos Sete Montes onde, segundo a tradição, decorriam rituais iniciáticos, e a Igreja de Santa Maria do Olival – a antiga Sellium romana, atribuída por D. Afonso Henriques ao mestre Gualdim Pais, no seu regresso das Cruzadas.

Tomar é uma cidad marcada pela sua rica história mas vale também o passeio pelas suas ruas, nomeadamente a baixa que, diz-se, terá servido de inspiração para o lisboeta Bairro Alto. Dividida a meio pelo rio Nabão, um dos locais onde poderá descansar depois de tanta visita histórica é o Parque do Mouchão, espaço verde à beira-rio por onde todos os tomarenses passam.

E lá perto

Não muito longe de Tomar fica a barragem de Castelo de Bode, uma das maiores albufeiras do país, onde se pode fazer um tranquilo cruzeiro com almoço a bordo ou optar por uma diversidade de desportos aquáticos. 

Sendo os templários um tema central na história de Tomar, vale a pena seguir um percurso pelos lugares que marcam a história da Ordem. Um pouco mais para sul fica a pequena ilha do rio Tejo onde se situa o Castelo de Almourol ou a localidade ribeirinha de Dornes, onde se encontra uma torre templária erguida no século XII.

Onde comer

Uma escapada pede sempre uma boa refeição e, em Tomar, há muitos sítios para bem comer. A começar pelo Chico Elias que, na verdade, fica nos arredores da cidade, em Algarvias. Casa com mais sete décadas de existência, proporciona na ementa pratos como o bacalhau com carne de porco ou o coelho na abóbora.

Já bem no centro da cidade, numa das pontas do Parque do Mouchão, fica o Hotel dos Templários, cujo restaurante Grão Mestre é também uma boa opção para ser bem servido, com o bacalhau assado lascado ou com o bife do lombo à templários.

Finalmente, se a ideia for não sair do tema templário, experimente a Taverna Antiqua, que promete recriar a época medieval, quer no ambiente (pode jantar à luz de tochas) quer à mesa, com o menu a incluir petiscos como perninhas de rã e pratos de caça como javali e veado.

 

Good Year Kilometros que cuentan